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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A experiência da meditação

No outro dia uma amiga adicionou-me a um grupo no What's App onde estavam a falar sobre marcar para ir a um Gong Bath. Chamava-se 'Psychadelic Gong Bath' para ser precisa, e todas elas estavam super entusiasmadas sobre a ideia de participarem. Eu nunca tinha ouvido falar num Gong Bath antes, mas dei uma breve vista de olhos ao evento no facebook que pouca informação dava a não ser que se referia a relaxamento, luzes e som. As raparigas no grupo do What's App também se referiram a quanto adoravam a ideia de ir relaxar e que estavam mesmo a precisar de ir a um Gong Bath, que rapidamente me apercebo que se tratava de um desses banhos quentes de spa que tinha luzes e música, daí lhe darem o nome de psicadélico. 

 

"OK, podem contar comigo" - disse eu sem pensar mais no assunto. 

No dia anterior à data marcada para o tal Gong Bath, encontrei-me com elas e uma relembrou-nos que tínhamos que trazer um tapete de yoga e uma manta. "Uma manta?" - digo eu. - "Mas não será melhor levar antes uma toalha?"

 

Ficámos um pouco atrapalhadas relativamente ao que a outra se estava a referir até que ela disse - "tu sabes que o Gong bath é para meditação, não sabes?" Desatei-me a rir. Não! Não fazia ideia que o Gong Bath não envolvia banho nenhum mas que era meditação ao som de gongs. Eu nem sequer faço yoga, quanto mais meditação. Nunca sequer tinha ouvido falar em tal termo. Claro que nos desatámos todas a rir da situação, que se elas não me dissessem, eu efectivamente iria aparecer lá de bikini e toalha. Mas tudo bem, eu gosto sempre de experimentar coisas novas por isso fui nessa. Vá de meditar. 

 

Além da pequena parte de meditação que fiz no final de 4 ou 5 aulas de yoga a que fui, só tinha experimentado meditação assim mais a sério uma vez, e tinha sido sentada num auditório a ouvir esta palestra, em que o orador assim do nada, pediu-nos para fecharmos os olhos e lá nos orientou por aquilo em que devíamos pensar - que estávamos sozinhos numa casa na floresta muito bonita junto a um pequeno rio, etc. etc. 

 

Ora ao chegarmos ao Gong Bath, lá fiz o que todas as pessoas fizeram (ou quase) - coloquei uma manta no chão porque não tinha tapete de yoga, e deitei-me colocando outra manta em cima de mim para não ficar com frio. Todas as pessoas estavam deitadas em torno destes dois grandes gongs localizados no centro desta igreja onde estávamos (julgo que seria uma igreja Baptista ou Presbiteriana, mas não sei bem). Éramos cerca de 100 pessoas no mesmo espaço, deitadas no chão. Fez-me ficar com a sensação de que estávamos todos a acampar num campo de férias. A maioria estava vestido ou com roupas largas estilo hippie/budista, ou com a sua roupa de ginásio, que era o meu caso, seguindo o conselho das minhas amigas.

 

 

Quando se deu início ao evento, a organizadora lá disse qualquer coisa de forma muito calma ao microfone, mas ela falava tão devagarinho e para dentro, que nem ao microfone consegui perceber o que ela estava a dizer.  - "Ora esta é que está boa! Agora nem sequer consigo ouvir o que a rapariga está a dizer, como raio é que vou conseguir seguir a meditação?!" Mas ela parou de falar, dirigiu-se a um dos gongs e começou a tocar nele. Olho para um lado, e as minhas amigas estão com os olhos fechados, olho para o outro, e o resto das pessoas também estão todas silenciosas de olhos fechados. "Bem, acho que devo fazer o mesmo que é para me começar a concentrar nisto". Os minutos começam a passar. Eu abro os olhos e a rapariga lá continua a bater num e noutro gong, enquanto que outra rapariga anda pelo meio das pessoas a distribuir uma espécie de cheiro de incenso pela igreja, que vinha de um vaso que ela carregava nas mãos. 

 

"Bem, dava jeito que uma delas dissesse alguma coisa que era para me guiar na meditação, senão como é que sei em que é que hei-de pensar?"

O tempo passa. Mais gongs e cheiro de incenso no ar.

"Mas no que é que esta gente toda está a pensar?"

 

O tempo continua a passar e eu desisto da ideia de que uma delas vá começar a dar-nos indicações sobre o que devemos pensar para a meditação. Tento ao máximo deixar-me entrar no momento e começo a pensar na vida, no dia-a-dia, depois começo a pensar no trabalho e arrependo-me de imediato porque eu sei que pensar em trabalho não é algo que me vá deixar ficar relaxada. Afinal relaxar é o principal objectivo da meditação, não é? Começo então a pensar se a ideia do Gong Bath não será associado à ideia de mindfulness, e eu sei que mindfulness refere-se a não pensar em nada. Logo, eu não devia pensar em nada.

 

"Não penses em nada, não penses em nada. Branco, transparente, vazio, atmosfera, ar, ar-do-mar, praia, sol, férias, ahh estou ansiosa para estar de férias. Não! Não! Não penses em férias. Isso são pensamentos da vida mundana. Tenho que pensar em nada. Nada, nada,.... Ahhhh, não consigo estar aqui a pensar em nada! Mas será que esta gente toda está aqui a pensar em nada? Nós estamos aqui, cento e tal pessoas desconhecidas deitadas no chão frio de uma igreja no Este de Londres, a uma segunda-feira à noite, durante uma hora e meia, a ouvir batuques de gong, quando podíamos estar em casa no conforto do nosso lar a fazer a meditação que quiséssemos com a música que quiséssemos sem mais ninguém, mas estamos antes aqui e pagámos por isto?!?! Mas esta gente está toda maluca?!

 

Quando acabámos a sessão uma das minhas amigas perguntou-me se eu achava que ía voltar? Eu respondi-lhe que achava que não, mas que gostei de ter passado pela experiência só para saber como é. Afinal claro que há pessoas, a maioria das que ali estavam provavelmente, que tiveram uma experiência totalmente diferente da minha e que devem adorar e que tudo aquilo tem muita lógica para eles. Respeito totalmente a sua opinião.  Se eu vou voltar? Não!

 

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A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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O que fazer em Londres em Agosto 2017

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Tem sido a conversa de todos os jornais de que a espectativa é para que este mês de Agosto vai ser chuvoso. Enquanto que qualquer um fica desapontado com esse tipo de notícias, há que pensar em todas as possibilidades de actividades que este mês tem para oferecer, que nem todas necessitam de dias solarengos. Aqui fica uma seleção

 

London Craft Beer Festival O que é? Pelo 5º ano seguido, este festival conta com a oportunidade de provarem cerveja de 45 cervejarias artesanais. O bilhete para o festival permite beberem quanto quizerem. Quando? 4 a 6 de Agosto. Quanto? £42. Onde? Hoxton Square, Shoreditch

 

Festiwell O que é? Workshops de yoga e meditação que conta tamb+em com música e palestras sobre meditação, bem-estar e nutriçãoa também com palestras Quando? 6 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Granary Square

 

Cinema no Tamisa O que é? A TimeOut organizou uma série de noites de cinema no Tamisa ao longo deste verão, mas agora tem uma nova noite separada onde podem ver o filme Moonlight. Esta sessão de cinema é passada num barco ao longo do Tamisa. Quando? 12 de Agosto. Quanto? £38 Onde? Regent's Park

 

ZiferJam O que é? O café Ziberflast em Shoreditch está a organiizar uma noite de música improvisada aberta a todos. Quando?  3 de Agosto . Quanto? £5 e conta com snacks. Onde? Shoreditch

 

The Beast - Castelo Insuflável para Adultos O que é? O maior percurso de insufláveis do mundo vai estar em Londres este Agosto. Quando vi as imagens publicitárias fez-me lembrar dos 'Jogos sem Fronteiras' que costumavam dar na televisão, para quem já cá anda à anos suficientes para se lembrar disso. E para quem não se lembra, precisam apenas de saber que eram uns jogos divertidos em que o pessoal andava em cima de insufláveis e outras coisas mais para ver quem conseguia chegar ao final primeiro. Quando? De 25 a 28 de Agosto. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Alexandra Palace

 

Shuffle Festival O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com sessões de filme, palestras, passeios guiados, arte, música, comida. Quando? 26 e 27 de Agosto. Quanto? £23. Onde? Tower Hamlets Cemetery, Mile End

 

Notting Hill Carnival O que é? O famoso carnaval de Notting Hill decorre no fim-de-semana prolongado no final de Agosto. Esperem paradas tipo de carnaval Brasileiro, muita música espalhada pelo festival inteiro,comida das caraíbas, animação de ruas e uma grande multidão nas ruas.. Quando? 27 e 28 de Agosto. Quanto? Gratuito Onde? Notting Hill

1º Aniversário na nova casa

Mal posso acreditar que já passou um ano desde que me mudei para o meu apartamento. Há exactamente um ano atrás, por esta hora (20:30h) estava eu no IKEA de Edmonton duvidosa sobre as várias opções de mobílias que tinha visto, com o meu namorado chateado a dizer que eu me tinha que despachar que já estava mais que farto de estar ali  Claro que acabei de sair de lá só mesmo quando fecharam a loja e nos mandaram embora, mas saí sem tudo aquilo que queria e, com a pressa, ainda acabei por trazer umas coisas de que mais tarde me arrependi. 

 

Eventualmente aos poucos e poucos lá fui encontrando as coisas que queria e hoje, um ano mais tarde, sinto-me confortável nesta casa e consegui decorá-la da forma que mais ou menos imaginei ao início. No entanto, ainda não está tudo. Faltam principalmente alguns quadros na parede e um tapete para a sala, mas tenho que ter uma nova onda de energia para voltar a andar à procura deles. 

 

Mantenho-me contente com a decisão de ter comprado em 'shared ownership' e recomendo para quem está na dúvida se essa será uma boa opção. No meu caso ainda não vi qualquer factor negativo relativamente a ter comprado em 'shared ownership' em vez de por inteiro, e bem sei que é uma dúvida que balança muitas pessoas, quando se encontram na fase de comprar casa. Valorizo tanto a localização que tenho a certeza que não iria ter gostado tanto de viver numa casa equivalente mas que fosse totalmente minha, numa zona mais distante onde o valor total da casa fosse mais alcançavel para mim. 

 

No primeiro dia em que fui buscar as chaves e entrei no meu apartamento pela primeira vez, sentei-me no chão da varanda com uma garrafita de vinho branco. 

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Um ano depois, estou a celebrar na mesma varanda com um copo de gin e tónico, com a diferença que desta vez já não me tenho que sentar no chão.

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Os sustos da vizinhança

A principal desvantagem que encontro ao viver num edifício novo é que este parece ser mais apelativo a pessoas mal intencionadas. Vai fazer um ano neste próximo domingo que estou a viver no meu apartamento e, apesar de ainda não ter tido problemas pessoalmente, já apanhei uns quantos sustos através de informação recebida pelos meus vizinhos.

Por volta do início deste ano vi que as grades do portão da garagem estavam completamente abertas como se um carro se tivesse enfachado nas grandes. Não fazia ideia do que tinha acontecido por isso decidi criar um grupo no Facebook para o nosso edifício, e coloquei uma carta nas caixas de correios de cada vizinho para convidá-los a juntarem-se ao grupo. Resultou, e apesar de nem todos os vizinhos fazerem parte do grupo, a grande maioria está lá. Foi a partir daí que começamos a trocar informações sobre o que se passa no edifício, problemas a resolver, etc. E o que descobri é que o nosso edifício e os edifícios adjacentes têm sido target de ladrões e afins. É um pouco preocupante. Passo a listar:

  • Como todos os apartamentos têm janelas do chão ao tecto é muito fácil ver o que está dentro da casa, e num apartamento de rés-do-chão no edifício oposto ao meu, uma tarde uns gatunos tentaram quebrar os vidros de uma janela para entrar no apartamento. Felizmente os vidros são de qualidade e, apesar de conseguirem raxar o vidro, não foi suficiente para o partir.
  • Os apartamentos do nosso edifício têm acesso a uma área de bicicletas fechada numa zona na garagem, que portanto é relativamente difícil de aceder sem a chave de acesso, mas outros apartamentos da parte lateral do edifício têm uma área de bicicletas cujo acesso dá para a rua e já ouveram duas tentativas, uma delas com sucesso, de roubo de bicicletas.
  • Já desapareceram umas poucas encomendas da zona do hall de entrada.
  • No outro dia um vizinho encontra um rapaz adolescente sentado nas escadas. O vizinho pergunta-lhe o que está ali a fazer e se precisa de alguma ajuda. O rapaz diz que veio visitar a mãe dele que mora no apartamento 20 mas que ainda não está em casa por isso ele está à espera dela. O vizinho disse-lhe que ele tinha que esperar na rua que não o podia deixar ali. E ainda bem que o fez, porque assim que ele informou-nos do assunto no Grupo do Facebook um rapaz respondeu a dizer que ele vive sozinho no apartamento 20, logo o rapaz estava a mentir. Mas claro que estaria, e o meu vizinho sabia disso porque simplesmente não mora ninguém com idade de ser mãe de um adolescente neste edifício. É tudo pessoal relativamente jovem na casa dos 20 e 30 anos, e as únicas pessoas com filhos, têm filhos bebés. Não sabemos porque ele queria ficar sentado na escada do edifício, mas coisa boa não era.
  • O último, ontem mesmo, foi quando um vizinho informou que pela segunda vez reparou que um homem fica parado na nossa rua por muito tempo a olhar para os apartamentos, e quando o homem reparou que o meu vizinho estava a olhar para ele, começou a masturbar-se. O vizinho chamou a polícia e o homem fugiu. Quando ele colocou a informação no Facebook, outras pessoas disseram que também já tinham reparado nesse homem.

Parece inacreditável como em um ano, já tantos eventos ocorreram que retratam que existe perigo eminente aqui à volta. Mas pergunto-me se este tipo de perigo se encontra particularlmente por estes edifícios por serem novos, por esta zona especificamente, ou simplesmente, como temos este grupo, acabamos por saber e trocar mais informações do que em apartamentos onde vivi anteriormente, onde não tinha qualquer forma de comunicação com vizinhos para além de um 'bom dia' ocasional. Adorava saber se outras pessoas que vivam em Londres em edifícios ondem exista comunicação entre vizinhos, também têm conhecimento de semelhantes perigos?

Lisboa já não é o que era

Está cada vez melhor! Estive de visita durante a semana passada por cerca de 5 dias e devo dizer que descobri vários locais diferentes, e gostei bastante da nova atmosfera. Lisboa está cada vez uma cidade mais cosmopolita, os residentes estão a aproveitar os edifícios bonitos da cidade como espaços para novos estabelecimentos interessantes mas mantendo o seu carácter original. Nota-se que há um cuidado maior e apreciação pela cidade e por manter a tradição, se bem que com um toque mais moderno e original. Já tinha ouvido pessoas dizerem que Lisboa é considerada a nova Berlim, e parece-me que têm razão. Lisboa está a tornar-se mais apelativa como cidade de residência para artistas e pequenos empresários, que conseguem obter rendas de estabelecimentos e residência mais baratas que nas outras principais cidades Europeias, enquanto que tem a vantagem do bom clima, comida e simpatia dos Portugueses. Este factor está intimamente ligado ao aumento do turismo. Lembro-me que nos primeiros anos em que cá estive, sempre que ouvia alguém dizer que ía a Portugal, estavam a referir-se ao Algarve, mas hoje em dia, ambos Lisboa e Porto são frequentemente mencionados como as cidades de destino quando vêm a Portugal. 

 

Parece-me que o Porto até está um pouco mais avançado em termos de ter estabelecimentos interessantes e apelativos ao turismo e aos residentes, pelo que tenho ouvido falar, mas já não vou ao Porto desde a minha época de universidade, por isso está na minha lista de locais a revisitar em breve. 

 

No outro dia estava eu a tomar uma bebida no Broadway Market, quando ouço a conversa de um casal jovem Britânico ao meu lado que estavam a contar aos amigos como tinham apresentado a sua demissão no trabalho e se íam mudar para Lisboa, explicando todas as vantagens que eles encontram por se mudar para lá, tais como as que mencionei acima.

 

A minha chefe de Nova York também tem planeado fazer uma visita de 2 semanas com a família este verão por Lisboa, Porto e Algarve, e duas outras colegas de NYC também planearam uma viagem de 1 semana a Portugal este verão. Tenho outro casal amigo que foi passear ao Porto na semana passada, outro casal tinha vindo à duas semanas a Lisboa, etc, etc, etc. Só para verem a frequência com que isto está a acontecer. Adoro saber que os estrangeiros estão a apreciar cada vez mais visitar o nosso país, e depois desta minha passagem por Lisboa, ainda tenho mais locais para recomendar. 

 

Alguns dos locais onde fui pela primeira vez que desconhecia incluem:

  • O bar da Duna da Cresmina com uma vista espectacular para o Guincho e com um DJ a animar o ambiente
  • Bar Procópio nas Amoreiras - já existe há muitos anos mas ainda não conhecia. Ambiente vintage e cocktails deliciosos
  • Embaixada LX no Príncipe Real - todo o carácter deste edifício do século XIX com lojinhas, restaurantes e bares muito giros e altamente populares
  • Pão à Mesa no Príncipe Real - restaurante com bom ambiente e cozinha
  • Vários bares e restaurantes no Cais do Sodré, perto da Rua Cor-de-rosa

 

O que fazer em Londres em Julho 2017

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A variedade de eventos ao ar-livre que decorrem em Londres este mês é enorme, e o melhor de tudo é que muitos deles são gratuitos. Desde cinema a escorregas de água, teatro e muito mais, este não é um mês para se ficar em casa. Fica uma seleção de alguns dos eventos a decorrer este mês pela cidade.

 

Cinema ao ar-livre no British Summer Time O que é? Sessões de cinema abertas ao público que apresentam desde La La Land, ao Rei Leão ou Dirty Dancing, entre vários outros filmes. Quando? 3 a 7 de Julho. Quanto? Gratuito. Chegar cedo para conseguir lugar. Onde? Hyde Park

 

Ecrãs gigantes para o Wimbledon O que é? Os fãns de ténis que não conseguirem um bilhete para Wimbledon, podem ver os principais jogos no ecrã gigante de Kings Cross. Quando? De 3 a 17 de Julho. Quanto? Gratuito. Onde? Lewis Cubitt Square

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? Até 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Our/ London Vodka Festival O que é? A equipa da Our/ London Vodka está a organizar um mini-festival de vodka que conta com música e comida em Hackney Downs Quando?  Todos os sábados até 19 de Agosto . Quanto? A partir de £10. Onde? Hackney Downs

 

Zip World em Londres O que é? Este verão vão poderia experimentar ver o centro de Londres a alta velocidade empoleirados num zip wire, que está para ser o zip wire mais longo e veloz dentro de uma cidade. Quando? De 6 Julho a 1 Outubro. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Archbishops's Park, Southbank.

 

BP Big Screens O que é? Os fãns de ópera vão poder ver a La Traviata ou a Turandot gratuitamente ao ar-livre e ao vivo através dos ecrãns patrocinados pela BP que todos os anos deliciam os fãns de ópera por altura do verão. Quando? 4 e 14 de Julho. Quanto? Gratuito Onde? Hammersmith, Trafalgar Square e Woolwich para ambos os dias

 

Festival de Verão de Alexandra Palace  O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com diversões, música, comida, teatro, silent disco, escorrega gigante e cinema ao ar-livre. Quando? 22 de Julho. Quanto? Preços variam dependendo da atração escolhida. Onde? Alexandra Palace.

Um casamento muito (pouco) Britânico

Não tenho parado nas últimas duas semanas - foi a semana final de preparação para um evento importante que tivemos no trabalho, decorreu o tal evento, e este foi seguindo de umas mini férias em Como na Itália para ir a um festival de lindy hop. Apesar de todo o entusiasmo que rondou as duas últimas semanas, estou contente por ter finalmente uma semana mais calma pela frente. 

 

No meio destas duas semanas, fui também a um casamento de que gostei imenso. Talvez tenha até sido o casamento de que tenha gostado mais até agora. Não por ter sido um casamento bonito tradicional (que foi), pelo local escolhido para o casamento (que foi uma mansão de campo lindíssima), ou pela comida e bebida fornecidas (que também foram bons, se bem que num casamento Inglês nunca se tem tanta grandeza e variedade de comida e bebida como num casamento Português), mas sim pela forma como os convidados participaram na festa. É que tenho a sensação de que nos vários casamentos, ao chegar a parte da dança há sempre muitas pessoas que ficam sentadas de lado a olhar para a minoria que dança um pouco. Neste casamente, no entanto, todos dançavam, todos estavam animados, dos mais velhos aos mais novos, e foi muito giro ver como todos os convidados se demonstraram tão envolvidos na festa o que os noivos gostaram imenso. Acho que também ajudou ao ambiente o facto de que depois do primeiro intervalo da banda, todos os convidados foram presenteados com um set de luzinhas (como as que se colocam numa árvore de natal), e todos foram para a zona de dança, coloridos com luzes. Nunca tinha visto isso em nenhum casamento antes mas a ideia foi excelente porque tornou o ambiente muito agradável e divertido. 

 

Quando a música teve que parar à meia-noite, como íamos todos passar a noite na casa onde se realizou a festa do casamento, fomos um grande grupo para o relvado da casa, incluindo familiares dos noivos, conversar, cantar, etc. Foi mesmo muito giro e, apesar de ser realizado de forma altamente tradicional conseguiu ser o casamento mais diferente a que já fui. 

 

Fica uma séria de fotos que coloquei no Instagram:

 

 

 

Um dia de casamento lindo num edifício fabuloso no campo de #westsussex #sussex #casamento #campoingles #arquitectura #manorhouse #wistonhouse

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Dia de eleições

Hoje é o grande dia das eleições para decidir o próximo governo. Quando a actual Primeira Ministra Theresa May, convocou este dia em meados de Abril, todo o país estava certo de que o seu partido dos Conservadores iria ganhar a larga maioria, principalmente porque o líder do partido Trabalhista tinha uma imagem muito negativa. 

 

Foi interessante ver o desenrolar destas últimas semanas porque a situaçāo mudou um pouco e, actualmente, apesar de ainda ser provavel que os Conservadores ganhem as eleições, as sondagens demonstram que o Partido Trabalhista está a ter muitos mais adeptos e o seu líder Jeremy Corbyn cada vez é melhor visto pela populaçāo. 

 

Gostava muito de poder votar, mas sinceramente, mesmo que votasse acho que o meu voto nãiria contar assim tanto porque, ao contrário do que acontece em Portugal, onde o número de deputados eleito é propocional ao número de votos para o partido. No Reino Unido os deputados são eleitos, um por constituiçāo, sendo que é a maioria dos votos da constituiçāo que conta em vez da maioria dos votos de todo o país. Penso que em Londres a maioria dos votos nāo seja para o Partido Conservador, mas o mesmo nāo posso dizer das constituições em muitas outras partes do país. 

 

A ver vamos os resultados ao final do dia. Estou curiosa pelos resultados. 

 

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Homenagem às vítimas do ataque de Londres

Os acontecimentos de sábado são inexplicáveis e incomprensíveis. Nada que se possa dizer pode trazer as vidas inocentes perdidas de volta. Mas quiz perceber como o público respondeu aos ataques através dos posts que têm colocado no Instagram. Fica a selecção de alguns posts que demonstram o sentimento da população Britânica e não só. 

 

 

 

I can't say I'm shocked/surprised/horrified by the recent terror attacks in the #manchester and #london. I pretty much grew up with it being all around back at home. We used to have a period of few years when every week there was a suicide bomber attack on a bus, restaurant or a mall..... . But for my fellows here in the UK and all over the world i can say: Never be afraid. Choosing life and love is the key to defeat all the evil in this world. . This video of me was taken on November 2015 while i was playing for the thousands of people that came to the solidarity vigil in #trafalgarsquare after the #parisattacks . Sadly to say it is still relevant today. ☮️&💜for all. . 🎵"Je Suis Malade" . #violin #violinist #violins #violino #violinista #violine #violín #violinplayer #virtuoso #soloist #classicalmusician #orchestra #ilovelondon #ilovemanchester #prayformanchster #barmarkovich #classicalmusic #prayforlondon #jesuismalade #beaumontmusic #london🇬🇧 #londonbridge #musician #violin🎻 #stringplayer

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#morelove#westandtogether #Ilovelondon#Londonbridge#manchester #Londonisopen #peace#westminsterbridge #thankyou

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