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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

É Carnaval, ninguém leva a mal

Consegui passar pelo Carnaval de Notting Hill durante um pouco tempo este fim-de-semana. Já há dois anos que lá nao ía, dado que me tem calhado estar em Portugal nessa data. Mas desta, como adiei a minha visita habitual por uma semana, ainda consegui por lá passar.

 

O Carnaval de Notting Hill é o segundo maior do mundo (depois do Carnaval do Rio de Janeiro) com cerca de 1 milhao de pessoas a visitarem todos os anos. Mas ao contrário do que parece acontecer no Carnaval do Rio, em Londres a parada carnavalesca nao tem o centro principal. Por cá parece que tudo o que as pessoas tem em mente é conseguir passar por entre a multidao para chegar as zonas dos "sound systems", ou seja, palcos de DJs nas ruas, onde se formam as "discotecas" ao ar-livre.

 

O ambiente é super animado e simpático, com estranhos a dancarem uns com os outros, abracarem-se, sorrirem... A música oficial acaba cedo pelas 19h, para deixar os residentes descansar e haver tempo para se limpar o imenso lixo criado nas ruas durante os dois dias de Carnaval, e Notting Hill poder voltar ao seu aspecto bonito, impecável e composto na manha de terca-feira, como se o mundo de carnavaleiros nunca tivesses passado de um sonho (ou pesadelo, para muitos dos residentes e retalhistas que todos os anos temem pela seguranca das suas propriedades durantes os dois dias de Carnaval). 

 

Apesar de terminar cedo, alguns residentes e carnavaleiros nao queriam cumprir com os horários, e, enquanto me movimentava para sair da zona do festival, ainda apanhei com vários "sound systems" versao doméstica, ou seja, simplesmente grandes aparelhagens que alguns residentes tinham em casa e colocaram a tocar com o volume no máximo, para que as pessoas podessem concentrar-se em frente 'as suas casas a dancar e a festa continuar. Um desses "sound systems domésticos" com que me deparei foi super divertido até porque as pessoas estavam a dancar aquela coreografia que se costumava dancar em Portugal há uns anos atras sempre que dava uma música com uns sons Africanos nas discotecas. Difícil de explicar que coreografia estou a falar porque acho que nao tem qualquer nome em específico, mas todos dancavam aquela coreografia 'a uns anos atrás (nao sei se ainda é habitual ou nao, mas imagino que ocasionalmente se dance). A polícia bem que vinha a estes "sound dystems domésticos" para tentar parar com eles. Eles nao pareciam estar muito motivados para que a festa continuasse. Claro que as pessoas nao queriam obedecer e os polícias tiveram que baixar guarda um pouco, mas afinal, é Carnaval, ninguém leva a mal.

 

 

Carnaval de Notting Hill

 

TimeOut gratuita

Está confirmadíssimo que a edição Londrina da Revista TimeOut vai passar a ser distribuída gratuitamente nas estações de metro, museus, bares e lojas de Londres a partir deste Outono (data exacta, a ser confirmada). 

 

Como todos sabem a TimeOut lista todos os principais eventos, música, bares, entertenimento, etc. a acontecer nas cidades onde é distribuída. Infelizmente em Londres, a sua venda tem diminuído significativamente nos últimos anos e, como tal, a revista decidiu lucrar exclusivamente com a publicidade na revista, enquanto aumenta a sua distribuição por se tornar gratuita.

A sua distribuição vai ser às Terças-Feiras, o que complementa o "espaço livre" desse dia da semana, já que, actualmente a revista Stylist é distribuída às Quartas, a Shortlist distribuída às Quintas e a Sport às Sextas. Vamos ficar com a Segunda-feira livre para mais uma.

Bem, eu pelo menos, sei aqui de uma pessoa e blog que vão ficar muito contentes com esta nova distribuição gratuita {#emotions_dlg.happy}

 

Podem ler mais sobre a notícia no Guardian.

 

 

Festas de rua

Este fim-de-semana fui a uma Festa de Rua. Já algumas vezes falei aqui sobre algumas das Festas de Rua a que fui, geralmente em celebração de algo como o casamento Real ou o Jubileu da Rainha. Desta vez, no entanto, a festa de rua foi diferente porque, em vez de ser um acontecimento público aberto a todos, foi mais uma festa local organizada por residentes.

 

Um pouco por todo o país, as pessoas são incentivadas a criar festas deste género porque, não só se torna num dia simpático passado com os vizinhos, como é uma boa forma de todos se ficarem a conhecer melhor o que também promove o ambiente de comunidade. 

 

Os residentes fizeram as saladas e os doces, compraram carne e peixe para assar na brasa, bebidas, orgaanisaram 2 bandas para tocar ao vivo (que por sinal eram bandas de pessoas residentes); todos contribuiram com algum dinheiro para pagar pelas despesas, convidam-se alguns amigos não residentes (o que era o meu caso), e assim se faz uma bela festa. 

 

Achei interessante que, quando as pessoas se estavam a conhecer na zona dos comes e bebes, a forma como se introduziam era - "Olá, eu sou o John do número 12. Tu és de que número?" Eu senti ali uns olhares descontentes quando se aperceberam que eu não era de número nenhum. Pois é, sou mesmo uma impostora que se veiu aqui meter na festa. Sorry! 

 

Que eu saiba não existe este conceito de se fazerem festas de rua com os vizinhos em Portugal (ou existe?). Mas mesmo que ainda não exista, acho que seria uma óptima ideia levá-lo para lá. Aqui ficam umas ideias do conceito através do site do Big Lunch.

 

Foto da Festa de Rua deste passado fim-de-semana

 

Festa de Rua

 

O país está de branco e vermelho

Não, não tem nada a haver com a côr da bandeira política ou da bandeira, está mesmo relacionado com a côr das pessoas. Este fim-de-semana as temperaturas subiram para os 31ºC e, para qualquer lado que se olhe na rua as pessoas estão todas com a pele vermelha forte na pele exposta ao sol, e branquinhas como cal debaixo da t-shirt. Aiii, este pessoal nao está mesmo nada habituado ao sol. Não percebem que se devem proteger, que apenas uns raios são suficientes para lhes queimar a pele.


O que é pena é que este aumento na temperatura súbito não vai diminuir uns 4 ou 5 graus para termos um verão mais ameno durante uns dias. Nada disso. Vai diminuir uns 10ºC a partir de amanhã, o que significa que no próximo fim-de-semana, quando fôr tempo de celebrar o Carnaval de Nothing Hill, estão previstos 19ºC e chuva :-(

Enfim, é a desvantagem da temperatura imprevista Londrina. E isto só para relembrar que o carnaval de Notting Hill, o 2º maior carnaval do mundo, está para chegar. Vai decorrer em toda a zona de Nottingh Hill, Ladbroke Grove, Westbourne Grove e até Royal Oak. Para quem pretende visitar o carnaval, estejam atentos aos transportes antes de lá chegarem porque algumas estações, ou estão fechadas, ou vão ser apenas de saída. Podem planear a vossa visita a partir da informação indicada neste site http://www.thenottinghillcarnival.com/visitor.html




Tuga em Londres na Croácia

Durante os últimos 10 dias este blog esteve de férias. Voltou um blog bem mais bronzeado e cheio de energia para recomeçar a relatar os acontecimentos Londrinos, mesmo a tempo do último dia dos Jogos Olímpicos. 

 

Durante os últimos dias, a autora do blog deliciou-se com as muitas maravilhas que o país da Croácia tem para oferecer. Começou, durante 5 dias com um festival de música, localizado numa pequena baía que se tornou num pequeno paraíso seleccionado exclusivamente para os festivaleiros que lá estavam presentes. Desde dias quentes banhados nas calmas águas do Adriático às longas noites de música e festa, foi sem dúvida um festival para não esquecer e, para repetir. 

 

Passados os primeiros 5 dias, as férias continuaram primeiro pela bonita cidade de Split, com as suas ruas estreitas, arquitectura tradicional, animação nocturna, comida fantástica e os seus habitantes extremamente simpáticos. 

 

O plano era lá ficar uma noite, depois mais duas noites em Dubrovnik e vir para cima, passando pelas cascatas do Parque Nacional de Krka e visitar também uma das ilhas. Mas os planos mudaram, uma vez chegada a Dubrovnik já que o resto dos dias foram passados por lá entre a cidade, as praias e as ilhas próximas da cidade. Aquela parte do mundo é linda! Só tinha hotel para as primeiras duas noites e na sexta o hotel estava completo, mas aconselharam-nos uma acomodação privada e, a escolha não podia ter sido melhor porque, além de ser mais próxima da vila antiga, o dono da casa era super simpático e ajudou-nos imenso em termos de conselhos e transporte. Se alguma vez foram a Dubrovnik podem pedir-me o contacto desta acomodação privada que é sem dúvida aconselhada.

 

A comida,.... uuui, que bela comida que há naquele país. Só é pena o azeite que servem ser tão fraquinho. Foi de surpreender já que têm tantas oliveiras naquele país, mas definitivamente o azeite não é o seu forte. 

 

Achei algumas semelhanças com Portugal em termos das paisagens, algumas características dos habitantes, a arquitectura das localidades, alguma comida e, claro está, a temperatura elevada, mas concerteza que tem muitas coisas bem distintivas que valem bem a pena visitar.

 

Ficam algumas fotos:

 

Festival beach bar

Festival boat party

 

Split Port

 

Dubrovnik Old Town vista da Dubrovnik Wall

 

Vista da ilha de Sipan