Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Aqui lava-se a louça na casa-de-banho

Faz hoje uma semana que foi com grande espanto meu que chego a casa e encontro a cozinha neste estado:

cozinha_vazia.JPG

Ou seja, já não havia cozinha. Onde agora se vê uma parede meia desfeita com uns tubos a sair, costumava estar o louva louças e respectivos armários. Onde se vê um chão de madeira, estava um chão igual ao que se vê no resto da cozinha. Eu sabia que o pessoal da manutenção ía lá a casa naquele dia, mas era suposto irem tapar uns buracos e arranjar a máquina de lavar roupa. Em vez disso, identificaram que o chão tem problemas de infiltrações e tiraram aquilo tudo. Fiquei sem água na cozinha e sem máquina de lavar roupa. 

 

Durante esta semana veiu um especialista analizar a situação do chão e disse que vão ter que tirar aquilo tudo e colocar um chão novo. Isso vai demorar ainda pelo menos mais uma semana e, durante esse período, possivelmente durante 2 ou 3 dias não vamos conseguir aceder à casa-de-banho, visto que é preciso passar pela cozinha para lá chegar. Estou para ver como é que essa situação vai ser resolvida, mas ou vão ter que nos recolocar para outra casa ou pagar um hotel. Senão, como é que vamos fazer sem casa-de-banho e sem acesso a água em casa?

 

A parte da comida para já é a pior porque não dá para estar a cozinhar num local onde não tenho acesso a água e, nas eventuais situações em que não tenho outra hipótese senão utilizar um faca ou outro utensílio, que remédio tenho tido eu se não ter que ir lavar a louça à bacia da casa de banho. Definitivamente não é o local ideal para o fazer por isso tenho-o evitado ao máximo. Esta semana a minha solução para o jantar tem sido, ou jantar fora, ou comprar saladas no supermercado que já venham com garfos de plástico, ou pizza ou então tenho jantado em locais como o Itsu (restaurante Japonês de pronto-a-comer) que, para quem não sabe, todas as noites, meia-hora antes de fechar, vende todos os produtos de frigorífico a metade do preço.

 

A ver quanto tempo é que esta situação vai durar...

Top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar à venda no Reino Unido

Apesar de já estar a viver no Reino Unido há vários anos, há coisas que vão-me sempre fazendo falta e que é difícil encontrar por cá. Fica aqui o meu top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar no Reino Unido à venda em comparação com a facilidade com que os encontro em Portugal:

 

1 - Alcóol etílico

Esta gente deve ter medo de vender alcóol etílico para o caso de alguém ter a ideia de o ir beber. Encontram-no ocasionalmente se pedirem por "surgical spirit" que é basicamente uma versão aguada do alcóol etílico que nem borbulha, nem dói, nem nada nem que se despeje a garrafa para cima de uma ferida aberta.

surgical spirit.PNG

 

2 - Água oxigenada

Também difícil de encontrar mas já existe com maior frequência já que o estrago não é tão grande se alguém beber aquilo - peçam por hydrogen peroxyde. 

hydrogen peroxide.PNG

 

3 - Bacalhau

 Ou "salted codfish" também só conseguem encontrar àparte das lojas Portuguesas, em alguns hipermercados na zona da comida das caraíbas ou em alguns mercados que geralmente vendam produtos das caraíbas. Esse bacalhau, no entanto, não se vende inteiro como o nosso, mas às pequenas tiras por isso podem esquecer o bacalhau cozido com couves porque aquilo que se compra por aí só dá para um bacalhau à brás.

saltfish.PNG

4 - Escova de dentes com cabeça

Parece estranho, mas vão lá à vossa Boots mais próxima a ver se conseguem encontrar muitas escovas de dentes com a cabeça para tapar a escova quando não a estão a utilizar? Vão encontrá-las em muito menos locais do que possam imaginar. 

escova cabeça.jpg

 

5 - Farinha maizena

Esta é a "cornflour", mas também não há por tudo quanto é mercearia tal como em Portugal. Têm que ir aos hipermercados ou a lojas de comidas alternativas/orgânicas/naturais e afins.

cornflour.jpg

 

Sintra - o concelho fantasma de dia e perigoso de noite

Voltei no domingo à noite de umas mini-férias em Portugal. Mini-férias porque afinal, comecei o novo emprego apenas há um mês, e não queria estar já a tirar um longo período mas também não queria deixar de visitar a família. 

 

Tal como habitual, passei o meu tempo em Portugal entre a casa dos meus pais que moram num bairro na linha de Sintra e a aldeia onde mora a minha avó, e o que reparei é que, quer num sítio quer noutro, a população jovem está a diminuir consideravelmente. Isso não é propriamente novidade quando se fala de uma aldeia, mas na zona suburbana de Lisboa? Isso parece-me um pouco estranho visto que, na época em que os meus pais se mudaram para lá, há pouco menos de 40 anos, os bairros ali da zona ainda estavam todos a ser construídos e era a zona favorita para os novos casais colocarem raízes - perto de Lisboa mas onde comprar casa era consideravelmente mais barato. Quando ali vivia, o bairro era um rebuliço de crianças a brincar nas ruas, jovens nos cafés e bares. Agora,... vejo as pessoas da idade dos meus pais e mais velhos, nos cafés e pastelarias, e é só. Crianças são poucas e o bairro de forma geral está muito mais calmo em termos do número de pessoas que se vê nas ruas, mas também é considerado mais perigoso em termos de assaltos, o que dantes não se ouvia tanto falar. 

 

Por outro lado na aldeia da minha avó, começa a ser triste passar naquelas ruas e ver cada vez mais casas degradadas, desprezadas pelos donos ou com placas de "Vende-se" nas janelas que já lá estão há anos. 

 

Fiz uma pequena pesquisa para ver se conseguia encontrar uma justificação para esta diferença. Segundo o Diagnóstico Social do Concelho de Sintra, em relação aos últimos sensos de 2011, a situação no concelho de Sintra em termos de população é que tem a maior taxa de população estrangeira do país, representando 8.65% da população de Sintra o que se refere um valor quase 2% superior ao valor da zona metropolitana de Lisboa. Mas o facto de haver mais imigrantes em Sintra não justifica a população envelhecida.

 

Segundo o INE (2013)  “O Pais mantém a tendência de envelhecimento demográfico, processo que se evidencia na alteração do perfil que as pirâmides etárias apresentam nos últimos anos, quer na base da pirâmide etária – realçado pelo estreitamento, que traduz a redução dos efetivos populacionais jovens, como resultado da baixa de natalidade – quer no topo da pirâmide – pelo seu alargamento, que corresponde ao acréscimo das pessoas idosas, devido ao aumento da esperança de vida, observando-se algum desequilíbrio entre os efetivos masculinos e femininos nas idades mais avançadas” - ora esta lenga lenga toda basicamente significa que o pessoal anda a ter sexo a menos. Isso já trás alguma justificação, visto que há decréscimo do número de bébés.  Também se notou um decréscimo na população jovem dos 30-34 anos entre os censos de 2001 e os de 2011.

 

Outra estatística interessante, é que, segundo a Marktest, referindo-se também aos censos, apesar do concelho de Sintra ser um dos mais populados do país, tem um saldo das deslocações diários negativo ou seja, o número de pessoas que saem do concelho para trabalhar e estudar todos os dias é superior ao número de pessoas que entram no concelho todos os dias. Ora mas se as pessoas apenas estão em Sintra para ir dormir, isto vai um pouco em contra ao que foi anunciado pela Bloom Consulting que colocou o concelho de Sintra na 7ª posição no ranking 'City Brand Ranking' de Portugal, o qual se baseia num critério que avalia cada cidade com base na sua qualidade para viver, negócios e visitar. Ora mas se a maioria das pessoas do concelho nem sequer lá trabalha, como é que o concelho de Sintra recebeu tal posição?

 

Em termos de criminalidade, segundo um artigo da Prosegur, Lisboa e Sintra apresentaram maior ocorrência de criminalidade no país em 2014 - 35% do conjunto de todos os distritos. E finalmente, a nível de emigração, embora não tenha encontrado dados específicos para os residentes da zona de Sintra, nota-se que a nível do país tem havido um forte crescimento do número de emigrantes Portugueses segundo o SEComunidades

 

portuguese emigration stats.PNG

 

Ora com isto tudo dá para concluir que, a população do concelho de Sintra, principalmente no bairro em que os meus pais vivem, está a ficar mais envelhecida porque, apesar deste ser o concelho com maior número de imigração, quem entra no concelho prefere ir trabalhar ou estudar fora dele, o que torna a zona quase fantasma aos dias de semana durante o dia. Além dos mais, com uma taxa de criminalidade elevada, isso previne o interesse dos jovens casais fazerem o ninho por lá, muitos mudam-se para o estrangeiro e, os que lá ficam, não andam com vontade de fazer sexo (ou então protegem-se bem) porque cada vez há menos bébés. Com isto tudo, parece-me que os únicos que estão errados são os tipos da Bloom Consulting que, obviamente não percebem nada de interpretar estatísticas, porque senão não teriam colocado o concelho com um ranking tão elevado.

 

Não digo que Sintra seja um concelho mau para se viver, porque de facto não o é e, Sintra na minha opinião, continua a ser uma das vilas mais bonitas que alguma vez vi. Para além da vila, existem também muitas zonas no concelho com grande potencial para se tornarem atraentes para a população, mas neste momento falta ali qualquer coisa. Falta a criação de uma diferenciação da zona. Falta identificarem aquilo que Sintra tem de melhor e fomentar o seu desenvolvimento tanto a nível do planeamento do território, como de estabelecimentos de comércio, espaços públicos, estabelecimentos de educação, de artes, eventos públicos e outros que transformem Sintra num concelho muito mais atraente do que actualmente é, tal como o merece. 

 

Hackney: Destinação Noite ou Destinação Casa

Hackney é actualmente conhecido como um dos melhores destinos nocturnos de Londres, votado pela Vogue como um dos 15 bairros mais "cool" e "trendy" do mundo. No entanto, o município local entende que o contínuo desenvolvimento da noite de Hackney está a ser detrimente para a zona e quer colocar restrições significativas, limitando as horas em que são permitidas servir bebidas alcoólicas e restringindo a abertura de novos estabelecimentos nocturnos. 

 

hackney_night.PNG

 

Há cerca de 7-8 anos atrás lembro-me de que, àparte de Shoreditch, que já era popular na altura, não queria entrar em outras partes de Hackney porque era conhecida como uma zona perigosa com gangs, crime de faca, etc. Com essa percepção, Hackney era também uma zona mais barata para alugar ou comprar espaço de trabalho e para viver. Assim sendo, a comunidade artística na procura de tais espaços baratos, começou a mudar-se para Hackney. Com essa comunidade vieram também novos cafés, restaurantes independentes e estabelecimentos nocturnos. 

 

Aos poucos e poucos, Hackney tornou-se um destino popular e, hoje em dia, está talvez um pouco popular de mais, sendo que a zona de Shoreditch foi levada ao extremo da popularidade e de levar a noite ao exagero. Ainda ontem passei por lá. Por volta das 3h da manhã, as ruas estavam muito sujas com garrafas de cerveja, outras bebidas e restos de comida espalhadas pelo meio das ruas, com pessoas com ar completamento destruído a vomitarem-se pelo passeio, sirenes de polícia por todo o lado,... Existe uma falta de controlo da população que aproveita a noite e isso nota-se principalmente em Shoreditch, e cada vez mais também em Dalston. Penso que seja exactamente por isso que agora o município local está a considerar tomar medidas drásticas para restringir essa situação ao sugerir a seguinte proposta:

  • Os estabelecimentos nocturnos passam a ser restringidos a servir álcool apenas até às 23h de domingo a quinta-feira, e até às 24h às sextas e sábados à noite.
  • Os takeaways vão ter que fechar pelas 23h ou 24h dependendo da sua localização.
  • Novos bares e restaurantes na zona de Kingsland Road e Stoke Newington High Street vão ter que fechar no máximo às 23h de domingo a quinta-feira e às 24h às sextas e sábados.
  • Estabelecimentos com grande capacidade de pessoas não vão ser permitidos.
  • Novos estabelecimentos nocturnos na zona de Shoreditch não vão ser permitidos abrir a não ser em casos de algumas excepções.

Podem ler toda a proposta aqui.

 

Percebo que algo deve ser feito para melhorar o ambiente nocturno de Hackney, mas penso que tais restrinções não sejam a solução. Com essas medidas o município parece estar a dizer que tem que tratar os locais como crianças dizendo-lhes o que podem ou não fazer e mandando-os cedo para casa. Talvez a solução passe mais por uma questão de educação, não só da população, mas dos próprios estabelecimentos, para que controlem melhor o ambiente dos seus estabelecimentos e que parem de servir quando virem que o consumidor ja está demasiado embriagado. Talvez essa seja uma possível solução que ajude a manter algum controlo sem ter que estar a 'castigar' a população inteira pelos exageros e desordem instigada por alguns. 

 

Perante as notícias, foi lançada uma campanha contra estas propostas através do novo site WeLoveHackney. Quem quiser dar a sua opinião relativamente à proposta apresentada directamente ao município, poderá fazê-lo aqui.

 

 

O novo carnaval de Notting Hill é em Brixton

Não sabia bem o que esperar da versão mais pequena do Carnaval de Notting Hill, que era como tinham caracterizado o Brixton Splash, mas essa descrição retratou bem o evento. As ruas que circulam toda a zona do mercado até a praça do cinema Ritzy estavam recheadas com uma multidão que dançava ao som do reggae vinda dos vários palcos de música. A música, decorações, comes e bebes, estavam muito influenciados pelo que é tradicional nas illhas das Caraíbas e, sem dúvida que o ambiente era de alegria e de festa. 

 

O evento já decorre há 10 anos e cada ano tem vindo a crescer consideravelmente consoante amigas minhas que tinham ido noutros anos. A desvantagem, é que ao ter crescido tanto, aquelas ruas já parecem pequenas demais para aguentar a população que vem para os festejos e, em certos momentos era difícil de conseguir atravessar. Penso que, para que o evento continue a ter sucesso, terão que extender o número de ruas envolvidas no evento para que as pessoas se espalhem um pouco mais e o evento se torne mais confortável. Sem dúvida que a confusão me fez relembrar o Carnaval de Notting Hill, por isso acho que já fiquei satisfeita com a minha dose de carnaval por este ano. 

brixtonsplash1.PNG

 A festa no terraço em Coldharbour Lane, tinha a melhor vista para o evento

 

brixtonsplash2.PNG

 Soundsystem na Atlantic Road

 

brixtonsplash3.PNG

 

 

O que fazer em Londres em Agosto 2015

fazer_agosto.png

E chegámos a Agosto. Fui relembrada hoje pela manhã por uma amiga minha que se lembrou de me enviar uma mensagem com o link para esta música. Isto é que foi uma rambóia logo pela manhã com o som a bombar tal pérola da música Portuguesa. Fez-me ficar com vontade de ir a um dos bailes da terra onde já não vou há sei lá quantos anos. Bailes da aldeia vão estar em cheio este mês por Portugal inteiro a animar o pessoal com som do Dino Meira e afins. Por aqui, não temos esses bailes mas olha, há outras coisas:

 

Brixton Splash O que é? Uma versão pequena do Carnaval de Notting Hill que conta com uma procissão carnavalesca, palcos com DJs ao ar-livre e muita Jerk Chicken caríbeana. Quando? Domingo, 2 de Agosto. Quanto? Grátis. Onde? Pelas ruas de Brixton. Estação? Brixton.

 

First Thursdays O que é? Este evento decorre na primeira quinta-feira de todos os meses e refere-se a mais de 150 galerias no Este de Londres estarem abertas até às 21h desse dia. Geralmente são organizados outros eventos especiais e algumas galerias oferecem bebidas, algumas têm animação de rua, etc. Como está a decorrer actualmente a exposição trienal da Whitechapel Gallery The London Open, acho uma boa oportunidade para lá ir. Quando? 6 de Agosto. Quanto? Gratuito Onde? 150 galerias no Este de Londres  

 

Evento Social InterNations - Gold and White Party O que é? Evento organizado pelo InterNations com o objectivo de socialização para se conhecer pessoas novas. Este mês, o principal evento vai ser uma festa temática de 'Branco e Dourado' no reconhecido bar/discoteca Kensington Roof Gardens. Quando? Sexta, 7 de Agosto. Quanto? Grátis ou £10 dependendo do tipo de membro. Onde? Kensington Roof Gardens. Estação? Kensington High Street.

 

Visions O que é? Festival de música indie, electrónica, mellow, punk, craft beer, street food e tudo o que seja extremamente "arty" e "cool" a decorrer num só dia nos bares underground de Dalston e arredores. Quando? Sábado, 8 de Agosto. Quanto? £35. Onde? Vários bares, pubs e discotecas em Hackney.  

 

London South Korean Festival O que é? Apresentação de arte e cultura tradicional e contemporânea da Coreia do Sul. Quando? Domingo, 9 de Agosto. Quanto? Grátis Onde? Trafalgar Square.  Estação? Charing Cross ou leicester Square.

 

Exibição de Joana Vasconcelos: Material World O que é? A artista Portuguesa Joana Vasconcelos tem em exposição 40 peças do seu trabalho ao longo dos anos, incluíndo uma aranha côr-de-rosa gigantesca em Londres numa galeria numa das praças mais tradicionais e ricas de Londres - Berkeley Square em Mayfair. Quando? Até 28 de Agosto. Quanto? Grátis. Onde? 30, Berkeley Square. Estação? Green Park.

 

Notting Hill Carnival O que é? Todos sabemos o que é - o maior carnaval Europeu, com dezenas de zonas de festas de rua, milhares de pessoas e uma energia e animação incríveis. Quando? 30 e 31 de Agosto. Onde? Notting Hill. Estação? Várias. Ver site para horários porque nem todas estão abertas durante o carnaval.

 

BBC Proms  O que é? Festival de música clássica anual que é oferecido ao público a preços muito mais reduzidos do que o preço habitual de concertos clássicos.Quando? Até 12 de Setembro.Onde? Royal Albert Hall. Estação? Kensington High Street.

Archikids

Este fim-de-semana decorreu o festival Archikids que é dedicado a dar a oportunidade às crianças de Londres e respectivas famílias, a conhecer os mais interessantes e icónicos edifícios de Londres localizados na zona financeira da City of London. Este projecto, que é organizado pela Open City, pareceu-me muito interessante porque tem como principal objectivo educar a geração mais nova sobre os projectos arquitectónicos da cidade, e expô-los à decoração e design desde cedo através de uma variedade de workshops, visitas guiadas e competições. 

Ao criarem este festival, não só estão a dar a oportunidade gratuita para as crianças conhecerem edifícios tais como o 30 St. Mary Axe (Gherkin), o Guildhall, Broadgate City of London e outros, mas também é uma forma de despertar o interesse de design e arquitectura nas jovens mentes.

archikids.PNG

Não sei se existe um evento semelhante em Lisboa ou no Porto mas sem dúvida que me parece que seria uma boa ideia para essas cidades também poderem dar a descobrir o que têm de melhor em termos de arquitectura às gerações mais novas. 

Entrentanto, os mais graúdos em Londres vão ter a oportunidade de também visitar todos esses edifícios e muito mais, no fim-de-semana em que a Open House London abre as portas dos edifícios ao público que vai decorrer este ano no fim-de-semana de 19 e 20 de Setembro.

Estou a ficar velha?

Ontem tivemos uma festa na empresa para celebrar uma recente ronda de investimento que a companhia recebeu.

 

Primeiro, os 3 escritórios em Londres, Nova York e Cordoba tinham as respectivas câmaras ligadas e fizemos todos juntos um brinde ao futuro da empresa. Depois, como para nós em Londres já se apróximava do final do dia, fomos jantar num restaurante em Chelsea. O ambiente estava óptimo e foi uma boa oportunidade para conhecer melhor os novos colegas, mas quando o relógio passou das 23h eu começo a pensar em como é que vou voltar a casa, já que vivo no lado oposto da cidade. Não queria ser a primeira a sair, ainda mais sendo a mais recente a juntar-me à empresa. Que raio de impressão é que isso ía dar? Que estava aborrecida? Que não gostava dos novos colegas? Por isso, assim que vi os primeiros colegas a fazerem as suas despedidas - uma grávida e um rapaz que é muito calminho - aproveitei a "boleia" e saí também. Eu?? A sair de uma festa ao mesmo tempo que a grávida e o tímido??? Enquanto caminhava ao longo de Kings Road até Sloane Square só pensava como não me estava a reconhecer.

 

Esta manhã cheguei a um escritório vazio e alguns colegas foram chegando ao longo da manhã. Aparentemente houve festa pelas longas horas da madrugada. Há duas empresas atrás também costumávamos sair muitas vezes e eu era conhecida como uma das últimas a voltar para casa. Agora,... não sei o que me aconteceu mas só pensava em apanhar o último metro e passar uma noite bem dormida para conseguir trabalhar normalmente hoje já que tenho tanto que fazer. Sinal de que estou a ficar velha??...

Screen Shot 2015-07-24 at 09.50.18.png

 

 

Teatro experimental em Londres

Para quem costuma seguir o blog nas redes sociais pode ter visto que coloquei umas fotos na quarta-feira quando estava no Heartbreak Hotel. O Hearthbreak Hotel é uma produção de teatro experimental ou teatro imersivo (se é que se pode dizer assim em Português) onde o público faz parte da produção e segue os actores como se estivessem num ambiente real em vez de simplesmente estar sentado numa plateia a olhar para um palco. 

 

O teatro experimental tem crescido bastante nos últimos anos e, cada vez se vêm mais companhias a surgir com ideias para produções imersivas. 

 

O caso do Heartbreak Hotel, que está localizado num pontão em North Greenwich junto ao centro de espéctaculos da O2, é umas das muitas produções de teatro experimental que estão planeadas para decorrer ali naquele local, intitulado de Jetty. Não vou dizer muito para não estragar a surpresa aos que planeiam lá ir, mas a experiência envolve aperceberem-se das histórias de amores e desamores que decorrem no espaço do mesmo hotel. Está muito bem conseguido e faz-vos pensar nas vossas próprias situações dado o envolvimento do público na peça. Os bilhetes são baratos e, até ao final de Julho, a TimeOut está a fazer uma promoção de venda de bilhetes a £10.

 

hearrtbreakhotel2.JPG

 Foto tirada no terraço do Heartbreak Hotel

 

Depois temos o caso de peças como o You Me Bum Bum Train. Eles fazem um imenso mistério sobre a experiência mas envolve uma percentagem muito grande de envolvimento de cada membro do público com a própria peça. Cada ano decorre uma nova peça e, quando os bilhetes para este ano foram lançados, ficaram esgotados no próprio dia. Eu planeava comprar bilhetes, mas já não fui a tempo. No entanto recebi um email a indicar que eu ainda poderia participar como voluntária para o evento deste ano. Pareceu-me uma ideia interessante e já fui a um open day de voluntários perceber como a peça funciona e que oportunidades de voluntariado estão disponíveis. O meu objectivo será mesmo participar na peça como actriz figurante alguns dos dias o que poderá ou não vir a acontecer dependendo das suas necessidades e castings. Como eles recebem interesse de centenas de voluntários é possível ser voluntário apenas um dia se se quizer e existem inúmeras oportunidades envolvidas na produção do show para voluntários. Esta é também uma boa oportunidade para quem quer entrar no mundo do teatro porque pode conhecer muitas pessoas do meio para além de obter experiência de produção. Os interessados ainda se podem voluntariar para o evento deste ano aqui.

 

Outras companhias de teatro experimental contam com

  • Punch Drunk que actualmente tem em produção uma peça que é principalmente direccionada para crianças e famílias. Já tinha escrito um post no ano passado sobre a minha experiência na peça deles que estava a decorrer na altura. 
  • RIFT cuja produção actual decorre num prédio abandonado em Tottenham Hale.
  • Differencengine no ano passado criaram uma produção que fazia com que grupos de 7 pessoas tivessem o objectivo de roubar certas peças num certo quarto num edifício de 6 andares e voltarem a sair sem serem descobertos. Não é evidente pelo website qual a sua próxima produção do género mas podem segui-los no facebook para novidades.
  • DreamThinkSpeak vai lançar uma nova produção este Agosto na cave do Shoreditch Town Hall onde o público vai seguir a acção num labirinto do cenas.

Nada como experimentar...

A minha recente procura de emprego

emprego-novo.jpg

Esta semana passada comecei o meu novo emprego e com isso dá-se por concluída a minha recente procura de novo emprego desde que fui informada de que íam haver despedimentos na empresa. O meu último dia oficial na empresa anterior foi a 19 de Junho e, passadas 2 semanas comecei o meu novo emprego. Felizmente não demorou muito tempo na procura, mas acho que valeu bem a pena ter dedicado o máximo de tempo possível na procura. 

 

A partir do dia em que fui notificada que efectivamente tinha que deixar a empresa, fiquei decidida de que queria econtrar um emprego o mais rapidamente possível. Ainda tinha um mês pela frente a trabalhar com a minha empresa anterior e, por motivos éticos queria acabar o máximo que conseguisse daquilo em que estava a trabalhar, se bem que também queria dedicar-me à procura de emprego. Assim sendo, todas as manhãs eu concentrava-me na procura de trabalho e, durante as tardes trabalhava para a empresa.

 

 

Tinha como objectivo candidatar-me a um mínimo de 3 empregos relevantes por dia, sendo que alguns tinham longos processos de candidatura e, portanto, cada um demorava bastante tempo para preparar a candidatura.

 

Comecei primeiro  por listar o meu CV nos sites que considero melhores em termos de reconhecimento para a minha área e frequentados por recrutadores de boas empresas incluíndo:

Cada vez que colocava o CV num desses sites também pesquisava e candidatava-me logo a empregos relevantes anunciados nos respectivos sites. 

 

O risco que correm quando se candidatam a vários empregos é que, se uns dias mais tarde, um recrutador vos telefona relativamente a um deles, vocês poderão não se lembrar do emprego em questão. Por vezes isso pode cair mal se o recrutador vos pergunta o que é que vos atraiu no emprego e, vocês têm que admitir que não sabem a que emprego ele se está a referir. Alguns recrutadores, principalmente se forem representantes da própria empresa, podem achar que isso significa que não estavam mesmo interessados naquele emprego em específico e que apenas querem um emprego qualquer. Para evitar isso e também para me ajudar em termos de preparação para entrevistas no caso de ser chamada por alguns dos empregos, decidi criar uma folha de excel num google doc onde anotava o link para todos os empregos para os quais me candidatava assim como os respectivos contactos, nome da empresa, título do emprego, salário anunciado, data de candidatura, e espaço para observações relativamente ao estado da aplicação. Assim, cada vez que um recrutador me telefonava, podia olhar para essa folha de excel e sabia imediatamente tudo o que precisava saber sobre esse emprego sem ter que estar a fazer perguntas desnecessárias. 

 

Nessa mesma folha de excel, anotava também numa outra folha, os contactos de todos os recrutadores que me telefonavam e os respectivos empregos sobre os quais me falavam. Assim sendo, não só sabia com quem tinha que falar mas também permite-me manter os contactos organizados para o futuro em que possa precisar de contactá-los novamente numa próxima pesquisa de emprego.

 

Durante a primeira semana enviei imensas candidaturas, inclusívie do tipo de candidaturas que se envia através do LinkedIn em que basta enviar o perfil sem ter que escrever carta de apresentação. Esse pequeno esforço resultou em muito pouco e, na semana seguinte decidi mudar a minha estratégia e, passei a candidatar-me a menos empregos mas enviar cartas de apresentaçao muito específicas para cada emprego, o que obviamente também reflectia passar mais tempo em cada aplicação. Na carta de apresentação colocava pelo menos um parágrafo muito personalisado possívelmente relativo a algo que conseguia ver no marketing deles que poderia ser melhorado e como eu gostaria de falar com eles sobre as minhas ideias. No dia em que enviei a primeira carta com esse nível de personalisação recebi um telefonema da empresa e marcámos entrevista para o dia seguinte. 

 

Nessa noite preparei-me muito bem para a entrevista, memorizando bons exemplos de actividades em que tinha trabalhado no passado, com os respectivos resultados. Não me chegaram a chamar para a segunda fase desta empresa porque não tinha toda a experiência que eles queriam mas, valeu a pena dedicar esse tempo a preparação porque isso facilitou a preparação para todas as outras entrevistas que tive depois bastando investigar sobre a empresa, a sua história e produtos ou serviços e reler tudo aquilo que já tinha preparado sobre a minha experiência. Aconselho lerem este post sobre preparação de entrevista. 

 

No final da segunda semana comecei a ter mais chamadas e pedidos de entrevistas, mas aí também se apresentou o problema de que na quarta-feira da semana seguinte eu ía para férias durante 10 dias logo não estaria disponível para entrevistas presentes. Mesmo assim, os recrutadores foram bastante flexíveis e acabei por marcar 3 entrevistas no dia antes de ir para férias e tive mais 3 entrevistas por skype e telefone enquanto estive de férias em Itália. Todas essas 6 entrevistas correram muito bem e fui convidada a ir à segunda fase para todas elas. Entretanto, enquanto estive de férias recebi várias chamadas e, com tudo isso, na semana em que voltei tinha 10 entrevistas marcadas. Nessa segunda-feira em que voltei, tive logo 4 entrevistas e uma das empresas, que estava no meu topo 2 de preferência entre todas as com quem tinha entrevista marcada, fez-me uma oferta de emprego, nesse mesmo dia. 

 

Decidi tomar o risco de não aceitar imediatamente por duas razões - 1) porque queria continuar o processo de candidatura em pelo menos uma outra empresa de que também gostava e 2) porque ao demonstrar que estava em mais processos de candidatura também me tornaria uma candidata mais atraente para esta empresa e, como tal, haveria mais probabilidade de me oferecerem o salário que eu tinha pedido porque não me iriam querer perder para outra empresa. 

 

Assim continuei nos outros processos de candidatura de que gostava mais e cancelei todos os outros pelos quais não tinha tanto interesse. Para o final dessa semana a outra empresa de que eu queria concluir o processo de recrutamento tinha indicado que me queria ver para uma fase 3 de entrevistas, mas que o processo só podia ser finalizado dali a 2 ou 3 semanas porque entretanto também havia um novo candidato interno e, como tal tinham que dar prioridade ao candidato interno. Visto isto decidi que não queria continuar com o processo porque senão iria estar a rejeitar uma outra boa oportunidade que era a do primeiro emprego que me tinha sido oferecido e, obviamente não os podia fazer esperar mais 2 ou 3 semanas. Por isso na semana seguinte tratei dos detalhes com essa empresa e acordamos que eu começaria na semana seguinte que, foi a passada segunda-feira. 

 

Claro que todo o processo foi um bocado stressante porque nunca se sabe o que se vai conseguir, o tempo que vai demorar, etc., mas felizmente as coisas correram pelo melhor e não demorou muito tempo. Acho que também ajudou bastante ter um CV em que eu indiquei factores de sucesso dos meus trabalhos anteriores apresentados com dados, percentagens de sucesso ou outros dados quantitavos que os recrutadores gostam sempre muito. Para dicas sobre como construir um bom CV já escrevi este post

 

Agora a ver como as coisas vão correr com o novo emprego, mas para já estou satisfeita e entusiasmada com os desenvolvimentos da primeira semana e curiosa sobre o que me aguarda nesta semana que vem.