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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Recomeça a procura de nova casa

Os leitores mais regulares podem lembrar-se que por meados do ano passado eu escrevi este post quando comecei a pensar em entrar numa das fases mais complicadas na vida de qualquer Londrino - encontrar casa para comprar.

 

Foi também nessa altura que fizeram cortes na minha empresa anterior e lá fui eu juntar-me à fila dos desempregados. Claro que essa não era altura para comprar casa nenhuma e, quando recomecei o novo emprego tive que esperar alguns meses até ficar permanente, antes de sequer poder pensar em comprar casa, visto que a maioria dos bancos não me iriam oferecer um empréstimo nessas condições.

 

Assim que fiz os 6 meses na empresa achei que seria altura de voltar a pensar no assunto. Primeiro fui falar com o meu banco para saber quanto podia emprestar e depois comecei a olhar para os anúncios de propriedades e inscrevi-me para receber alertas das mesmas dentro do meu orçamento.

E começam os alertas – uma mistura entre estúdios, apartamentos em edifícios sociais, apartamentos mais modernos ou em casas bonitas antigas localizados no cú de judas :-S Escusado será dizer que nenhum deles correspondia ao tipo de apartamento que eu gostava de poder comprar. Os preços de casas para comprar são absolutamente ridículos e, sinceramente pergunto-me como é que estas pessoas conseguem comprar as centenas de apartamentos de luxo que estão espalhados pela cidade e que não param de construir.

 

Ao deparar-me com a impossibilidade de comprar o tipo de apartamento que gostava de ter numa zona da minha preferência comecei a pensar que a minha melhor alternativa seria mesmo optar por ‘Shared Ownership’ ou ‘Help to Buy’, sendo que ambos são esquemas oferecidos pelo Estado para ajudar os compradores a comprar a sua primeira casa. No post que escrevi no ano passado já escrevi um pouco sobre shared ownership e, o conceito do Help to Buy é semelhante no sentido em que também não podem usar o esquema se não tiverem intenções de viver na casa. A diferença é que, com o Help to Buy, a casa é toda vossa, mas para além do empréstimo ao banco, o governo também vos dá um outro empréstimo que, até agora tem sido no valor de até 20% do valor total da casa, mas a partir de Abril deste ano vai passar a ser até 40% do valor total da casa para propriedades em Londres. Isso sem dúvida que vai abrir as portas a mais compradores mas também facilita aos construtores que podem continuar a manter os preços elevados sem perderem dinheiro com isso. O problema é que para beneficiarem do ‘Help to buy’ é necessário comprar casa num dos desenvolvimentos especificamente aprovados pelo esquema ‘Help to Buy’ e, a oferta desse tipo de propriedades é muito limitada.

 

Comecei então a pesquisar mais no site de shared ownership por desenvolvimentos que fossem do meu interesse já que essa foi a única opção que encontrei para poder conseguir comprar algo de que goste. Encontrei um desenvolvimento que parecia interessante e bem localizado e fui visitar o apartamento modelo. Gostei e submeti o meu interesse de imediato. Até ao momento em que eu tinha ido visitá-lo já tinham havido 20 pessoas a submeter interesse para os 14 apartamentos disponíveis. Passado uma semana recebi um email a informar-me que nenhum apartamento me tinha sido alocado. 

 

Este é um dos problemas da shared ownership. A concorrência. Preferência é dada a pessoas que vivam e/ou trabalhem na junta de freguesia para a qual se estão a candidatar a um apartamento. Eu correspondo a esse critério, mas existem muitos mais critérios tais como – preferência é dada a cidadãos que tenham cargos considerados ‘essenciais’ tais como enfermeiros, bombeiros, etc. Preferência é também dada a quem já esteja a receber ajudas financeiras do Estado, tais como a viver em acomodação social por exemplo. E eu não correspondo a nenhum desses critérios por isso também sou remetida para o fim da lista. Felizmente esse crit]erio todo está para ser eliminado em Abril deste ano, sendo que apenas os militares vão ter prioridade.

Enfim, não vejo outra possibilidade senão continuar atenta e candidatar-me para outro apartamento, quando eventualmente aparecer algo de que goste.

 

 

 Este mapa indica o valor médio do preco das propriedades por estação de metro de Londres. Vejam o mapa grande aqui

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O Boris não é amigo cá da malta

OK, estava errada. O Boris afinal decidiu apoiar a Brexit - campanha de saída da União Europeia. Continuo a acreditar que a maioria dos Londrinos vai continuar a votar para ficar na UE, mas não deixa de ser um pouco preocupante o facto do Presidente da Câmara de Londres apoiar a saída. Concerteza irá influenciar alguns dos seus eleitores. Estamos para ver qual o poder da sua influência. 

Em resposta aos comentários colocados no post anterior, de facto não penso que a possível saída da UE indique que de repente vão mandar todos os emigrantes Europeus reencambiados para os seus países de origem. Isso seria impossível para o país fazer já que iria levar muitas empresas à falência, mas também não acredito que a situação vá ficar igual. Irão haver burocracias, chatisses, entraves,.. Ainda nada está certo acerca do que vai acontecer exactamente no caso do Não ganhar, mas sem dúvida que me quero informar melhor sobre os detalhes de ambas as campanhas. Já comprei bilhetes para ver um debate ao vivo em meados de Março. Depois venho cá escrever o que descobrir por lá. 

Com isto tudo fico mesmo com vontade de tirar o passaporte Britânico só para poder votar no dia. Quero poder ter o poder de influência e parece-me muito injusto que o futuro do país em que vivo, que sinto como se fosse o meu país, e da minha relação com ele, vá ser decidida por outros. 

 

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Reino Unido na União Europeia? Começou a contagem decrescente

O Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, anunciou que a data do referendum para a saída do Reino Unido da Europa está marcado para Quinta-Feira dia 23 de Junho. É um dia de uma decisão fundamental para todos os cidadãos emigrantes que decidiram mudar para o Reino Unido ao abrigo das leis de livre movimentação de pessoas e trabalho na União Europeia. As consequências para quem já cá vive relativamente a uma potencial saída ainda são incertas, mas o facto é que as condições não serão as mesmas se a maioria dos cidadãos Britânicos votar Não para a UE. 

 

A vantagem é que o David Cameron está a apoiar para que o país fique na Europa, afirmando que conseguiu negociar algumas das condições que pretendia com Bruxelas e que, portanto afirmou ontem - "A escolha está nas vossas mãos. Mas a minha recomendação é clara. Eu acredito que a Grã-Bretanha vai ficar mais segura, forte e melhor ao permanecer numa União Europeia reformada." 

 

Na mesma entrevista, David Cameron apelou ao Presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, para não se juntar à campanha Brexit (=Britain+Exit) e, apoiá-lo na sua campanha de manter o Reino Unido na União Europeia. Segundo o Guardian, o Boris Johnson ainda está duvidoso quanto ao lado a apoiar e vai anunciar a sua decisão sobre quem apoiar hoje à noite.

 

Eu ficaria surprendida se o Boris Johnson não apoiar a campanha do Sim, mas fico a aguardar anciosamente os resultados. Acredito que uma campanha apoiada pelo Primeiro Ministro e Presidente da Câmara de Londres vai ter um peso significativo para a campanha do Sim. Começa a contagem decrescente,...

 

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Viver com o fundador do Spareroom

Hoje passei um bocado da noite entretida a ver o desenrolar da procura de flatmates pelo dono do Spareroom, e gostei. Para quem não ouviu falar, o fundador do Spareroom.co.uk está à procura de dois flatmates com quem partilhar a sua casa em Spitafields. E como não podia deixar de ser, está a utilizar esta decisão de arrendar os seus quartos como uma oportunidade de relações públicas para promover o seu site. Está a resultar, pelo menos comigo, que achei os episódios apresentados engraçados de tal forma que decidi colocar aqui. Como é que ele está a criar a atenção dos candidatos - a casa é muito gira e optimamente localizada. A renda a pagar é mínima. Criou um vídeo promocional para se dar a conhecer como flatmate e, os candidatos tiveram que submeter um vídeo sobre eles. Todas as entrevistas estão a ser filmadas, e a sequela está apresentada em pequenos clips divertidos no canal do youtube do Spareroom. E de facto, está a ser bem feito. De tal forma que carreguei play num dos vídeos que apanhei no facebook só por curiosidade, e acabei por vê-los a todos. 

 

Os vídeos começam com o anúncio do fundador do Spareroom - o Rupert - a falar um pouco sobre si, sobre a sua paixão por animais embalsamados e como gostava de ter um flatmate que lhe ensinasse a tocar piano ou que lhe fizesse o jardim. Depois são apresentados 3 vídeos com excertos divertidos dos vídeos dos candidatos a apresentarem-se. Para mim, sem dúvida que ninguém fez um anúncio tão bom como o Pawel. Isso sim é que é uma candidatura que vale a pena! Encontram o vídeo do Pawel neste em baixo:

 

 

Depois vieram os vídeos das duas primeiras rondas de entrevistas. Também estão engraçadas. A sequela ainda não terminou porque os flatmates vencedores ainda não foram encontrados, mas agora fiquei curiosa para continuar a ver os próximos episódios.

 

Segurança em Londres

O facto da porta da minha casa ter sido arrombada é sem dúvida muito desconcertante, e não só não foi a primeira vez que me tentaram assaltar a casa como conheço várias pessoas que já tiveram situações semelhantes ou piores. Os piores casos foram:

  • Entraram pela janela da casa da minha amiga que vivia em Muswell Hill durante o dia e roubaram tudo, tudo, tudo que fosse de valor. Desde portáteis a máquinas fotográficas, roupa, dinheiro, etc. - exactamente a mesma situação aconteceu com um amigo que vivia em Putney (não sei como entraram no apartamento dele). 
  • Numa casa ao lado da minha quando morava em Camberwell, viviam lá 5 raparigas. 4 delas tinham ido sair à noite e a outra ficou em casa a dormir. Como uma delas tinha ficado em casa, as outras decidiram fechar a porta apenas no trinco. Os ladrões facilmente abriram a porta com um cartão ou algo semelhante que fez a porta abrir sem estragos ou barulho. Roubaram também tudo da casa expecto as coisas que estavam no quarto da 5ª rapariga que tinha ficado a dormir. Obviamente eles devem ter entrado no quarto, viram que estava a dormir e deixaram-na ficar. 'Sorte' a dela ter estado a dormir porque nunca se sabe o que fariam caso ela não estivesse. 
  • A pior de todas foi mesmo o assalto ao apartamento do amigo de um amigo que acordou a meio da noite no seu quarto, com um ladrão com uma arma apontada para ele enquanto o outro roubava o portátil.  -  Horrível mesmo!

 

Apesar de todas essas situações, quando me perguntam se Londres é uma cidade perigosa, eu respondo que não é propriamente perigosa. Sendo uma cidade grande, claro que vão haver pessoas mal intencionadas, mas de forma geral, é uma cidade onde se pode andar à noite sozinho sem problemas nas zonas movimentadas. Claro que se voltarem sozinhos para casa a meio da noite é sempre mais seguro apanhar um táxi, mas não é do tipo de cidades em que a probabilidade de que algo aconteça seja alta. Nestes 10 anos em Londres tenho voltado para casa sozinha à noite muitas vezes e fui assaltada uma vez. Além disso, se eu pensar nas minhas amigas próximas que estão em Londres há tanto ou mais tempo que eu, nunca sofreram nenhum assalto. 

 

Portanto, de forma geral, sim é preciso ter cuidado, tanto em casa como na rua com possíveis ladrões, mas de forma geral Londres não é uma cidade onde tenham que estar constantemente preocupados com a segurança. Ficam algumas sugestões de precaução:

 

Em casa:

  • Fechar sempre a porta de casa à fechadura mesmo quando estão em casa
  • Fechar as janelas quando não estão em casa para não dar oportunidades aos ladrões de entrarem nem de verem o que se encontra dentro da casa
  • Se forem de férias, vale a pena comprarem uma das luzes que se acendem automaticamente a certas horas do dia para parecer que a casa está ocupada

 

Na rua:

  • Não andar a falar com telemóveis na rua à noite
  • Cobrir sempre bem o PIN quando estão numa caixa multibanco e não utilizem a caixa se estiver alguém com ar suspeito ali próximo
  • Não andar com câmaras ao pescoço ou outro equipamento de alto valor que possa atrair as atenções
  • pelo sim, pelo não é aconselhável que apanhem um taxi para casa se voltarem sozinhos depois da meia-noite
  • Se tiverem uma bicicleta, certifiquem-se de que a prendem a um local apropriado sempre com pelos menos duas trancas, uma para cada roda, sendo que uma delas deve também trancar a estrutura da bicicleta

 

Para quem vive em Londres, se tiverem outras dicas que achem úteis na precaução de possíveis assaltantes, por favor indiquem nos comentários.

 

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Casa arrombada novamente

Hoje cheguei a casa e encontrei a porta de entrada assim:

 

porta_arrombada.PNG

 

Desde o último assalto que houve cá em casa à cerca de ano e meio atrás que tenho tido o cuidado de nunca deixar o portátil à vista, mas mesmo assim, o portátil foi a primeira coisa em que pensei que poderiam ter roubado. Não só não o roubaram, como não encontrei mais nada que tenham tirado. Aparentemente um vizinho viu-os, e eles devem-se ter apercebido e não quizeram ficar muito tempo na casa. Arrombaram a porta, subiram aos quartos, acenderam as luzes, e foram-se embora. 

 

Tivemos um pouco mais sorte que outra casa aqui da rua que também foi arrombada hoje, e mais outra um pouco mais à frente que foi arrombada na semana passada. Lá devem ter verificado que estas casas têm portas relativamente fáceis de mandar abaixo, e vai de arrombar tudo. Neste momento tenho um carpinteiro a arranjar a porta actual, para ao menos termos uma porta durante a noite, mas temos que tratar de mudar para uma mais forte e segura. 

 

Impressionante como temos que estar constantemente alerta e com receio e nunca se pode estar bem relaxado em casa. Talvez o melhor seja mesmo viver num apartamento, se bem que esses também nem sempre estão seguros. 

 

 

New York, New York

Lá consegui chegar a Nova York. Cheguei só na segunda-feira à tarde, e fui logo direitinha para o escritório. Demorou uns dias a passar o jetlag e, pela hora em que o meu relógio biológico se habituou às 5 horas de diferença, já era tempo de voltar novamente. 

 

Fiquei lá de segunda a sábado e, só tive mesmo tempo para passear em Nova York no sábado antes de ir para o aeroporto, e uma noite da semana em que fui a Times Square para ver as luzes. De qualquer forma gostei muito da viagem e de ter passado tempo com os colegas que só conhecia através de Google Hangouts. Os Americanos, lá continuam com as suas diferenças da cultura Europeia - de uma forma generalista são suuuper simpáticos de uma forma que te faz pensar se eles estão mesmo a ser genuínos; mas também olham para as coisas de uma forma positiva o que ajuda a criar um bom ambiente. As diferenças são interessantes, mas a cidade, apesar de ser enorme e cheia de bairros com características diferentes, as ruas parecem-me sempre muito semelhantes quer esteja no Upper East Side, em Hell's Kitchen ou Chelsea. Para o meu passeio de sábado e, como já conhecia as atrações principais de Nova York das outras vezes quando tinha lá estado, optei por passear primeiro por Central Park, indo depois ao Museu De Arte e Design, seguido de umas compritas em Williamsburg e terminei o dia por atravessar a Brooklyn Bridge. 

 

À saída do nosso escritório

 

A zona de relaxe/brainstorming/cantina do escritório

 

 A vista do nosso escritório

 

Times Square

 

Central Park

 

Brooklyn Bridge