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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Desporto ao ar-livre em Londres

Hoje esqueci-me da mochila do ginásio em casa. Por isso, e como me estava mesmo a apetecer exercitar um bocado, quando voltei a casa do trabalho, troquei de roupa e fui mesmo correr para a rua.

 

Claro que o facto de a hora ter adiantado este fim-de-semana ajudou imenso porque às 18:30h estava ainda o sol alto e muito agradável para se estar na rua.

 

Assim que saí da porta do prédio começo a minha corrida e vou por entre a zona das lojas, passando pela confusão da saída do metro até chegar ao parque, sempre a correr. Confesso que me parecia um pouco estranho ao início estar a correr no pavimento onde outras pessoas andavam ainda de mala na mão vindas do trabalho, mas depressa essa sensação passou. Isto porquê, porque em Portugal, eu jamais que ía assim correr para o meio da rua. Até me parece um pouco ridículo esta ideia, mas tal nunca me passaria pela cabeça a não ser que fosse correr para um local devidamente próprio para o exercício tal como a passagem para peões e bicicletas que liga o Guincho a Cascais, ou ali na zona de Belém ou no Parque das Nações ou então numa praia qualquer. Não consigo pensar num outro local onde eu me iria sentir bem a fazer exercício na rua ali na zona de Lisboa. Eu sei que é um pensamento um pouco retrógado, mas este foi um pensamento que me foi incubido pela própria sociedade em que vivia. Acho que não estou a exagerar quando penso que algumas pessoas de facto iriam comentar negativamente o facto de estar uma pessoa a correr no meio da rua em Lisboa. Por isso preferia não fazê-lo, aliás, acho que nem nunca sequer coloquei essa hipótese quando estava em Portugal.

 

Mas aqui é exactamente o oposto. Eu sinto-me mal é de estar na rua a andar e ver tantas pessoas a correr e eu não estar a correr também. Bem, entenda-se que isto também não é assim pela cidade toda. Depende um bocado das zonas. Na área onde eu estava a morar antes, por exemplo, se via uma pessoa a correr na rua das duas uma, ou estava a fugir dum ladrão ou estava a fugir da polícia. Não tinha nada que enganar.

 

Em Clapham Common é impressionante a quantidade de pessoas que vejo a correr na rua todos os dias. Também estamos junto ao Common, ou seja o parque, por isso é normal que as pessoas já venham de casa a correr em direcção ao Common. Mas se isto fosse em Portugal, eu acho que as pessoas iriam a andar até ao parque e só quando lá chegassem é que começavam a correr.

 

Clapham Common 

 

Como estou aqui a morar na zona à relativamente pouco tempo ainda não tinha tido esta experiência de ir correr para o Common ao fim da tarde depois do trabalho, mas sinceramente fiquei fã. Com a temperatura amena, o sol lentamente a esconder-se, campos verdes enormes à minha volta, uma música boa no ouvido e a motivação que é ver tantas outras pessoas a correrem também, faz com que aprecie muito mais a minha corrida. Muito mais do que no ginásio onde aquela passadeira rolante não deixa de ser extremamente monótona.

 

E sinceramente ainda fiquei admirada com a quantidade de pessoas que estavam no parque a correr ou a fazer Tai Chi ou a jogar jogos de equipa,... o ambiente era muito bom mesmo. Aliás, acho que as únicas vezes onde vi tanta gente junta a correr num mesmo local em Lisboa foi mesmo na mini-maratona da Ponte 25 de Abril. Pronto OK, aí estamos a falar de mesmo muitas pessoas, mas acho que por lá é mesmo assim ou é 8 ou 80. Vêm-se umas poucas pessoas a correr nos locais "apropriados" para tal ou então vêm-se aos milhares em eventos públicos. Não há meio termo.

 

Isto tudo para dizer que não há que ter vergonha de ir exercitar fora de um ginásio, que devia-se aliás fazer muito mais já que é uma sensação tão boa, e isto é um conselho principalmente para mim própria. Estou tão habituada a exercitar num espaço fechado que só agora ando a descobrir as vantagens de ter um parque aqui tão perto de casa. Tenho que fazê-lo mais vezes principalmente agora com o começo dos dias quentes. E quem puder, aconselho o mesmo também que, sinceramente, vale bem a pena!

 

Recomeça a época das "house parties"

Adoro a primavera em Londres! Adoro por causa das primeiras flores nos parques, do primeiro verde nas árvores, dos passarinhos a cantar e porque com os primeiros raios de sol vêm também as primeiras "house parties" do ano.

 

Para mim começou este fim-de-semana a primeira. Foi em casa de amigos de amigos onde não conhecia os residentes, mas agora já passei a conhecer. O que vale é que o pessoal que organiza estas festas quer é pessoas para encher daí mesmo que não conheçam metade das pessoas que vão isso não tem problema nenhum já que o importante é a casa estar cheia e a festa ser de arromba.

 

Teve a desvantagem que a casa ficava em Plaistow, que fica no cú de Judas na zona este de Londres. Resultado, a festa começou cedo porque os organizadores já sabiam queíam perder metade dos convidados quando dessem as doze badaladas equivalentes ao último metro que se podia apanhar a partir daquela estação.

 

Claro que há sempre o pessoal que se está a divertir tanto que não quer deixar a festa e ou volta para casa durante a madrugada tendo que apanhar uns 3 autocarros para chegar a casa ou fica lá a dormir algures num canto da casa até à manhã seguinte.

 

Eu fui mesmo pela opção de sair às doze badaladas. Isto também quanto mais tempo na festa, mais tempo estaria a beber alcool, logo pior seria o meu estado no dia seguinte. Assim saindo à meia-noite bebeu-se o suficiente, dorme-se a noite toda e no dia seguinte estamos como novos.

 

Bem, mas diga-se de passagem a festa estava muito boa e, se não fosse a distância, até ficava até mais tarde. Mas também como a época das house parties abriu e daqui a duas semanas já tenho marcada a próxima, isto não é preciso haver nada de exageros logo ao início.

 

Também já fiz várias "house parties" nas minhas casas anteriores (infelizmente nesta nova casa onde estou com a antipática da Inglesa, acho que não há grande ambiente para se fazerem festas) e de acordo com a minha experiência, os segredos para se ter uma boa festa em casa são os seguintes:

 

- os organizadores têm que ter a noção do tipo de festa que querem fazer para colocarem os controlos iniciais no número de pessoas que deverão ter em casa. Há sempre aquele pessoal que, se deixarem, traz 20 amigos atrás, que acabam por destruir a casa, por isso tenham em atenção o tipo de festa que querem ter;

 

- uma vez decidido se querem uma festa para a loucura "de partir a casa toda" ou uma festa calma mais "relax" facam todas as preparações nesse sentido;

 

- convidem mais pessoas do que o número limite que querem ter em casa porque haverão sempre pessoas que não podem vir;

 

- mandem os convites com pelo menos 2 semanas de antecedência, porque menos que isso as pessoas que querem que venham já podem ter outras coisas combinadas e o vosso número de convidados será mais reduzido;

 

- no convite (se for por e-mail ou facebook) peçam para cada pessoa responder se vai ou não e se traz algum amigo;

 

- no convite limitem o número de amigos que a pessoa pode trazer caso pretendam ter maior controlo sobre o número de pessoas;

 

- convém indicar no convite que as pessoas deverão trazer bebidas com elas porque caso não indiquem haverão sempre aqueles que se "esquecem";

 

- se tiverem a casa com carpete e não a queiram sujar convém indicar no convite que os sapatos vão ser deixados à entrada. Isto porque evita situações em que as pessoas não estavam preparadas para andar descalças e vieram para a festa com as meias routas ou sem meias, o que nunca é agradável;

 

- se a festa não for de aniversário inventem um tema qualquer para dar um maior interesse à festa. A última festa que fiz que foi a que teve maior sucesso foi a "festa do chapéu" em que cada pessoa teria que trazer um chapéu qualquer. De facto resultou e os convidados estavam entusiasmadíssimos a falar da festa dias antes de acontecer. O ideal será inventar um tema fácil de ser seguido. A festa do chapeu ou a festa dos óculos ou a festa da praia são sempre temas fáceis de serem seguidos pelos convidados.

 

- apesar dos convidados trazerem bebidas devem sempre preparar uma mesa bem recheada de bebidas para o início da festa. Bebidas tal como a sangria são fáceis de fazer, ficam baratas, podem-se fazer em grande quantidade e são sempre aprovadas pelos convidados. Cervejas, umas bebidas brancas e sumos para mistura são o suficiente para o começo. Claro que é também importante ter snacks e comidinha. Lembrem-se que quanto mais alcool fôr consumido de estômago vazio maior é a probabilidade de alguém vos vomitar para o vaso das plantas. Para evitar essas situações, convém terem a certeza de que os vossos convidados estão bem alimentados. Pão com alho, croquetes, rissóis, batatas fritas, Doritos com molhos e tarteletes são sempre uma boa opção.

 

- a música é fundamental. Convém escolher a música com antecedência para se ter a certeza que se tem disponível vários tipos musicais para diferentes gostos. De forma geral umas músicas mexidas comerciais são sempre uma opção segura. Convém também ter a certeza de que se tem um sistema de som potente que festa não é festa se não tiver a música com um som bem audível. Preferencialmente um computador ou portátil ligados a umas boas colunas são sempre uma opção preferível às aparelhagens com CD´s para se evitar os momentos de quebra em que é necessário trocar o CD.

 

- a decoração terá que ser ao nível do tema estabelecido porque isso irá logo criar melhor ambiente e ser motivo de conversa. Se, por exemplo fizerem a festa da praia, convém ter uns chapéus de palha pendurados, uns colares de flores tipo Hawaii, e estarem vestidos apropriadamente com calções, mini saias e havaianas.

 

- querem deixar que as pessoas fumem dentro de casa ou não? Têm que pensar nisso previamente para organizarem uma zona lá fora ou numa varanda caso não queiram a casa impestada a fumo no dia seguinte e com beatas por todo o lado; Pensem também no que os convidados podem utilizar como cinzeiros.

 

- os organizadores devem ter sempre à mão o número de um serviço de táxis local, e talvez uns locais provisórios na casa onde possam acomodar os infelizes coitados que no final da noite não serão capazes de ir para casa porque não se lembram de como chegam lá.  

 

- por fim, verifiquem antecipadamente que têm em casa todo o material necessário para limpar a casa em profundidade no dia seguinte e de que possuem medicamentos para a dôr-de-cabeça para vos ajudar a aguentar em pé enquanto fazem as limpezas no dia seguinte.

 

Boas festas em casa!

Hora de ponta em Londres

O metro pode estar apinhadíssimo de manha, mas ao meu lado, em pé, com os bracitos bem encostados ao corpo e cara esborrachada na porta do metro, estava um rapaz Ingles engravatado com uma mao a agarrar numa marmita com a sandes para o almoco e a outra mao a agarrar um livro aberto, encostado 'as costas da pessoa 'a frente. É preciso gostar mesmo muito de ler para faze-lo nestas condicoes! 

Porque é que tens um blog?

Decidi aceitar o desafio colocado pela Restelo e explicar a razão que me levou à criação deste blog.

 

Quanto às regras do desafio são as seguintes: "As que regem todos os outros desafios, seguindo a regra de bem viver na blogoesfera, responder à pergunta e passá-la a outros bloguistas num nº entre 7 e 9 dizendo porque os seguem, enviar selo do desafio."


Só me lembrei da ideia de começar a escrever um blog depois da minha amiga e ex-colega da faculdade Susana me ter vindo visitar a Londres em meados de Abril do ano passado e me ter dado a conhecer o blog dela. Achei a ideia interessante, mas durante uns meses não pensei mais nisso. Acho que o que me despertou para de facto criar o blog foi o facto de estar a viver em Londres à 2 anos e practicamente não falar em Português (só com família e amigos ao telefone) e muito menos escrevia em Português. Sentia-me demasiado desligada por isso achei que escrever um blog em Português seria uma forma de começar a ultrapassar essa falha na escrita e no contacto com a minha língua. Resultou! Não só agora estou a escrever em Português com alguma frequência como também acabei por conhecer muitos Portugueses residentes por Londres (antes de começar o blog só conhecia 1).

À medida que comecei a escrever os meus primeiros posts outras razões surgiram pelas quais quiz manter o blog. Entre elas foi o facto de poder dar informações sobre Londres a outras pessoas que também querem vir para cá quer como turistas quer para viver. Quando eu vim não tive quem me podesse dar essas informações por isso achei que, já que agora estou instalada, posso tentar ajudar de alguma forma outras pessoas que estejam na mesma situação em que eu estava.

Outra razão importante para a criação deste blog foi para que eu mantivesse o meu diário. Como já não tenho tempo para escrever num diário já que se perde muito tempo, achei que seria melhor colocar tudo por escrito na internet que assim sempre fica para mais tarde recordar. Isso envolvia o pequeno pormenor de que este seria um diário sem cadeado e aberto a quem quizer ler, mas por isso mesmo não falei do meu blog a nenhum dos meus conhecidos a não ser à Susana já que afinal ela é que me tinha dado a ideia. Achei que se ninguém que eu conhecesse lesse o blog então é como se, de certa forma ainda fosse algo privado. Claro que entretanto pessoa conta a pessoa e agora já tenho alguns conhecidos a saberem da existência deste blog, mas por isso mesmo é que também as coisas que têm que ser ditas num diário com cadeado apenas me ficam na memória.

 

Passo o desafio a:

Simplesmente Suse - É o blog da Susana. Aquele que me fez ficar com o bichinho de querer ter um para mim própria. Ela não escreve muito frequentemente mas vou sempre dar uma espreitadela a saber o que há de novo por Lisboa e margem Sul.

 

Nursy - Foi a primeira pessoa a comentar no meu blog e desde então temos seguido os blogs uma da outra. Retrata muito bem como é a vida dura de uma enfermeira umas vezes mostrando as infelicidades com que se cruza outras vezes as cenas humorísticas com que se cruza no dia-a-dia. É impossível o leitor não se envolver emocionalmente com alguns dos posts que ela escreve. Só gostava que ela voltasse a escrever com maior frequência como fazia à uns meses atrás.

 

Wask - Um dos primeiros Portugueses emigrantes em Londres que encontrei na blogosfera. Este rapaz está sempre actualíssimo sobre tudo quanto são notícias interessantes desde eventos a acontecerem em Londres até acontecimentos do arco-da-velha a decorrerem no nosso país. Sem dúvida um daqueles blogs que vou ver com frequência se tem alguma novidade.

 

Sitedotiago - Acho um piadão às Polaquices que o Tiago nos conta sobre as suas experiências, claro está, na Polónia. Através do blog dele já descobri mais diferenças entre os Portugueses e os Polacos do que tinha descoberto pessoalmente através dos Polacos que conheço aqui em Londres.

 

Insead - Gosto muito deste blog. Está bem escrito, com humor, e relata sempre as grandes experiências que este rapaz tem tido. Às vezes até nem quero lá ir ler porque já sei que vou ficar cheia de inveja das últimas andanças dele, mas enfim, lá não resisto e acabo sempre por ir.

 

Cromossoma X - O blog da Cromossoma é sempre daqueles que sigo com frequência. Nos seus posts ela vai sempre directa ao assunto e rapidamente fico sempre a saber o que se passe no mundo da estudante de doutoramento e das suas células que têm que ser constantemente alimentadas, e da sua vida em Londres, e das alegrias e tristezas e tudo e tudo. E a Sónia foi a primeira pessoa que conheci através do meu blog. Desde então continuo sempre a par dos seus acontecimentos.  

 

Jogo da Sueca - Ele jogou e jogou bem. Teve um ano na Suécia através do Programa Contacto e através do seu blog relatou de tudo o que de mais hilariante ela encontrou naquele país. Já de volta a Portugal ainda continua o blog com muito assunto sobre a Suécia que ainda continua a contar e eu continuo a ler porque de facto vale bem a pena.

 

Páscoa em Londres e Inglesa tresloucada

Ao contrário do que é costume, este ano não fui a Portugal na Páscoa. Inicialmente pensei que queria aproveitar a Páscoa para fazer qualquer outra viagem algures em Inglaterra, mas quando as férias se aproximaram acabei por não marcar nada e já na última semana foi anunciado mau tempo por todo o país e obras nas linhas de comboio, por isso acabei por decidir a ficar mesmo por Londres.

 

Ora cá tivemos feriado na sexta e na segunda, logo foram 4 diazinhos bons para o descanso. Na sexta aproveitei para ver 2 amigos que já não via à imenso tempo, passei a tarde com um deles e passei a noite com a Teresa que é minha ex-colega da universidade, recentemente chegada a Londres para experimentar estas novas paragens. Levei-a ao On Anon, um bar/discoteca em Picadilly Circus que naquele dia estava um autêntico "meat market", ou seja, os rapazes andavam "à caça" a tentar a sua sorte com cada rapariga que lhes passava à frente. Coitadas de nós que tivemos que levar com cada pergunta parva em cima, mas também foi da maneira que saímos de lá mais depressa.

 

No sábado depois de uma tarde passada num pub local (por sinal muito agradável) que descobri nesse dia, o Alex levou-me a ver a celebração do 10º aniversário do grupo de música clássica Mobius. A celebração passou por um concerto clássico com músicas escolhidas especialmente para o dia por cada um dos músicos do grupo que decorreu no Wigmore Hall localizado nas traseiras da loja de Departamento John Lewis de Oxford Street. Sem dúvida uma noite bem passada.

 

No Domingo de Páscoa andei a passear pelo Barbican Centre que de facto é muito interessante. Estranhamente já lá tinha passado mas nunca tinha entrado e de facto lá existem sempre exibições interessantes, espectáculos, tem uma biblioteca e é também um bom local para ir beber um café com vista para as fontes que rodeiam o centro (digamos que é uma espécie de Centro da Gulbenkian em Lisboa).

 

Seguindo do Barbican Centre fomos para o Museum of London onde também nunca tinha estado. Este é mais um dos muitos museus gratuitos de Londres. E pelo nome é fácil perceber que retrata a história de Londres. Sem dúvida a exibição que maior interesse me despertou foi mesmo a do grande fogo de Londres em 1666 já que não conhecia muitos detalhes sobre esse incêndio (agora já sei). Vale a pena visitar!

 

Hoje, segunda-feira e último dia das mini férias da Páscoa que temos por cá, fui aproveitar para tomar cafézinho com a Cromossoma X e com o Tiago sendo nós os únicos resistentes Tugas a ficarem por Inglaterra nas férias da Páscoa. Aproveitamos assim para meter a conversa em dia no Nero de Pimlico já que os dois cafés Portugueses em Pimlico onde queriamos ir inicialmente estavam fechados (possivelmente os donos e empregados foram também de férias para Portugal).

 

Bem, estafoi a parte boa deste meu fim-de-semana prolongado. Quanto à parte má, claro que não podia deixar de ser a parvalhona da Inglesa com quem eu moro que só sabe chatear o pessoal.

 

Então o meu outro flatmate, o Holandês (Michiel) tem andado na última semana com aquele vírus do estômago que se farta de vomitar o tempo todo. Ora quando ele começou com o vírus, mais para o início da semana a Inglesa começou-me logo a dizer que ele vai à casa de banho e que não lava as mãos por isso ela pode facilmente pegar a infecção. Bem, tudo bem, claro que aí o rapaz até devia lavar as mãos, mas a parte má é a atitude dela relativamente ao assunto. Então a gaja tem-me o quarto imundo com roupa e tralha espalhados por tudo quanto é sítio que nem sequer se vê o chão, e manda vir com a higiéne dos outros! Bem, tanto ela se queixou de que podia pegar o virus que no domingo de manhã a ouço a berrar "o Michiel não leva as mãos e agora também tenho o virus dele. Não estou nada contente!" Isto dizia em alta voz para o namorado de forma a se certificar de que o Michiel ouvia também. Depois claro que lá foi mandar vir com o rapaz sobre isso.

 

No domingo à noite ela apanha-me no corredor e vem contar a história toda de que se sente tão mal e de que foi o Michiel que lhe pegou o vírus. Ao que eu pergunto, "então mas tens andado a vomitar?" E ela "ah não, estava quase mas eu forcei-me para não vomitar". Ora claro que se ela de facto tivesse apanhado o virus do Michiel ela não conseguia evitar vomitar porque é esse o principal sintoma do vírus. Simplesmente tem uma dor de barriga e talvez uma constipação e anda o culpar o miúdo por isso. O Michiel é super calmo e fica sempre na dele e deu perfeitamente para eu perceber que ele não está nada confortável com a situação dela andar aos gritos pela casa a culpá-lo. Tanto ele se sente mal que quase não tem aparecido nas zonas comuns do apartamento e tem passado os últimos 2 dias ou no quarto ou na rua.

 

Claro está que ela viu que ele era assim fraquito e ela como é mesmo desse género de pessoas que gosta de maltratar as pessoas mais fracas, então vai de andar com esta agora.

 

A adicionar a isto do vírus foi o facto do Michiel ter estragado o Kettle (para quem não sabe, kettle é um recipiente ligado à electricidade usado para aquecer a água muito rapidamente) da Inglesa. Aiii que ela ía partindo a loiça toda quando deu com o kettle estragado! O incidente do kettle foi antes do incidente do virús, logo acho que ela estava tão chateada com ele por causa do kettle que depois até lhe soube bem culpá-lo pela gripesita que ela apanhou.

 

A adicionar a isto tudo vai uma conversa que tive com ela no fim-de-semana em que ela me disse que já tinha tido feito cursos de bruxa. Mas de magia branca disse-me ela porque segundo ela só quer saber fazer o bem. Depois disse-me coisas do tipo que não se devem ter espelhos virados para a porta porque retiram as boas energias de casa, ao que eu: "ai é? (ainda tava na dúvida se ela estava a dizer aquilo na brincadeira ou a sério), mas ela "isto é mesmo verdade! Não dúvides, é mesmo a sério!" e eu só respondo "está bem". Cá para mim, a mulher é assim um bocado pró doida, supersticiosa e irritada demais para eu sequer ir perder tempo a discutir o assunto com ela.

 

Acho piada é como quando ela fala dos seus espíritismos ela fala de uma forma muito calma como se fosse uma muito boa pessoa que só quer o bem e que não faz mal a ninguém etc., mas na realidade farta-se de queixar de tudo e mais alguma coisa (arranja pelo menos uma coisa nova para se queixar todos os dias) fala a gritar com as pessoas, responde mal ao namorado, etc. Vá lá que ainda não tentou essa brincadeira da gritaria comigo mas ela que nem tente que leva logo com uma resposta torta. Então? Deve pensar que é dona e senhora de tudo e de todos, não?

 

Bem ao menos com o namorado cá (ele voltou no sábado de férias) ela tem dormido no quarto em vez de dormir na sala. A ver até quando é que isto dura. Que paciência que eu tenho que ter para aturar esta gente!

 

E lá começam os problemas com os flatmates outra vez

Eu tenho tido um azar impressionante nos últimos tempos com a situacao da casa. Já não aguentava mais viver na oura casa por causa do Austriaco Nazi e da namorada que não pagava, tive imensos problemas para encontrar nova casa e agora que encontrei já começaram os problemas com a Inglesa que vive por cá.

 

O perfil desta espécime Inglesa é o seguinte: cabelo louro pintado; vegetariana que farta-se de queixar com o cheiro cada vez que eu ou o Holandês cozinhamos carne; gosta muito de falar de que gosta de ver as coisas limpas mas deixa sempre os pratos por lavar no lava loiça e tem o quarto mais desarrumado que alguma vez vi; gosta muito de se queixar e todos os dias arranja um assunto diferente; o namorado tem estado em férias na neve o que a levou a aproveitar a oportunidade e trazer 4 amigos diferentes para passarem a noite cá em casa no espaço de 10 dias; como tem o quarto num pandemónio não gosta de estar lá e passa o tempo todo a usar a sala.

 

Agora o que me tem chateado é exactamente esse facto de ela estar constantemente na sala e quando digo constantemente isso envolve DORMIR na sala!! Apercebi-me disto só esta semana em que na primeira noite que a apanhei na sala ela disse "ah e tal adormeci", na segunda noite "ah eu durmo na sala hoje porque amanhã preciso de acordar muito cedo e é para não vos acordar", hoje abro a porta da sala de manhã para ir tomar o meu pequeno almoço e lá a encontro novamente a dormir. Passei-me! Tive que comer em pé na cozinha já que não temos lá mesa e à noite assim que cheguei a casa fui logo falar com ela. Então mas ela pensa que isto é a casa da Joana ou oquê? Quero lá saber se ela está cá a viver à mais tempo. Eu pago uma pipa de massa para viver aqui por isso quero ter um local onde possa estar confortavelmente instalada enquanto tomo o meu pequeno-alomoço.

 

Assim que a confrontei com a situação ela primeiro disse que "aiii não me estava a sentir bem e nem devo ter reparado que fiquei a dormir na sala". Yá claro, que género de desculpa mais parva. As pessoas que não se sentem bem ficam a dormir na sala para se sentirem melhor, é? Lá continuei a dizer-lhe que não é correcto e tal, e depois ela afinal decide mudar a desculpa e diz que a razão pela qual ela dorme na sala é porque é o local onde consegue dormir melhor porque no quarto dela a luz da manhã bate na janela e acorda-a  Ao que eu respondo: "então compra umas cortinas." Depois ela disse que assim que o namorado dela voltasse de férias (no sábado) ela pedia-lhe ajuda para mudar a posição da cama no quarto para que não apanhe a luz do sol.

 

Pois filha, isso a mim só me cheira a mais desculpas para ficares a dormir na sala mais uns dias. Mas ela disse que eu não me preocupe com ela a dormir e que posso ir lá tomar o pequeno-almoço. Ai é? Pois ela que não saia de lá que vai ver a barulheira que faço todos os dias de manhã.

 

A tipa é mesmo egoísta! E ainda por cima ela até tem um quarto grande e uma televisão no quarto. É mesmo é preguiçosa do arrumar e por isso não quer ficar lá.

 

Porra, isto é difícil encontrar flatmates como deve de ser. Bem, quanto ao Holandês de facto não tenho nenhuma razão de queixa. O rapaz é uma simpatia e do género que não faz mal a uma mosca. Por isso mesmo ele também nunca vai confrontar a Louisa com nada que o desagrade mas eu bem reparo que quando ela não está em casa ele está na sala comigo mas assim que ela chega ele vai-se embora para o quarto.

 

Resultado, não estou contente em viver aqui e já estou a pensar em mudar novamente, se bem que tenho que ficar pelo menos mais uns tempos por cá primeiro por causa do contrato. Com isto tudo aprendi que o tamanho do quarto e a localização nãosão as coisas mais importantes como eu pensava que eram. O que é mais importante são mesmo as pessoas com quem se vive já que são elas que determinam o ambiente da casa. Aprendi a lição de que não devo voltar a alugar casa com pessoas desconhecidas.  

Em Santarém é que se está bem

Durante a estadia das minhas amigas que me vieram cá visitar descobri uma coisa sobre a qual fiquei abismada.Então não é que elas, assim como muito boa gente que elas conhecem, apesar de morarem em Lisboa e Arredores, não é que vão sair à noite para Santarém, para o Cartaxo e para o Almeirim?

 

Pois eu também fiquei surpreendida, mas isto não é uma ou duas vezes é quase sempre que saiem. Aparentemente começa-se a aquecer a noite nos bares de Santarém que são bons e tem lá muito "gado jeitoso" segundo elas. Seguem depois para o Cartaxo já que a discoteca do Cartaxo, a qual não me lembro nome mas acho que também há só lá uma grande, é sempre a bombar, tem duas pistas e é muito boa para "limpar a vista". 

 

Noutras noites quando têm fomeca vão jantar a Almeirim onde conseguem uma refeição completa com entradas, sobremesas e café a menos de €8 por pessoa, o que de facto parece-me muito bom, e nessas noites ficam por Almeirim mesmo que aquilo parece que também tem umas tascas e uns bares que é sempre a bombar.

 

De facto quando vivia em Portugal os locais mais distantes onde ía sair à noite era em Almada e no Montijo. Mais longe do que isso já me parecia uma grande aventura, mas de facto elas parecem adorar. Imagino que também já estejam fartas sempre da mesma noite de Lisboa ou em Santos ou Docas ou Bairro ou Parque das Nações, por isso terem querido ir averiguar outras bandas.

 

Portanto, pessoal de Lisboa, se quizerem combinar qualquer coisa para o próximo fim-de-semana e não sabem para onde ir, ao que parece Santarém e Cartaxo é o que está a dar.

Amigas em Londres = Passeios em Londres

Foram 5 dias espectaculares passados com as minhas amigas aqui em Londres. Adorei cada minuto e não queria acreditar no momento em que o comboio delas saía da plataforma 4 de Saint Pancras International em direccao ao aeroporto de Luton para apanharem o avião de volta para Lisboa.

 

Ultimamente tem sido assim, na despedida de cada pessoa que me vem visitar de Portugal, sinto um vazio enorme. Não sei bem porquê, mas imagino que o facto de estar aqui com amigos/família de Portugal me faz lembrar de todas as coisas que não tenho por ter decidido morar cá e sinto falta, saudades, de tudo e de todos em Portugal. Essa sensação já é inevitável e não há nada que possa fazer contra. Resta-me relembrar os dias bons que passei por cá com elas e esperar pelos próximos.

 

Claro que queria que elas gostassem de Londres e que vissem o mais possível das coisas mais características de Londres e tudo aquilo que há por cá que não possam encontrar facilmente em Portugal. Por isso mesmo dediquei-me a tentar mostrar-lhes o máximo possível, sem exagerar nos kilómetros a pé, para estes 5 diazinhos (bem, 4 porque hoje basicamente foi só levá-las à estação). 

 

 

Aqui fica o roteiro tópico dos locais que visitei com elas que talvez também possa servir de orientação para outras pessoas que também queiram visitar Londres:

 

Dia 1 (tendo começado o nosso passeio por Londres por volta das 17h da tarde)

- Passeio no London Eye aproveitando o pôr do sol;

- A partir do London Eye, passeio pela zona ao longo do Tamisa (Southbank) passando pela Tate Modern, Tower Bridge e terminando a noite com um jantar tradicionalmente Inglês num pub em London Bridge.

 

Dia 2

- Westminster com fotos para o Big Ben e as Torres do Parlamento e para Westminster Abbey;

- Subindo White Hall (a rua que liga Parliament Square e a Trafalgar Square), viramos à esquerda numa entrada que dá para o St. James Park (nessa entrada costumam estar guardas da Rainha a cavalo);

- St. James Park, Buckingham Palace e Green Park;

- Atravessando o Green Park, e seguindo na rua de Picadilly em direcção a Picadilly Circus, viramos na 3ª ou 4ª rua à esquerda para Old Bond Street (rua com lojas de alta costura, joalharias, galerias de arte, etc.);

- No fim de Bond Street chegamos a Oxford Street e viramos aí para a direita até chegarmos a Oxford Circus onde viramos para a Regent Street;

- Depois de Regent Street chegamos a Picadilly Circus e continuamos em frente até Leicester Square onde paramos para almoço;

-Depois de almoço visita a Trafalgar Square e à National Gallery;

- Continuação da caminhada para Charing Cross e Embankment onde parámos num Starbucks para beber café e descansar da nossa longa caminhada durante o dia;

- Ida a um encontro para troca de conhecimentos linguísticos entre a língua Inglesa e Espanhola (isto são influências dos meus amigos Espanhóis, mas ajuda na minha aprendizagem do Espanhol e é um momento de troca de conversa e conhecimento de novas pessoas. Achei que seria um encontro interessante onde levar as minhas amigas e elas de facto gostaram muito por acharem a ideia tão interessante e uma forma de conhecer pessoas muito agradável). Isto foi num bar em London Bridge, jantámos por lá e ficámos até ao fecho às 24h.

 

Dia 3

- Começamos o dia por Camden Town (por ser sexta-feira achei que seria o dia ideal para fugir à confusão dos fins-de-semana). Visitamos os mercados, com especial tempo dedicado a Camden Lock onde as levei à minha loja favorita de Camden Town - Cyber Dog. Fiquei fascinada a primeira vez que fui ao Cyber Dog e sempre que levo alguém a Camden Town faço questão de levá-los lá. Basicamente o Cyber Dog é uma loja muito alternativa que marca pela diferença das roupas, música, acessórios que vende e pela própria decoração de toda a loja assim como pela presença dos próprios empregados todos representando muito bem a imagem da loja. Aconselho a quem não conhece.

- De Camden Lock seguimos ao longo do Regents Canal onde vimos os barquinhos no canal muito bonitos, muitos dos quais que são casas onde pessoas moram. Seguimos até à zona do jardim zoológico de Regents Park que dá para ver alguns animais mesmo a partir do canal.

- Saindo do canal fomos a Primrose Hill logo do outro lado da estrada, onde ao topo tivemos uma vista muito bonita sobre Londres;

- Voltamos a atravessar a estrada para entrar em Regents Park onde acabamos por ir almoçar num cafézinho muito acolhedor junto aos Queens Gardens de Regents Park. infelizmente dada a época do ano estes jardins não estavam muito floridos, mas no verão são sem dúvida espectaculares em termos da diversidade das flores que se encontram em Queens Gardens e da forma como estão arranjadas;

- Seguimos para Baker Street onde fomos visitar o Museu da Madam Tussauds (museu da Cera). Já lá não ìa à muitos anos e sem dúvida valeu a pena voltar. Gostei muito e as minhas amigas também adoraram. Fiquei foi chateada porque a cera do Justin Timberlake não estava lá (eles vão mudando as figuras de cera expostas);

- Apanhamos o autocarro aí já que se vê sempre melhor a cidade de autocarro e saímos perto de Convent Garden onde as levei a jantar ao Souk, um restaurante árabe muito bom e com direito a show de dança do ventre;

- Partimos então para Salsa, uma discoteca em Charing Cross Road onde, obviamente a dança principal era Salsa. Elas ficaram encantadas com o facto de que toda a gente pedia para dançar com elas apesar de se sentirem um bocado envergonhadas com isso. Acho que o facto de hoje em dia se dançar sempre sozinhos, torna o facto da dança a pares um pouco intimidante. Gosto muito dessa discoteca apesar de não ir lá muito e de facto o ambiente por lá é muito bom, apesar de haver sempre um ou outro que não querem só dançar, mas a esses ao final da primeira dança dá-se o "bye bye";

 

Dia 4

- Saída do metro em Knightbridge e direcção ao Harrods;

- Seguidamente visita a Notting Hill e a Portobello Market onde elas queriam comprar tudo o que era mala e vestido;

- De Ladbroke Grove (no final de Portobello Market) apanhamos o autocarro 23 que tem um bom prajecto pelo centro de Londres onde saímos um pouco antes de Aldwich para visitar Convent Garden;

- Depois de Convent Garden andamos em direcção ao Soho, seguido de Carnaby Street onde descansamos em mais um Starbucks do dia estafante.

- Partimos para Old Street onde jantamos o típico Fish & Chips num pub junto a Hoxton Square e acabamos a noite numa festa num armazém organizada por DJ´s Portugueses e onde encontramos vários outros Portugueses uns já conhecidos outros que conhecemos na noite.

 

No 5º e último dia apenas nos dedicamos a passar fotos, conversar sobre as situações mais interessantes da viagem e levei-as até ao comboio.

 

Achei muito interessante a descrição que a minha amiga fez dos Ingleses: "Fartam-se de correr mesmo à chuva, só comem comidas biológicas, reciclam, andam sempre a ler nos transportes, vestem-se de todas as formas e feitios sem tabus, saem à noite das 18h às 24h, têm imensos hábitos saudáveis,... f*da-se!!! É preciso ter paciência!" 

Férias é bom mas não é quando chove

Estou muito contente porque finalmente a minha amiga Raquel vem-me visitar pela primeira vez a Londres. A Raquel já conheço uiii, faz muito tempo! Estava eu a entrar a medo de mão dada com a minha mãe na sala de aula da 1ª classe pela primeira vez (ainda tenho várias lembranças desse dia) quando a minha mãe me disse: "Vai-te sentar ali ao pé daquela menina enquanto eu falo com a tua professora". Aquela menina era a Raquel. Ela perguntou-me "queres ser minha amiga?" Eu respondi que sim e a partir daí fomos melhores amigas durante a primária, durante a preparatóriae até hoje. Na secundária, embora na mesma escola seguimos turmas diferentes a partir do 10º ano, ela tinha escolhido Ciências e eu Economia. Até ao12º ano continuamos na mesma escola até que na universidade nos distanciamos um pouco quando ela seguiu para Enfermagem e eu para Marketing em universidades diferentes. Eu saí de Portugal assim que acabei a universidade e ela lá continua. Podemos estar cada vez mais distantes mas quando nos juntamos é como se tivessemos voltado aos dias da primária e entendemo-nos perfeitamente tal como nos entendiamos à vários anos atrás. É engraçado como certas amizades nunca se quebram e a nossa de certeza que é uma dessas.

 

Já na escola de enfermagem a Raquel conheceu a Julieta que agora também é outra grande amiga dela e que vem também a Londres com a Raquel já na quarta-feira. Estou muito ansiosa e aproveitei e tirei as férias que ainda tinha direito do ano passado e que esgotavam no final deste mês. Assim fico com umas mini férias e aproveito para mostrar a minha nova cidade às duas senhoras enfermeiras e levá-las a passar uns dias daqueles mesmo em grande por cá. 

 

O roteiro onde as irei levar é fácil, que é sempre o mesmo, tem a desvantagem que já fiz este tipo de roteiro uma catrefada de vezes com todos os visitantes que tenho por cá, mas como elas ficam 5 diazinhos acho que vou ter tempo para levá-las também a outros sítios onde não tenha levado outros visitantes, o que é óptimo.

 

O único senão é que hoje começou a chover em força,ou seja, está tudo lixado! Pois a ver vamos que este tempo por terras de Sua Majestade é um bocado traiçoeiro e nunca se sabe o que nos espera no dia seguinte, mas desde que não chova muito é só o que peço.O frio aguenta-se, agora a chuva é que não dá mesmo jeitinho nenhum.

 

Entretanto já tenho o quarto mais composto com uma estante comprada no IKEA e uma mesa de cabeceira comprada no Argos, fica o quarto completo. Isto falando no Argos, não sei se há outras pessoas que conheçam o Argos que concordem comigo, mas acho que aquele modelo de negócio do Argos não iria dar resultado em Portugal. Isto porque, para quem não sabe, quando se entra no Argos tem-se umas mesas com uns catálogos, vai-se ao catálogo escolher o produto (todo o tipo de produtos que uma Worten misturada com AKI e Moviflor teriam), escreve-se o código do produto que se quer e vai-se ao balcão pagar pelo produto. Espera-se uns minutos nuns banquinhos até chamarem o nosso número (tipo quando se vai ao talho e chamam pelo número da senha) e quando nos chamarem podemos ir ao balcao levantar o produto que acabámos de comprar. 

 

Eu acho que este tipo de modelo de negócio não iria funcionar em Portugal porque na minha opinião os Portugueses preferem ver os produtos, tocar, verificar tudo antes de efectuarem a compra. Eu sem dúvida que prefiro ver o produto À minha frente e parece-me que esse também seja o caso da maioria. Alguém discorda?

 

E hoje acabei por ir jantar com a Cromossoma X, um belo de um arroz com polvo que estava uma maravilha e dar uns 2 dedos de conversa que souberam muito bem. Infelizmente não durou muito tempo que ainda tinha que vir tratar de umas coisas em casa hoje à noite mas fica a promessa de uma noite mais prolongada para a próxima em minha casa (de preferência numa noite em que a minha flatmate Inglesa não esteja em casa que é para ela não me chatear o juizo) Aiiii isto de morar com raparigas Inglesas tem muito que se lhe diga. Hoje foi a vez de chegar a casa e ver os meus vernizes e outros produtos todos tombados uns em cima dos outros. Tudo bem que ela tenha tombado os produtos ao querer tirar uma toalha ou o que quer que seja, mas custa voltar a colocar as coisas no sítio? Eu colocava se lhe tombasse as coisas dela. Enfim,.. Não quero pensar muito nisso para não me chatear e fico é ansiosa para que chegue quarta-feira e a Raquel e a Julieta venham.

IKEA - com carro ou sem carro?

Isto de nao se ter carro por cá lá tem as suas vantagens. Fui ao IKEA este fim-de-semana comprar umas "coisinhas" para o meu novo quarto. Escolhi tudo o que queria e já tinha na lista uma estante e uma mesa de cabeceira entre as coisas mais pesadas.

 

Quando cheguei ao ponto de recolha deparei-me com um embrulho da estante gigantesco e super pesado (isto quando estava a ver exposto nao parecia assim tao grande). Como me esperava uma viagem de volta para casa de eléctrico, comboio e metro, achei que nao seria muito boa ideia andar a carregar com aquilo ás costas (nem sequer seria possível). Quando já estava decepcionada com a ideia de que tinha que pagar pela entrega ao domicilio, deparo-me com outra estante ali exposta na zona de recolhas muito mais leve (também uns 40cm mais curta) e mais barata mas mesmo assim muito gira e ainda melhor porque a que tinha escolhido era um bocado alta de mais o que ficaria um bocado mal junto ao guarda-roupa.

 

Resultado - ainda bem que nao tinha transporte próprio que assim trouxe muito menos coisas, fiquei 'a mesma com tudo o que precisava (excepto a mesa de cabeceira que nao estava em stock) e nao gastei tanto dinheiro como gastaria se tivesse carro. Ou seja, da próxima vez que forem ao IKEA vao de transportes públicos!

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