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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Namoros no trabalho

Segundo uma publicação de Recursos Humanos Inglesa, HRMagazine, 20% dos casais casados conheceram-se através do trabalho e, essa percentagem será muito maior se contarmos com todos aqueles em que a relação não passa de um namoro ou "amizade colorida". 

 

Lembrei-me de verificar esta estatística porque tinha ouvido falar esta semana que 70% dos casais se conhecem através do trabalho!! 70%???? Essa é uma estatística demasiado alta. não podia acreditar. Claro que sim, conheço vários casos de pessoas que conheceram o namorado ou namorada em situações profissionais, mas daí a chegar a uma percentagem tão elevada, não me parece que reflita a realidade até porque acho que muitas das pessoas evitam (ou pelo menos adiam) as relações estabelecidas através do emprego para evitar conflitos profissionais. 

 

E isto da conversa de casais no trabalho começou mesmo porque esta semana lá na empresa começou a trabalhar um novo colega. Quando o vi veiu-me à cabeça dizer-lhe "Hello! How are you doin'?" (só percebe a nota desta expressão quem conhece o Joey da série "Friends"). Isto só para dizer que o rapaz é giro como tudo. OK, tem uma barriguita de cerveja perfeitamente dispensável, mas nada que uns mesitos de ginásio não resolvessem. 

 

O facto do rapaz ser giro claro que provocou alvoroço entre os membros femininos do escritório e daí a conversa de romances no trabalho. Vale a pena arriscar romance com alguém com quem se trabalha diariamente? Geralmente quando se está enamorado de alguém até que as horas no trabalho ajudam a dispersar a mente desse alguém. Mas agora se esse alguém está sentado umas cadeiras ao lado, a concentração não vai ser tão fácil de manter. Pior ainda é se a relação com esse alguém acaba. Quer seja de forma mutuamente acordada ou não; quer tenham decidido ficar amigos ou passaram a odiar-se; não deve ser nada fácil ter que ver essa pessoa todos os dias durante várias horas. 

 

Claro que existem também casos e casos. Em grandes empresas, onde as pessoas se dividem por diferentes andares e departamentos a coisa já não é assim tão má porque não têm que necessariamente ver-se diariamente desde que trabalhem em áreas separadas. Também não será tão mau se essa relação se estabelecer com clientes porque não têm que necessariamente os ver frequentemente. O pior será mesmo se o cliente fôr importante para a empresa e decidir deixar de ser cliente por causa de uma má relação amorosa. 

 

Lá na empresa já tivemos uns quantos casos que efectivamente deram para o torto - um casal ainda começou meio sem ninguém saber, ao fim de uns meses oficializaram para o resto do escritório que estavam numa relação até que ele lá a traiu com a ex à cerca de um mês atrás. Outro andou com ela 6 meses. A meio da relação ela traiu com outro nosso colega na passagem de ano. Mostrou-se muito arrependida, ele perdoou-a e lá continuaram mais uns meses até ele descobrir que ela e o outro nosso colega lá voltaram aos amassos. Resultado, agora os 3 estão chateados e só desejam que ela se vá embora e, principalmente o ex-namorado já não a pode nem ver, o que é um pouco impossível dado que o nosso escritório está em open plan e somos apenas umas 40 pessoas. Enfim,... só filmes. 

 

Resultado, a conclusão a que chegámos da conversa é que, num escritório tão pequeno quanto o nosso, a não ser que estejam mesmo extremamente apaixonados e que já se conheçam bem é melhor evitar relacionamentos no trabalho que só podem trazer complicações que vão transtornar a vida negativamente de uma forma muito mais forte do que os momentos alegres que essa relação possa trazer.

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