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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Comprar casa em Londres - começa a saga

Comecei a pensar mais a sério na hipótese de comprar casa um dia no ano passado, quando estava a correr ao longo do canal e vi que lá estavam a começar a construir um novo edifício. Eu adorava poder viver junto à água (canal, rio, mar, o que fôr) então assim que cheguei a casa fui pesquisar pelo nome do edifício na Internet. Já me podia inscrever para ficar na lista de espera e para receber o alerta quando lançassem os apartamentos para venda este ano. Esse dia foi à cerca de 3 semanas atrás. Fui ver o apartamento modelo, que não era mau, mas fiquei decepcionada ao saber que os apartamentos no complexo junto ao canal íam provavelmente ser vendidos a uma empresa de investimento que depois os ía alugar por um preço rídiculo, como é óbvio. Os restantes apartamentos estariam disponíveis para compra no esquema do governo de "shared ownership", ou seja, um esquema que ajuda as pessoas a comprarem casa em locais onde, de outra forma não conseguiriam comprar devido aos elevados preços da zona. Com esse esquema, o comprador compra apenas uma percentagem da casa, sendo que o resto da casa pertence ao Estado. Isto significa que o comprador tem que pedir um empréstimo ao banco mais pequeno e, à parte da casa que pertence ao Estado irá pagar um aluguer. Mais tarde, quando o comprador tiver mais possibilidades, poderá comprar o resto da casa ao Estado. A maior desvantagem que vejo neste esquema é que, enquanto não se tem total propriedade da casa, não se pode utilizá-la como investimento, ou seja, o comprador tem que viver lá e não a pode alugar. Daí, caso algo aconteça, e precisar de mudar, a única hipótese é mesmo vender a sua parte na casa. Podem ler aqui para mais informações sobre a "shared ownership".

 

Acabei por ficar desanimada com aquele edifício e achei que, pelo que era, mesmo assim ficava caro demais. Mas pensei que, efectivamente, tem sido um autentico desperdício todo o dinheiro que tenho andado a pagar mensalmente ao meu senhorio e, teria muito mais lógica pagar por algo meu. Assim sendo, comecei a pesquisar por casas e oportunidades de compra. 

 

Primeiro pensei que seria uma boa ideia comprar um apartamento de 2 quartos baratinho e alugar o segundo quarto para me ajudar a pagar o empréstimo. O único problema é que os únicos "baratinhos" que encontrei anunciados tinham o aspecto de ser apartamentos onde eu não gostaria mesmo nada de viver. Lá encontrei um numa das zonas onde eu queria viver, mas localizado na rua de um mercado, mesmo por cima de um talho. Dada a localização do mercado apresenta-se mais barato que a maioria e como tal, achei que seria um bom investimento. Decidi ir ver o apartamento num dia de mercado para analisar bem como seria viver lá. Era por volta do meio-dia a um sábado de manhã e, ao subir as escadas do edifício comecei a ouvir a música bem alta que estava a bombar no apartamento no andar em cima àquele que ía ver. Humm,... não me parece que isso fosse um bom sinal acerca da vizinhança. Entrei no apartamento e, verifiquei que o espaço até que não era mau, apesar de ter acabamentos muito baratos mas, não só eu conseguia ouvir a música bombástica do vizinho, como também conseguia ouvir a acção do mercado lá fora, apesar das janelas estarem fechadas. Achei que não seria uma boa ideia.

 

Como não consegui encontrar mais nenhuma opção barata para 2 quartos dentro da minha zona de preferência tive que tomar uma decisão sobre aquilo em que podia fazer um compromisso:

  • A localização é extremamente importante para mim, para poder estar perto dos amigos, dos locais onde gosto de sair e poder continuar a estar a uma distância do trabalho em que possa ir de bicicleta. Não é negociável e, de qualquer forma já tenho uma área de procura abrangente o suficiente.
  • O tipo de casa: tem que ser bonitinha por fora mas pode necessitar de obras na parte interior. Portanto aí pode haver algum compromisso.
  • O tamanho da casa: pode ser pequeno portanto aqui fica o maior compromisso.

 

Então comecei a olhar para estúdios e apartamentos de 1 quarto. Fui ver um estúdio que ficava num rés-de-chão. O espaço do estúdio em si, até que não era mau, mas tinha um grave problema - a sua única janela dava para as traseiras de um novo edifício que estava ali a ser construído e planeado para ter 2 andares. Ou seja, ía tapar toda e qualquer possível oportunidade de sol de entrar naquele pequeno estúdio. Um estúdio, num rés-de-chão, sem sol, sem vista, e numa zona relativamente perigosa rodeada de bairros menos simpáticos - não me parece lá muito boa ideia.

 

Fui então ver um outro apartamento de 1 quarto, localizado num edifício alto de habitação social. O edifício em si aparentava melhor em fotos do que na vida real. As escadas eram muito sujas e o apartamento em si estava mal cuidado. Lá dentro encontrei 5 pessoas. Aparentemente eram uma família de emigrantes da Europa do Leste que viviam ali todos naquele pequeno apartamento de 1 quarto. Haviam sinais de infiltrações nas paredes, o que poderia ser um problema maior do que aquilo que aparenta à vista por isso, também não ía ser este.

 

Na sexta-feira outro agente telefonou-me:

Ele: "Acabou de ser lançado no mercado um estúdio em Kingsland Road. Quer ir ver?" 

Eu: "Oh wow, isso seria óptimo. Qual é o preço?"

Ele: "£325,000"

Eu: "£235,000?"

Ele: Não, £325,000!

Eu: "Tem torneiras em ouro? Deixe estar. Não vale a pena ir ver esse."

 

Vão lá roubar mas é para a terra deles!!!! Ahh, esperem,... eles estão na terra deles :-S

 

Os preços de habitação em Londres estão completamente ridículos! Uma amiga minha que comprou um apartamento de 2 quartos junto a Kingsland Road à 4 anos atrás, comprou-o por £270,000. Hoje está avaliado em £440,000! É inacreditável, o ritmo abismal a que os preços da zona cresceram. Daí, as únicas casas que encontro a preços menos maus tenham algo de muito errado com elas. 

 

Por curiosidade fui pesquisar o que eu conseguiria comprar em Portugal por £325,000, ou seja €439,000 - a menos que isso, por €435,000 consegue-se uma moradia T4 num condomínio privado com piscina em Cascais, a 5 minutos da praia:

 

casa_cascais.PNG

 

   Vivenda anunciada no Portalismo.pt 

 

E para terem uma ideia do que é a "agradável" vista que teriam a partir de um estúdio na Kingsland Road, aqui fica uma foto da rua:

 

Kingsland_waste_hackney_1.jpg

Imagem retirada do Wikipedia 

 

Talvez a minha melhor hipótese seja mesmo olhar para uma opção de "shared ownership". Não é ideal, mas pelo menos, geralmente esses apartamentos são localizados em edifícios relativamente novos e poderia conseguir numa zona menos perigosa, dentro da minha freguesia. A ver vamos. Não tenho pressa. A procura continua.

 

O que fazer em Londres em Maio 2015

o_que_fazer_londres_maio15.png

 

O mês de Maio vai começar com um fim-de-semana prolongado (para quem está em Portugal, o feriado será já hoje, para quem está no Reino Unido, o feriado será na segunda-feira) e vai terminar também com um feriado prolongado na última segunda-feira do mês (25 de Maio). Assim sendo, vai ser de contar ainda mais actividades e eventos alusivos aos feriados prolongados. O difícil é mesmo escolher entre eles mas ficam aqui algumas ideias:

 

Flamingo Pier O que é? O Counter Cafe em Hackney Wick conta com um pontão flutuante junto ao canal e, a partir de hoje e todas as primeiras sextas-feiras do mês durante o verão até Setembro vai ser o local de uma festa no pontão que conta com street food, cocktails tropicais e DJs. O evento já está esgotado para hoje mas eu vou lá dar uma espreitadela por isso depois conto-vos se vale a pena irem nos próximos meses. Quando? Primeira sexta-feira de cada mês. Quanto? £12. Onde? Counter Cafe. Estação? Hackney Wick.

 

Street Feast O que é? Este evento já é um regular do verão Londrino. Consiste num grande mercado com bares e muitos e variados stands de comida de qualidade e criada com alguma originalidade (street food). Este ano abriu um novo mercado em Lewisham e a partir de hoje reabre o de Dalston. Quando? Todas as sextas e sábados até meados de Setembro. Quanto? Geralmente é gratuita a entrada antes das 19h e £3 a partir dessa hora. Onde? Lewisham, Dalston e Shoreditch (mercado de Shoreditch ainda não abriu). 

 

Streetfest  O que é? Festival de arte urbana, conta com música hip-Hop, rap, apresentação de desportos radicais de rua, dança, street art como grafitti e muito mais. Quando? 3 de Maio. Quanto? £20. Onde? Tobacco Dock. Estação? Shadwell ou Wapping.

 

Land of Kings O que é? Festival de música, maioritariamente rock, indie, DJs e com apresentação de filmes. Um bilhete permite-vos entrada em todos os eventos nos variados bares, discotecas, teatro e cinema envolvidos no festival. Quando? 3 de Maio. Quanto? £25. Onde? Dalston. Estação? Dalston Kingsland ou Dalston Junction.

 

Nothing Hill Mayfest O que é? Festival de arte e música, maioritariamente clássica que vai contar também com música do Brasileiro Heitor Villas-Lobos. Quando? Ao longo de todo o mês de Maio. Quanto? Preços variados. Onde? Vários locais. Estação? Notting Hill.

 

London Coffee Festival O que é? O maior festival dedicado ao café, apresentando também especialidades de chá. Conta com demonstrações de baristas, provas gratuitas (incluídas no preço dos bilhetes) apresentação de receitas, seminários, música e comida. Quando? De 30 Abril a 3 de Maio. Quanto? £11.50. Onde? Truman Brewery, Brick lane. Estação? Liverpool Street.

 

Canalway Cavalcade O que é? Apresentação de barcas em Little Venice no Grand Union Canal. O evento, para além das muitas barcas decoradas vai contar com apresentação de danças tradicionais, uma procissão de barcas iluminadas no domingo à noite e bandas. Quando? De 2 a 4 de Maio. Quanto? Gratuito. Onde? Little Venice. Estação? Warwick Avenue.

 

Museums at Night O que é? Vários museus vão ficar abertos até mais tarde com eventos especiais para o público. Quando? De 14 a 16 de Maio. Quanto? Alguns eventos gratuitos outros pagos. Onde? Vários locais.

 

Chelsea Flower Show O que é? O evento de demonstração de plantas e flores mais reconhecido do Reino Unido que, todos os anos conta com demonstrações e arranjos fenomenais de flores. Quando? De 19 a 23 de Maio. Quanto? Preços muito variados mas começam a partir das £23. Onde? Royal Hospital Chelsea. Estação? Sloane Square.

 

Para descobrirem mais eventos este mês sigam o Tuga em Londres no Twitter ou Facebook. Podem também pesquisar directamente no Twitter por #EventosTL

 

Como fazer um bom CV para conseguir entrevistas em Londres

Cada vez mais me contactam a falar em mudarem-se para Londres e procurar emprego por cá. Alguns de vós até já me enviaram o CV para eu dar uma olhada. Não posso dar feedback a todos, e não pretendo incentivar isso, mas uma coisa notei na grande maioria dos CVs que já me enviaram e, não querendo ofender ninguém, devo dizer que o que encontrei neles em comum é que ou estão mal escritos, mal apresentados ou simplesmente não são bons o suficiente! 

 

Não tens experiência suficiente? Nunca trabalhaste no estrangeiro? Queres mudar de ramo? Isso não tem problema nenhum! Existem empregos para todos os níveis de experiência profissional e um bom CV consegue ultrapassar todas essas fraquezas e leva-vos à fase da entrevista. Fica aqui então um post que pretende dar-vos as regras importantes para poderem escrever um bom CV que os empregadores não ponham de lado por estar mal escrito, formatado ou apresentado. 

 

O template

Primeiro ficam duas notas importantes para erros persistentes:

  • Esqueçam os templates de CVs Europeus. O Reino Unido não se sente parte da Europa e, como tal, por cá não se utilizam templates da União Europeia. 
  • Para a grande maioria de empregos (excepções em moda, etc.) NUNCA coloquem foto no CV. Por cá é considerado descriminação entrevistar uma pessoa com base na sua aparência, e não é bem visto quando os candidatos pensam que isso é adequado. 

 

Template aconselhado: Criei este template que passo a partilhar com vocês. Coloquei notas e comentários em Português e alguns exemplos que podem escrever no CV apresentados em Inglês. Cada um de vocês terá uma experiência completamente diferente do outro por isso achei que seria mais útil apresentar o template desta forma. 

 

cv_template.PNG

 

O conteúdo

Os recrutadores em Londres recebem centenas de aplicações para um anúncio de emprego portanto não vão ter tempo para ler tudo ao detalhe. Como tal, não pensem que, lá porque têm certa experiência relevante escrita pelo meio do CV, os recrutadores vão chegar a ver isso, se não tiver expressamente indicado no topo do CV.

O recrutador olha primeiro para o aspecto do CV em forma geral e lê brevemente em diagonal tentando identificar palavras-chave da experiência que procura. Se ele(a) não conseguir identificar essas palavras-chave nos primeiros segundos, vai fechar a página do vosso CV e passar para o próximo. 

Por isso mesmo, terem o vosso perfil, bem escrito no topo do CV indicando resumidamente a vossa experiência, aquilo em que são bons e o que os distingue como bons profissionais é essencial. Igualmente, adicionarem a secção das "areas of expertise" vai ajudar o recrutador a identificar as palavras-chave de que está à procura. 

Caso se candidatem a empregos um pouco diferentes, convém irem fazendo alterações às palavras chave e perfil do vosso CV consoante os empregos a que se candidatam para colocarem ênfase na experiência ou conhecimentos que tenham que sejam beneficentes para esse emprego. 

 

Dicas:

  • Escrevam o vosso CV de forma sintética mas com o suporte de experiência ou resultados de sucesso que conseguiram alcançar.
  • Verifiquem que a gramática está correcta e que as expressões são utilizadas no Reino Unido. 
  • Em caso de dúvida, escrevam frases mais curtas e mais simples. É preferível terem palavras e frases simples do que arriscarem colocar palavras "caras" ou frases longas que não fazem muito sentido ou não se costumam utilizar no Reino Unido.
  • Se vocês não souberem escrever bem em Inglês é preferível recorrerem aos serviços de escrita de CV por uma agência especializada, tal como o The CV Centre.
  • Mesmo que tenham um bom nível de inglês escrito, aconselho a pedirem uma segunda opinião com amigos, antigos professores de inglês ou outros profissionais que estejam habituados a escrever em inglês para vos darem a sua opinião, antes de enviarem o CV para empregadores. 
  • Não sabem a melhor forma para expressar a vossa experiência? Pesquisem na Internet exemplos deCVs de pessoas Britânicas que têm a vossa experiência profissional e utilizem as mesmas frases e expressões que se apliquem à vossa experiência. Passo a colocar alguns exemplos deCVs que encontrei na Internet. Notem que indico estesCVs para retirarem ideias de conteúdo, mas continuo a aconselhar utilizarem otemplate indicado em cima:

 

 Aconselho também que pesquisem por ideias de mais de um template para terem uma maior diversidade de expressões para escolherem de forma a que estas representem melhor a vossa experiência pessoal. 

 

Uma vez que tiverem o vosso CV completo podem começar por coloca-lo online nos websites de procura de emprego mais conhecidos tais como o CV-Library.co.uk para que os empregadores vos encontrem ao pesquisar por palavras-chave que tenham indicadas no vosso CV.

 

Para informação sobre a procura de emprego, vejam o post "Como encontrar emprego em Londres" e para se prepararem para entrevistas vejam o post "Como ter sucesso numa entrevista de emprego em Londres". 

 

A maratona de Londres decorre este fim-de-semana

A Maratona de Londres vai novamente decorrer este fim-de-semana no Domingo dia 26 de Abril. Todos os anos cerca de 40,000 pessoas participam na corrida que já decorre desde 1981. Para quem pretende ser espectador e estar próximo da área da corrida convém chegar o mais cedo possível caso pretendam ver a corrida passar no centro de Londres. No entanto, se forem mais para Este onde o percurso vai da Milha 7 à Milha 22 de Torre de Londres a Isle of Dogs, vão evitar as multidões e torna-se muito mais fácil de identificar os participantes, caso conheçam algum dos atletas. 

 

A corrida começa a partir das 9:00h para os atletas em cadeiras de rodas, seguido dos atletas de elite e começa às 10:10h para a maioria dos outros participantes. Existem 3 diferentes zonas de partida na zona de Greenwich, mas a maioria dos espectadores vai estar na zona de chegada no The Mall junto ao Buckingham Palace e a maioria dos participantes irão chegar à recta final entre as 14:00h e as 17:00h. 

 

Podem fazer o download de todos os mapas do percurso da Maratona de Londres aqui e, em baixo fica o mapa do percurso final onde vão estar a maioria dos espectadores e animação:

 

Screen Shot 2015-04-23 at 5.22.37 PM.png

 

 

 

Jazz gratuito em Londres

Ontem à noite fui ao Beagle em Hoxton ouvir a sua banda residente de jazz tocar. Estão lá todos os domingos a partir das 19:30h e a entrada é gratuita. Ainda nunca tinha ido ao Beagle, mas gostei muito da localização e do ambiente. Este bar/restaurante encontra-se debaixo de uma arcada da estação de overground de Hoxton e, como tal, as suas paredes e tecto são formados por um arco com têm tijolo exposto, o que adiciona ao carácter do local. 

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Curiosamente o staff que lá estava era constituído por dois rapazes Portugueses e vende-se lá também vinho Português. Fomos mesmo para um vinho Português branco, mas, quando fui a pagar até tive que olhar duas vezes para o preço - £29 por uma garrafa de vinho branco Alvarinho? Tudo bem que é um vinho bom, mas no website do Continente está a €14.99 o que equivale a £10.80, portanto mesmo com o custo da importação e tudo mais, vai lá, vai! Mas enfim, o local não deixa de ser giro e a banda é boa. 

Outros locais alternativos onde podem ouvir jazz ao vivo gratuitamente incluem:

  • Todas as noites - Jazz e blues no Ain't Nothin but... em Soho (à sexta e sábado paga-se depois das 20:30h)
  • Todas as noites - Sessões de jazz ao piano gratuitas no restaurante e bandas de jazz no loft (algumas gratuitas) na Brasserie Toulouse Lautrec em Elephant & Castle
  • Segunda-feira a Sábado - Jazz com piano e cantor no restaurante Boisdale em Victoria
  • Quartas-feiras - Jazz Jam Sessions no Troy Bar em Hoxton
  • A maioria das noites - Jazz, soul e mais no Servant Jazz Quarters em Dalston (alguns concertos são gratuitos)

Conhecem outros locais onde se pode ouvir concertos de jazz gratuitamente? Por favor indiquem nos comentários.

Para estarem constantemente informados dos diferentes concertos de jazz a decorrer em Londres, coloquem esta página da TimeOut nos vossos favoritos que está constantemente actualizada.

Como ser freelancer em Londres: 7 Dicas

Pela primeira vez o Tuga em Londres conta com um 'guest post'. A autora deste post é a Raquel Jamanca, freelancer e responsável no simplesmoda.com. Sendo uma freelancer profissional, a Raquel vem-nos contar os detalhes sobre como se estabelecerem como freelancers em Londres:

 

"Como trabalhadora em marketing digital, a decisão de trabalhar por conta própria como freelancer foi tomada com muita pouca hesitação. A área de internet tanto em design, programação, e marketing tem crescido muito estes últimos 10 anos. O mercado de trabalho nesta área é também positivo, sendo que existe mais demanda do que trabalhadores, e sempre quis mais flexibilidade com o meu tempo para poder escolher quando e como quero trabalhar.

                           

Sou freelancer na área de SEO (search engine optimisation/“otimização de motores de busca”) á coisa de 2 anos, tenho no total 7 anos de experiência nesta área, e também alguns bons contatos que facilitaram esta transição de funcionária efetiva e full-time a freelancer.

 

Claro que com esta nova sensação de “falsa liberdade”, vêm muitos riscos… não tenho um ordenado garantido ao final do mês, ferias pagas ou outros benefícios, e o sucesso e processo administrativo da minha empresa é a minha responsabilidade. 

 

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Freelancers num café. Fonte: seriouseats.com

 

 

Como muitos amigos e amigos de amigos, sempre me perguntam sobre esta opção, achei pertinente partilhar também aqui no Tuga em Londres algumas dicas sobre como começar a ter sucesso nesta área aqui por terras da rainha:

 

 

1 - Ltd Company X Umbrella company

 

A primeira coisa a decidir são as legalidades de como vais trabalhar e pagar impostos.

 

Aconselho a formarem uma empresa ou ‘Ltd company’, se pensam em trabalhar por mais de 3 meses, ou utilizar uma 'Umbrella company' se quiserem fazer apenas um ou dois contratos em menos de 3 meses.

 

O que é a ltd company, e as suas vantagens?

 

A ltd company é basicamente uma empresa que formas, onde as responsabilidades dos directores neste caso o freelancer são limitadas, ou seja o freelancer e a empresa são consideradas duas entidades diferentes.  O registo é feito no website da Companies House  e em menos de duas semanas terás a tua empresa oficialmente formada.

 

As vantagens: preferível com clientes, mais profissional, custos de trabalho como transporte e alimentação são pagos pela empresa, e oferece mais opções de poupança de custos no que diz respeito a impostos.

 

O que é uma umbrella company, e as suas vantagens?

 

A umbrella company é uma opção oferecida a freelancers, onde esta atua como o empregador. È a opção mais fácil para quem quer fazer contratos a curto prazo, e não quer o trabalho administrativo que a ltd company traz, mas é também a opção mais cara.  

 

As vantagens: requer menos administração, em termos de impostos e o envio de facturas para os clientes, não requer período mínimo e o registo é rápido.

 

 

2 - Aprenda o necessário sobre Impostos e National Insurance

 

A estrutura e requisitos para Impostos e National Insurance (segurança social), variam dependendo do set up que tem. Se optar por uma ltd company terá de registar a sua empresa para corporation tax no website da HMRC após a incorporação. Como tenho uma ltd company estes são os custos que tenho que considerar no que diz respeito a Impostos e NI (National Insurance) :

 

 Corporation Tax  (impostos no lucro da minha empresa).

 Employers NI  (custos de NI da empresa por me pagar um ordenado como diretora).

 Personal Tax  ( impostos que pago anualmente por receber dividendos da empresa) .

 

Aconselho a contratarem um contabilista que seja especialista na sua área, é um pequeno custo para a sua empresa mas um investimento que lhe irá poupar tempo e dinheiro, além de dar mais legitimidade e profissionalismo.

 

 

3  - Como conseguir trabalho

 

Eu penso que cada área de especialismo oferece diferentes métodos e ferramentas para conseguir trabalho.

 

Um website e portfolio são essenciais, e para categorias de internet onde me especializo, os trabalhos em design e programação web não faltam. O importante é também escolher se prefere trabalhar para agencias e empresas grandes, ou negócios pequenos e locais, pois as formas de conseguir trabalho são um pouco diferentes.

 

Eu neste momento consigo trabalho através de contatos em agencias de emprego e ex colegas, mas se não tem nenhum contacto em Londres aconselho que :

 

  • Tenha um website e/ou portfolio onde expõe a sua experiência e trabalho de uma forma clara e concisa.
  • Crie um perfil completo no LinkedIn, e anuncie no header se está disponível para trabalho, siga grupos e empresas da sua área.
  • Registe-se com empresas de trabalho que se especializem na sua área. Vitamin T, Major Players e Aspire são algumas das melhores para web e design.
  • Use um website de emprego, como o indeed.co.uk, este site tem um motor de busca que apresenta resultados tanto do site deles como de outros como o Monster ou Total Jobs, o que lhe vai poupar tempo na pesquisa.

 

 

4 - Quanto cobrar

 

O assunto sobre quanto cobrar, foi com o qual tive mais dificuldade no inicio, claro que não queria cobrar a menos e perder dinheiro ou cobrar a mais e perder trabalho. Por isso agora tenho uma faixa de preços em vez de um preço fixo, que depois negoceio com o cliente dependendo do orçamento disponível, o nível de experiência necessária e a duração do contracto. Um contrato a mais de 3 meses requer o lado da faixa mais alta, e um contrato mais longo requer o lado da faixa mais baixo.

 

Normalmente os freelancers cobram um preço ou rate por dia a partir de £100, com trabalhos mais especialistas e de mais experiência como programadores de aplicações de telemóvel a cobrarem mais de £400 por dia! Mas para dar uma ideia de preços estas são as faixas a considerar:

 

1-3 anos de experiência = £100 a £200 por dia

3-6 anos de experiência = £ 200 a £300 por dia

6 anos + = £300 a £500 por dia

 

Outra forma de calcular quanto cobrar, é simplesmente adicionar 30% de aquilo que seria o seu ordenado anual se tivesse um trabalho efetivo, e dividi-lo pelo numero de dias no ano (sem contar com fim de semanas e feriados).  Existem também algumas calculadoras online que ajudam imenso: http://ournameismud.co.uk/fraq/

 

E se tiver alguma dúvida, o melhor é mesmo falar uma agencia de recrutamento.

 

 

5 -  Concorde os termos e condições do trabalho em um contrato

 

Normalmente os clientes preparam o contrato, com os termos mais vantajosos para eles. Nunca tive qualquer problema com os termos propostos, mas sempre confiro termos de pagamento e responsabilidades e condições para com informação sensível sobre o seu negocio.Se optar por usar uma umbrella company, eles normalmente lidam com esta parte.

 

Na eventualidade de precisar de escrever o contrato existem vários exemplos online, pessoalmente acho que este é muito bom : http://stuffandnonsense.co.uk/projects/contract-killer/

 

 

6 - Como cobrar

 

Se usar uma umbrela company, eles são responsáveis por enviar faturas em seu nome para os seus clientes. Quando recebem o pagamento eles descontam a cota deles e impostos antes de transferir o restante para a sua conta bancária.

 

Como ltd company, deverá abrir uma conta bancária apenas para o seu negócio (business account), para poder receber pagamentos. Pode demorar quase um mês a abrir uma business account em Londres, por isso aconselho a fazerem o pedido assim que tiverem a empresa registada.

 

A frequência para o envio de facturas terá de acertar com o cliente antes de assinar o contrato, mas normalmente é aceitável enviar facturas semanalmente com pagamentos a serem efectuados num prazo máximo de 30 dias.

 

 

7 -  Mais vale poupar do que remediar

 

Como o trabalho nunca é garantido, é muito importante ter algum dinheiro poupado para a eventualidade de não conseguir um trabalho quando necessário, ou existirem atrasos com o pagamento por parte do cliente.

 

Eu pessoalmente sempre tenho um montante guardado que me garanta sobreviver 2/3 meses para o caso de não ter qualquer rendimento. Uso uma conta de poupança cash-isa pois oferece maiores taxas de juros e também porque posso levantar o dinheiro quando quiser e sem qualquer penalização."

Novo livro e nova competição para criativos

Ontem fui ao lançamento do livro "Understanding Social Media" de Damian Ryan, o autor do bestseller "Understanding Digital Marketing". Estava particularmente interessada em ir ao lançamento do livro porque este foi escrito com a colaboração de 65 outros profissionais experientes na área de social media, sendo que eu fui uma das contribuintes. É muito interessante a sensação de ver o nosso nome publicado num livro por isso gostei de ter estado presente no evento de lançamento. 

 

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                                                                                               Autoria: @WorthCapital 

 

Para além da apresentação do novo livro, o evento contou também com sessões tipo seminário em que, diferentes profissionais falaram sobre as tendências de social media, incluíndo representantes do Twitter, Facebook, Google e outros tantos. Achei a apresentação de Tariq Slim, o Head of Partnerships do Twitter particularmente inspiradora e, durante a sua sessão, ele apresentou-nos também um concurso que está, de momento, a ser promovido pelo Twitter. Achei a ideia do concurso minuto interessante e, como tal, resolvi partilhar aqui, caso alguns dos leitores do blog, principalmente aqueles que trabalham ou querem trabalhar na área do marketing, estejam interessados em participar. 

 

A competição, intitulada #poweredbytweets pretende angariar as ideias mais originais que tenham como objectivos ou resolver um problema ou criar algo bonito através do Twitter. Existem prémios para as 3 melhores ideias, que irão ser postas em práctica por uma agência de criativos e irão também ser apresentadas no London Design Festival em Setembro. Os interessados podem submeter as suas ideias na página do #poweredbytweets até ao dia 5 de Junho.

 

Para inspirar a vossa criatividade, ficam aqui algumas ideas de sucesso que já foram criadas por empresas:

 

  • Botanicalls criou um sensor que se coloca entre a terra num vaso de plantas que consegue identificar quando a planta precisa de ser regada e, automaticamente envia um Tweet para "o dono" a indicar isso mesmo.
  • Surf Life Western Australia colocou um sensor no mar que envia um Tweet cada vez que um tubarão se aproxima da margem com o intuito de avisar banhistas e surfistas.
  • Hellman's Brazil criou uma campanha que ajuda consumidores a descobrir uma receita com os produtos que têm no seu frigorífico:

 

Uma noite no Hotel Corinthia Londres

Para quem é de Lisboa, conhece bem o Hotel Corinthia que já lá está estabelecido à tantos anos, por isso fiquei surpreendida quando fui a uma conferência à uns meses, onde uma das sessões de seminário foi apresentada por um membro do grupo Corinthia Hotels, mas várias pessoas que lá estavam, inclusivé quem trabalhava na área de hotelaria, nunca tinham ouvido falar do nome. Penso que se deve ao facto de que o grupo ainda é relativamente pequeno, com cerca de 14 hotéis e resorts e é dedicado a uma clientela de luxo, daí ser menos conhecido que outros grupos que publicitam mais. 

 

De qualquer forma ontem tive um convite para ir ver a apresentação de duas curtas metragens filmadas no Corinthia Hotel London por dois artistas que residiram durante um mês no Hotel. O objectivo era que, ao viverem lá, se inspirassem para criarem os respectivos filmes e apresentarem o Corinthia Hotels de uma forma artística. Já é o terceiro ano que o Corinthia Hotel London desenvolve este projecto e, os artistas são seleccionados previamente através de um concurso. Ambos os filmes foram interessantes - o primeiro, foi criado pela artista Zawe Ashton, que por sinal é também actriz da comédia Fresh Meat. O filme dela relatava uma história de dois empresários que ficam frequentemente no hotel e apaixonam-se de todas as vezes que lá ficam, mas saem do hotel sempre sem se lembrarem de que se conheceram. Conta com umas partes um pouco exageradamente românticas, mas de forma geral o conceito está interessante. O segundo, criado pelo artista David Petch, era mais artístico e aleatório, apresentando dois casais que estão no Hotel, mas o que me pareceu é que a mulher de um dos casais e o homem do outro casal ficavam melhor um para o outro. Pelo menos foi essa a impressão com que fiquei do filme. Acho que teria que voltar a vê-lo novamente para perceber melhor se era mesmo essa a ideia que o artísta estava a tentar transmitir.

 

De qualquer forma, o evento deu-me a oportunidade também para conhecer aquele hotel que fica localizado num edifício lindíssimo em Northumberland Avenue, entre Trafalgar Square e o Tamisa, num antigo edifício do Governo Britânico. Foi uma noite interessante para uma segunda-feira. Gostava era de descobrir mais eventos semelhantes que já há algum tempo que não ía a um evento deste género.

 

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Northern Soul em Londres

Ontem fui celebrar o aniversário de uma amiga numa noite de Northern Soul. Para quem não sabe, Northern Soul é um movimento criado nos anos 60 no Norte de Inglaterra dedicado a um tipo de música Soul/Motown. Os artistas Northern Soul são geralmente Americanos, que eram relativamente desconhecidos até que este grupo de pessoas do Norte de Inglaterra, começou a ouvir os seus albuns e tocá-los nas noites que ficaram conhecidas como 'Northern Soul'. O ambiente de uma noite de Northern Soul é muito positivo, simpático e com grande energia também. 

 

Para quem estiver interessado em ir a noites de Northern Soul, deixo aqui algumas ideias:

Soulnites - Organizam eventos por toda a cidade de Londres.

The list - Este site indica um grande variedade de noites de Northern Soul espalhadas por toda a cidade e arredores.

The Phoenix - Foi aqui onde fui ontem. celebrar o aniversário. As noites de Northen Soul são regulares mas convém verificar o calendário de eventos antes de irem lá ter.

 

Se conhecerem outros bons locais para uma noite de Northern Soul em Londres por favor indiquem nos comentários.

Como aprender a esquiar da forma mais dorida

E já terminaram as minhas pequenas férias na neve. Mal posso acreditar que ainda ontem estava a caminhar por cima de neve com montanhas branquinhas que me rodeavam e hoje já estou numa Londres solarenga de volta ao dia-a-dia normal. De forma geral gostei bastante da viagem e de estar num ambiente completamente diferente durante os últimos dias. Se consegui aprender a esquiar desta vez? - Mais ou menos.

 

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A parte positiva é que, sem dúvida, achei o ski mais fácil de aprender-lhe o jeito do que o snowboard, mas de qualquer forma ainda não saí de lá experiente na coisa. Dizem que a melhor forma de aprender é não ter medo de cair e deixar-se ir. Bem, eu não tive medo de cair, mas quem me dera que tivesse um pouco mais medo porque assim talvez não tivesse caído tantas vezes e não estaria tão dorida e tão cheia de nódoas negras como estou agora. Penso que o meu primeiro problema é que não cheguei a tempo de ter aulas no primeiro dia. Assim sendo, fui logo para cima da montanha e tentei descer aquilo tudo sem ter técnica nenhuma para além das dicas que a minha amiga me deu. Resultado, eu ganhava imensa velocidade, não conseguia parar, e espetava-me de poucos em poucos metros. Mesmo assim consegui fazer quase uma pista inteira, tendo passado o resto do tempo no après-ski, que passado aquelas 2 primeiras horas de esqui nesse dia já não tinha capacidade para me levantar mais uma vez que fosse do chão. 

 

No segundo dia as escolas de ski estavam encerradas por isso eu não podia mesmo ter aulas. Voltei para cima de outra montanha e lá comecei a descer uma das pistas que me parecia um pouco mais fácil. No entanto, passado uns metros, essa tal pista fácil transformou-se numa descida muito íngreme que, obviamente resultou numa grande cambalhota, parti os óculos de esqui e fiquei a sangrar do lábio. Digamos que não estava lá muito feliz depois desse sucedido e comecei a ficar muito nervosa e desanimada com a minha performance por não ser capaz de esquiar como todas aquelas centenas de pessoas incluíndo criancinhas que estavam ali a passar sem qualquer problema em descer a montanha graciosamente nos seus esquis. 

 

Já estava quase a chegar ao elevador mais abaixo que me iria levar novamente para outra montanha mais acima, mas depois daquela queda, só a ideia de ter que ir voltar a descer outra pista sem noção de quando poderia voltar a encontrar o elevador que me levaria de volta para a vila, não me pareceu nada boa ideia. por isso mesmo, em vez de continuar para baixo, decidi, tirar os esquis e andar tudo para trás a subir aquela pista íngreme a carregar os esquis porque ao menos lá em cima, sabia que estava o tal elevador que voltava à vila. Claro que ninguém sobe uma montanha numa pista de esqui. A ideia é sempre descer, logo eu bem notei nos ares de estranheza que as pessoas me davam ao passarem por mim, mas eu queria lá saber. Estava frustrada e só queria voltar a terra bem firme e seca na vila. Depois de 45 minutos a subir a pista, lá entrei no elevador e fui acalmar-me para a vila com um chocolate quente. Nessa altura tinha duas hipóteses - ou ia tirar as botas de esqui e passar o resto do dia a dar uma volta pela vila e ler um livro enquanto esperava pela minha amiga que andava pela montanha, ou ganhava coragem e ia praticar para as pistas pequenas junto à vila. Optei pela segunda hipótese e lá fui continuar a minha tentativa de aprender a esquiar. Depois de fazer essas pistas algumas vezes senti-me muito melhor comigo própria por ter conseguido manter a velocidade e descer a colina sem cair. Isso animou-me bastante e, no terceiro e último dia lá fui finalmente ter aulas.

 

Quando me apercebi que o meu grupo ia começar a aula na mesma pista onde eu tinha dado a grande queda no dia anterior só me apetecia voltar para trás, mas lá me forcei a fazer essa pista novamente. Ainda caí várias vezes, mas finalmente, a meio da manhã, e depois de muita paciência do meu instrutor, algo fez sentido e finalmente apercebi-me do que é que o meu corpo tinha que fazer para conseguir parar os esquis nas pistas íngremes. A partir daí, o número de vezes que caí reduziu consideravelmente e finalmente comecei a gostar da experiência de esquiar a descer a montanha.

 

Acabei o dia muito mais confiante e com vontade de continuar já que finalmente lhe tinha apanhado o jeito, mas esse foi o meu último dia de esqui e tive que voltar ontem de manhã. Ao menos fiquei contente porque sei que é possível eu aprender e, para uma próxima vez, acho que vou ter a possibilidade de apreciar muito mais a experiência. 

 

Dicas para quem também quer aprender - tenham aulas logo no primeiro dia e escolham um resort com pistas verdes. Acho que se eu tivesse tido aulas no dia 1 teria vindo com muito menos nódoas negras, e infelizmente o facto de ter ido para St. Anton que é um resort que não tem pistas verdes também não ajudou. Note-se que a cor da pista reflecte o seu nível de dificuldade, sendo que as verdes são menos íngremes e ideias para principiantes, as azuis são consideradas "fáceis" mas têm zonas muito íngremes, as vermelhas têm um grau de dificuldade intermédio e as negras são pistas quase verticais, para o pessoal bem mais confiante nas suas habilidades de esquiadores ou snowboarders. 

 

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Aparte das dificuldades no esqui, gostei muito dos meus dias de férias na neve. A paisagem é lindíssima, o ambiente neste tipo de locais é bastante animado e social, e as festas de après-ski, onde muitos dançam em cima das mesas a cantarolar muita música Alemã e não só, são muito divertidas. Quero voltar para o ano e estou confiante que para a próxima, a experiência de ski vai correr muito melhor. 

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