Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Sabores da índia em Londres

E eu que nao gosto nada de comida picante, de repente vejo-me a frequentar restaurantes Indianos mais vezes do que imaginaria provável de acontecer. 

Recentemente, quando tive a visita da Celine cá em Londres e após ter ido buscá-la ‘a estacao de Liverpool Street, vinda do aeroporto, levei-a a Brick Lane. Brick Lane é uma rua conhecida pelos seus muitos restaurantes Indianos e pelo seu mercado de rua, galerias de arte e bares alternativos. Como a Celine nunca lá tinha estado levei-a a comer num dos restaurantes Indianos dessa rua. É um facto que existem lá muitos bons restaurantes, mas infelimente nós acabámos por escolher um que nao o era. Assim que chegámos ‘a zona dos restaurantes de imediato os empregados dos mesmos aproximavam-se de nós na rua para nos convidar a entrar no seu restaurante que ou “era o melhor da rua” ou “teriamos direito a entrada gratuita”, “a primeira bebida era gratuita” e em alguns casos até “a garrafa de vinho inteira era gratuita”. O facto é que se tornam muito chatos a tentarem levar-nos para dentro dos seus restaurantes por isso na maioria dos casos nem sequer queriamos entrar, exactamente por eles estarem a ser tao insistentes. Acabámos por escolher um pequeno restaurante que tinha um número satisfatório de clientes lá dentro (se nao tiver ninguém é sempre de desconfiar) e que na janela tinha colados vários recortes de jornais e revistas a aconselharem aquele restaurante, inclusívie um recorte da Time Out. Pensei entao que tinha as condicoes básicas para ser relativamente bom. Humm,... como eu estava errada!!
Sendo que as mesas da frente do restaurante estavam já ocupadas, recambiaram-nos para o fundo do restaurante, já perto de outra sala que se notava estar seriamente a necessitar de obras e redecoracao com a tinta das paredes a lascar e canos ‘a superficie. Ainda pensei em sair, mas como imediatamente nos comecaram a trazer as entradas e bebidas (que eram gratuitas) e nós com a fome que estavamos comecamos logo a comer, quando reparei nos problemas que nos rodeavam naquele restaurante já era um pouco tarde demais. O pior de tudo nem era a necessidade de redecoracao mas sim as dezenas de mosquitos que comecaram a aparecer na parede mesmo ao lado da nossa mesa. Se eles estavam ali na zona das refeicoes, nem quero pensar na sua possível presenca na cozinha. A comida nao estava má mas com todo aquele ambiente pouco agradável definitivamente nada me soube muito bem. Uma coisa é certa, nao fiquei doente por isso é porque nao era tao mau assim, mas sem dúvida altamente desaconselhável e nao vou lá voltar de certeza absoluta. Nao me recordo do nome do restaurante mas ficava do lado esquerdo na direccao de quem vai para a estacao de metro de Aldgate East, era pequeno e tinha umas escadinhas que subiam para o restaurante logo a partir da porta de entrada.
No fim-de-semana passado e, após ter contado esta minha experiencia ‘a Lua, quando estavamos em mais um dos nossos encontros de dardos mensais, ela sugeriu que fossemos lá a Brick Lane jantar já que conhecia por lá um bom restaurante onde já tinha ido outras vezes. Lá nos dirigimos entao todos para Brick Lane e de facto o restaurante escolhido foi exponencialmente melhor que o outro em que tinha estado – melhor decoracao, ambiente mais arejado e mais importante que tudo, sem mosquitos. A comida era boa também e o preco bem em conta como é habitual destes restaurantes indianos de Brick Lane. Para os interessados o restaurante é o Shampan, 79 Brick Lane, na esquida da Brick Lane com a Quaker Street (E1 6QL). Com este jantar fiquei a saber de uma dica útil através do Wask, que me ensinou a identificar bons restaurantes Indianos em Brick Lane – aqueles que nao tiverem ninguém ‘a porta a incentivar os clientes para entrar é porque já sao bons e reconhecidos o suficiente para nao precisarem disso, portanto é a esses restaurantes mesmo onde vale a pena ir.
Ontem novamente foi noite de jantar Indiano. Desta vez foi para celebrar a graduacao de uma amiga minha que acabou o seu curso universitário. Fez-me lembrar o dia da minha graduacao em que a minha escolha de restaurante foi o Hard Rock Café de Lisboa. Estranha escolha, eu sei, mas estava bastante curiosa para o experimentar já que ainda nunca lá tinha ido nessa altura e achei que seria uma boa ideia. Bem, no caso desta minha amiga a escolha foi mesmo um restaurante Indiano (felizmente nao escolheu o Hard Rock de Londres que é caríssimo!), mas fiquei absolutamente surpresa com o Indiano escolhido assim que cheguei ‘a porta do mesmo. É que estava completamente a abarrotar de clientes! As mesas estavam nao só totalmente completas como ainda por cima havia fila para esperar por mesa, a uma QUARTA-FEIRA ‘A NOITE!!! Mal podia acreditar. Juntei-me a um dos nossos amigos que já estava na fila e era o único do grupo que tinha chegado antes de mim e perguntei-lhe o porque de estar toda aquela gente ali, ao que a senhora que estava atrás dele na fila me responde – “é porque é mesmo bom e mesmo barato!” resposta com a qual o meu amigo concordou plenamente. Depois apontou-me para todos os certificados de “melhor restaurante Indiano do ano” espalhados pela zona da entrada do restaurante e para os vários recortes de jornais e revistas a aconselhar o restaurante inclusívie o da Time Out (humm, digamos que depois da experiencia com aquele primeiro restaurante indiano de Brick Lane já nao acredito assim tanto nos conselhos de bons restaurantes da Time Out). Final da história – sim, de facto a comida era boa, principalmente para quem gosta de picante, o que nao é bem o meu caso pelo que tinha as escolhas limitadas, a apresentacao da comida e do restaurante também era boas, os empregados extremamente simpáticos e a comida bastante em conta (para 4 pessoas com entradas e pratos principais pagamos um total de £30. O preco nao incluia bebidas porque naquele restaurante é permitido levar bebidas de fora que é algo que a maioria dos clientes faz e, no nosso caso, tinhamos levado champagne para celebrar a graduacao da minha amiga). No entanto, tive a péssima experiencia de ter que ficar 1 HORA E 30 MINUTOS em pé na fila ‘a espera de mesa! Felizmente conseguimos uma mesa mais no fundo do restaurante porque senao ainda teriamos que comer junto a uma concentracao de pessoas na fila ali bem junto ‘as mesas. Uma grande confusao sem dúvida. Ok comida boa, mas na minha opiniao nao vale a espera e o ambiente tambem nao é dos mais agradáveis dada a quantidade de pessoas que lá estava e a pressao para sairmos do restaurante assim que acabámos a refeicao para podermos dar lugar a outras pessoas. De qualquer forma, para quem quizer experimentar o famoso restaurante, o nome é Tayyabs e fica localizado na Fieldgate Street, junto ‘a mesquita árabe (nas traseiras) de White Chapel Road, entre as estacoes de metro de White Chapel e Aldgate East.

Livros ao preco da chuva em Londres

Ontem por acaso descobri que a livraria Borders de Oxford Street vai fechar as portas no início de Agosto. Isto acontece para muita infelicidade minha que gosto muito daquela livraria e do seu Starbuck's no terceiro andar onde era agradável folhear os livros enquanto bebia um café e via o rebolico de Oxford Street a passar lá em baixo.

A única vantagem do seu encerramento é que agora e até 'a data de encerramento, todos os livros, DVDs e outros produtos encontram-se a 50% de desconto e existe uma seccao onde podem comprar uma quantidade livros seleccionados apenas a £1! Ao contrário do que possam pensar que os livros dessa seccao sejam todos antigos e desinteressantes, isso nao é bem assim. Vi lá alguns bem interessantes na seccao de £1. Vale a pena passar por lá antes do encerramento desta loja principalmente porque a quantidade de livros que lá estao ainda é enorme e encontram-se umas verdadeiras pechinchas.

A Borders de Oxford Street fica localizada nos números 197 a 203. Ao sairem na estacao de metro de Oxford Street para a saída mais próxima de Argyll Street, viram para a direita e continuam um pouco em frente até encontrarem a Borders.

Filosofias

Por vezes sinto-me como a Alice no País das Maravilhas...

 

Alice chega a uma encruzilhada na qual um gato risonho se materializa 'a sua frente.

- "Que caminho devo seguir?", pergunta a Alice ao gato.

- "Onde é que pretendes chegar?" respondeu-lhe o gato.

- "Nao sei." disse a Alice.

- "Entao," disse o gato, "nao importa que caminho decidas seguir."

Festa do queijo e vinho

Trouxe da minha viagem recente a Rennes uma quantidade de queijos Franceses com o intuito de fazer uma festa de queijo e vinho (isto dito em Ingles soa melhor) lá em casa e foi finalmente neste fim-de-semana que tive oportunidade de fazer o tal jantar.

Ora o objectivo de uma “cheese and wine party” é mesmo provar uma variedade de queijos com uma variedade de bons vinhos adaptados aos diferentes tipos de queijo. Nao fui muito ‘a risca no que toca a servir o vinho certo com o queijo certo porque ao fim de contas também nao percebo assim tanto de queijos e vinhos para saber o que é que deve acompanhar com o que, mas ao menos segui as regras básicas de uma “cheese & wine party” que sao as seguintes:
  • Iniciar com um vinho branco espumante.
  • O vinho que se seguiu era tinto.
  • Em cada um dos queijos (eram 7 no total) colocar uma bandeirinha indicativa do nome do queijo.
  • Colocar uma variedade de diferentes “bases” para o queijo incluindo fatias de pao baguete Frances e diferentes tipos de bolachas salgadas.
  •  Acompanhar o queijo e vinho com outros petiscos (no meu caso servi fatias de presunto com melao, rodelas de diferentes tipos de enchidos fumados, uma grande salada de cuscus, mini rolos de salsicha, grissini e molhos e fiz uns belos de uns pastéis de bacalhau).
  • Terminar com uma sobremesa feita com queijo (no meu caso fiz um Tiramisu).
Uma forma diferente e simples de fazer um jantar, mas que me saiu muito bem até porque todos ficaram mais que cheios e os pastéis de bacalhau foram um autentico sucesso até porque nao sobrou nem um. Já a grande taca de Tiramisu que fiz desapareceu quase toda também o que é óptimo sinal porque quer dizer que os convidados gostaram 
O engracado também foi quando no final da noite reparamos que ali na mesa estavamos um representante de cada país diferente – uma Portuguesa (eu), um Espanhol, um Italiano, um Frances, uma Sueca e um Ingles. Dada a variedade, estivemos mesmo tentados para fazer a nossa versao do festival da Eurovisao ali mesmo, mas como tinhamos sido moderados no vinho que bebemos rapidamente desistimos da ideia.
Aqui fica entao a sugestao para um jantar diferente que é uma delícia. 

Gripe A em Londres

É impressão minha ou em Portugal não se fala noutra coisa senão na gripe A neste momento?

Sim, é verdade que o Reino Unido tem actualmente o maior número de casos da gripe suína da Europa, mas também é verdade que é um dos mais populados. O Reino Unido tem até ao momento 9718 casos de gripe suína confirmados enquanto que Portugal só tem 120. Mas ao mesmo tempo o Reino Unido tem 61,000,000 de habitantes enquanto Portugal não chega a ter 11,000,000. Claro que o Reino Unido continua a apresentar um maior número de casos por 1000 pessoas, mas mesmo assim, não se podem comparar os números relativos como parece que a maior parte das pessoas está a fazer.

Claro que os números são preocupantes, no entanto, não existe nenhum pânico gerado à cerca da situação por cá, não há locais de interesse turístico fechados devido à gripe (como alguns de vós já me perguntaram), também não se vêm pessoas com máscaras na rua salvo raras excepções (acho que ainda só vi dois casos do género) e também não se tem visto nenhuma diminuição do número de pessoas a frequentar o metro por causa disso. As precauções cá são as mesmas que possivelmente existem noutros países, relativos a alertas para que as pessoas não levem as mãos à cara depois de terem tocado em algo num sítio público sem antes lavarem as mãos, etc. Existem também vários alertas relativos aos sintomas para que, assim que as pessoas os detectem, consultem de imediato o médico e não se deixem aproximar de outras pessoas para evitar o contágio. Para além destas medidas de precaução, já foram encomendadas 60,000,000 de doses de vacinas para que pelo menos 30,000,000 dos habitantes do Reino Unido (visto que serão necessárias duas doses por pessoa) fiquem vacionados contra a gripe A. Estas vacinas só irão estar disponíveis para meados de Novembro pelo que até lá ainda se espera que o número de contagiados aumente ainda mais, no entanto, esta gripe apesar de poder ser mortal, também é curável e já foram muitas as pessoas diagnosticadas com a doença que, entretanto recuperaram. Aliás, enquanto escrevia o início deste post, um amigo meu acabou de postar no seu perfil do Facebook que também foi diagnosticado com a doença. Não é no entanto motivo para alarme porque é mais provável que ele se restabeleça do que o contrário.

O grande problema deste pânico todo que se está a criar em torno da situação são mesmo os Media que pelos vistos não falam de outra coisa em Portugal já que nos últimos dias só tenho recebido mails sobre o assunto e cada vez que falo ao telefone com os meus pais esse é logo o primeiro motivo de conversa. Por cá os jornais não têm falado tanto no assunto. Claro que existem várias notícias relativas ao mesmo mas nada em demasia. Penso que o Governo terá tido alguma influência neste assunto de forma a controlar as notícias exageradas sobre a gripe para evitar causar o pânico na população. E se foi esse o caso, fizeram eles muito bem porque neste momento todos estão cientes da gravidade da propagação rápida da doença, e bem informados sobre o assunto sem, no entanto, estarem a entrar em pânico nem nada que se pareça. A vida continua normal em Londres e na eventualidade de se apanhar a gripe há que se tratar de imediato, ir ao médico e evitar contacto com outras pessoas para nao contagiar outros.

Todos os anos morrem no México, país originário deste surto da doença, mais de 20,000 pessoas com gripe normal e nada se menciona nos jornais sobre o assunto, o que indica que é mesmo esta comunicação exagerada nas notícias sobre o assunto que faz com que este medo geral tenha surgido.

Deixarem de vir a Londres com medo de apanharem a doença, considero uma atitude um pouco extrema. A possibilidade de se contrair a doença agora é quase igualmente provável em qualquer país que se vá no momento e inclusívie em Portugal. Mas a vida afinal deve continuar e não podemos deixar que todas as nossas decisões e atitudes estejam influenciadas em torno da gripe H1N1.

Índia em Londres e Carnaval em Brighton

Desta vez não fui eu a França mas veiu a França até mim, por assim dizer, já que foi a vez da Celine me visitar em Londres.

Como ela já cá viveu não havia a necessidade de estar a fazer passeios pelos locais turísticos do costume por isso sugeri-lhe irmos visitar o maior templo Indiano fora da Índia aqui mesmo, em Londres. Já estava à imenso tempo para lá passar mas como fica localizado um pouco longe, na zona 3 no Nordoeste de Londres, numa localidade chamada Neasden onde não existe absolutamente mais nada interessante para ver senão o templo, ainda não tinha lá ido. 

Ela também ainda nunca tinha visitado o templo por isso lá nos dirigimos no sábado de manhã  para Neasden. Saindo da estação vira-se à esquerda, depois novamente na primeira à esquerda e a partir daí é seguir as setas indicativas, andando durante 15 minutos até chegar ao templo. Malas, câmaras, sapatos, saias curtas e grandes decotes não são permitidos dentro do templo, mas existe um local específico onde se podem deixar as malas e os sapatos. Sem dúvida que a viagem é um pouco longa mas valeu bem a pena. O templo é muito bonito por fora e por dentro, construído a partir de pedra mármore toda ela desenhada e trabalhada ao pormenor. A única coisa que estranhei no templo foi o próprio altar visto que tinha um aspecto moderno e rodeado de velinhas de diferentes cores e feitios que poderiam ter sido compradas em qualquer supermercado, argolas plásticas tipo pulseiras das crianças de cores flourescentes, e outros pormenores que rodeavam a zona do altar que a mim me pareceram desenquadrados de tudo o resto do templo. Mas aparte do altar moderno, o templo era muito bonito e interessante de visitar. Não pude deixar de prestar atenção também a duas estátuas localizadas na zona principal do templo junto ao altar, cujas expressões faciais pareciam assustadoramente humanas. Infelizmente não era permitido levar câmaras para o interior do templo pelo que me fiquei por algumas fotos do exterior.

 

Templo Hindu em Neasden

 

No domingo foi dia de um passeio pela cidade de Brighton onde por acaso descobrimos que era o dia do Carnaval anual de Brighton. Após um belo almoço tradicional do verão Inglês que consistiu em Fish & Chips acompanhado de Pimm's numa das esplanadas da praia, ainda nos entretemos com o desfile carnivalesco. Acabamos por não ter tempo de visitar o belíssimo palácio ou "pavilhão real" como é conhecido, mas lá ficará para a próxima visita a Brighton. Apesar de não ter estado muito calor, mesmo assim o sol brilhou e esteve quente o suficiente para deixar o meu nariz e testa vermelhos que nem tomates. Nada mau para o meu segundo dia "de praia" do ano

 

A praia de Brighton

 

Carnaval de Brighton

 

Palácio de Brighton

 

Eu nao quero pagar pela renda

Para celebrar o seu quinto aniversário, o website para procura de casa/quarto "Spareroom", está a sortear todos os meses o direito a um mes gratuito de renda! Ou seja, quem viva no Reino Unido, que esteja a arrendar o seu quarto, pode entrar neste sorteio para ficar habilitado a ganhar um mes de renda pago por este website. Podem entrar no sorteio a partir daqui. Eu já vou no segundo mes que entro no sorteio. Ainda nao ganhei nada mas se nao participar entao aí é que nao ganho mesmo. O vencedor de cada mes, irá receber o valor da renda equivalente 'a média das rendas da área em que o vencedor viver, cujo valor é calculado baseado no preco médio dos quartos anunciados no "Spareroom" dessa mesma zona geográfica/código postal.

O que leva estas pessoas a fazer o que fizeram?

Pela segunda vez em menos de 3 anos que uma pessoa se decide suicidar atirando-se de um exclusivo bar/restaurante localizado no topo de um edifício na zona da City of London (uma das principais zonas financeiras de Londres). Desta vez foi um jovem que trabalhava na banca e prestes a celebrar o seu 25º aniversário esta semana, que decidiu tomar esta decisão drástica após ter sido mandado pelo patrão ir mais cedo para casa na sexta-feira passada. Estava em vias de ser despedido (a situação ainda nem sequer estava confirmada) e OK, claro que ser despedido não é nada agradável, claro que é motivo para ficar extremamente infeliz, descontente, chateado, mas epá, ele ainda nem tinha 25 anos! Aparte do seu trabalho na banca e de ter o seu próprio apartamento no centro da cidade, tinha criado uma empresa de organização de eventos para a socialite, terminou o curso da universidade de Oxford apenas com 20 anos e com notas de distinção, vivia o que ele próprio chamava de "uma vida de sonho" nos sites de redes sociais em que tinha perfil,... e mesmo assim chega à conclusão de que o melhor após ter ficado potencialmente sem o emprego seria terminar com a vida?? Mas será possível que não conseguisse ver mais para além daquele emprego. Talvez o facto de viver esta "vida perfeita" fez com que achassse que antes que fosse efectivamente despedido preferia morrer a passar pela "humilhação", talvez, de ter que admitir a amigos e família de que foi despedido. Isto claro, estou a divagar para tentar decifrar o que vai na cabeça de alguém que decide tomar tal decisão estando ele na situação em que estava. Mas de facto esta notícia mexeu um bocadinho comigo tal como não me esqueço do primeiro caso em que um outro jovem também se decidiu atirar do terraço do mesmo bar. Se bem me lembro, as razões pelas quais o primeiro se atirou também estavam relacionadas com o emprego. Parece-me demasiado estranho como jovens se deixam ir assim tão abaixo com situações como estas e não conseguem pensar mais além, não conseguem pensar em alternativas para o futuro. Claro que não posso julgar visto não conhecer as situações em que eles estavam, mas mesmo assim, não posso deixar de pensar que haveria outras alternativas para estas pessoas.

Depois o facto de escolherem como local para o suícidio este restaurante exclusivo em Bank também poderá dizer algo que muitos psicólogos possivelmente estariam interessados em analisar. Já que viviam a vida de luxo preferem morrer associados ao luxo também? Dada a belíssima vista que se tem dos jardins do restaurante sobre a zona da City of London, querem sentir que estão a voar sobre o local que talvez lhes tenha trazido maiores alegrias e tristezas também? Ou talvez simplesmente porque é o sítio mais perto do trabalho? Não sei. Divagações novamente, mas uma coisa é verdade, se este bar, que é chamado de Coq d'Argent não se decide a colocar uma protecção para evitar que as pessoas se atirem facilmente do muro dos seus jardins, depois deste segundo assassinato no mesmo local, acharei muito estranho. É que realmente o Coq d'Argent tem um jardim na sua zona do terraço mesmo muito agradável com uma vista desafogada e quase desempedida, mas para conseguir essa vista, tem um muro de protecção que não chega nem sequer à cintura de uma pessoa. Daí ser um local muito fácil a partir do qual alguém decidir suicidar-se e, mesmo até que não seja essa a sua intenção, basta ter tomado uns copos de álcool a mais para estar propenso a cair para o lado de lá. Sendo que este restaurante fica localizado no 8º andar poucas ou nenhumas são as probabilidades de salvação pelo que, sem dúvida o próprio restaurante devia fazer algo pela segurança dos seus clientes. Ainda por cima já que cobram £6 por um copo de vinho de qualidade duvidosa têm dinheiro que sobra para investirem num muro mais alto, por isso não têm sequer desculpa para não o fazerem.

Conheci o Stifler

Desde que vi o primeiro filme da saga "American Pie" achei que aquela personagem do Stifler era demasiado exagerada para ser verdade. Estava errada! O Stifler existe mesmo na realidade e está em Londres! Ou melhor, a versão Britânica do Stifler...

Estava eu com uma amiga a entrar na zona de jardim do meu pub local quando este Inglês que lá estava nos pára e diz:

- "Ah desculpem, agora estava mesmo quase a dar-vos um beijo a cada uma"

- "Hamm?"

- "Sim de certeza que devem ouvir isto muitas vezes. Os homens devem estar sempre a parar-vos para vos dizer que vos querem dar um beijo."...

Após um minuto em que a conversa não evoluiu daí lá continuamos em caminhos separados.

Pouco tempo depois, estavam duas outras raparigas a falar com outro rapaz ao nosso lado e lá vem o "Stifler" que aparentemente parecia conhecer esse outro rapaz e se vira para elas e diz:

- "Come on girls, the guy is chatting you up so badly! Basically what he wants to know is if you wanna shag us. Do you wanna shag us tonight?"

As raparigas olham uma para a outra com um ar confuso sem saber se devem rir ou se não.

O "Stifler" vira-se então para o amigo e diz que mais vale irem-se embora e falar com outras que estão a perder o tempo deles com aquelas duas.

É um facto, o Stifler não é ficção. Realmente existe, é Inglês, vive em Londres e até é fisicamente parecido com o do filme e tudo.

 

Pág. 1/2