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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Lisboa já não é o que era

Está cada vez melhor! Estive de visita durante a semana passada por cerca de 5 dias e devo dizer que descobri vários locais diferentes, e gostei bastante da nova atmosfera. Lisboa está cada vez uma cidade mais cosmopolita, os residentes estão a aproveitar os edifícios bonitos da cidade como espaços para novos estabelecimentos interessantes mas mantendo o seu carácter original. Nota-se que há um cuidado maior e apreciação pela cidade e por manter a tradição, se bem que com um toque mais moderno e original. Já tinha ouvido pessoas dizerem que Lisboa é considerada a nova Berlim, e parece-me que têm razão. Lisboa está a tornar-se mais apelativa como cidade de residência para artistas e pequenos empresários, que conseguem obter rendas de estabelecimentos e residência mais baratas que nas outras principais cidades Europeias, enquanto que tem a vantagem do bom clima, comida e simpatia dos Portugueses. Este factor está intimamente ligado ao aumento do turismo. Lembro-me que nos primeiros anos em que cá estive, sempre que ouvia alguém dizer que ía a Portugal, estavam a referir-se ao Algarve, mas hoje em dia, ambos Lisboa e Porto são frequentemente mencionados como as cidades de destino quando vêm a Portugal. 

 

Parece-me que o Porto até está um pouco mais avançado em termos de ter estabelecimentos interessantes e apelativos ao turismo e aos residentes, pelo que tenho ouvido falar, mas já não vou ao Porto desde a minha época de universidade, por isso está na minha lista de locais a revisitar em breve. 

 

No outro dia estava eu a tomar uma bebida no Broadway Market, quando ouço a conversa de um casal jovem Britânico ao meu lado que estavam a contar aos amigos como tinham apresentado a sua demissão no trabalho e se íam mudar para Lisboa, explicando todas as vantagens que eles encontram por se mudar para lá, tais como as que mencionei acima.

 

A minha chefe de Nova York também tem planeado fazer uma visita de 2 semanas com a família este verão por Lisboa, Porto e Algarve, e duas outras colegas de NYC também planearam uma viagem de 1 semana a Portugal este verão. Tenho outro casal amigo que foi passear ao Porto na semana passada, outro casal tinha vindo à duas semanas a Lisboa, etc, etc, etc. Só para verem a frequência com que isto está a acontecer. Adoro saber que os estrangeiros estão a apreciar cada vez mais visitar o nosso país, e depois desta minha passagem por Lisboa, ainda tenho mais locais para recomendar. 

 

Alguns dos locais onde fui pela primeira vez que desconhecia incluem:

  • O bar da Duna da Cresmina com uma vista espectacular para o Guincho e com um DJ a animar o ambiente
  • Bar Procópio nas Amoreiras - já existe há muitos anos mas ainda não conhecia. Ambiente vintage e cocktails deliciosos
  • Embaixada LX no Príncipe Real - todo o carácter deste edifício do século XIX com lojinhas, restaurantes e bares muito giros e altamente populares
  • Pão à Mesa no Príncipe Real - restaurante com bom ambiente e cozinha
  • Vários bares e restaurantes no Cais do Sodré, perto da Rua Cor-de-rosa

 

O que fazer em Londres em Julho 2017

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A variedade de eventos ao ar-livre que decorrem em Londres este mês é enorme, e o melhor de tudo é que muitos deles são gratuitos. Desde cinema a escorregas de água, teatro e muito mais, este não é um mês para se ficar em casa. Fica uma seleção de alguns dos eventos a decorrer este mês pela cidade.

 

Cinema ao ar-livre no British Summer Time O que é? Sessões de cinema abertas ao público que apresentam desde La La Land, ao Rei Leão ou Dirty Dancing, entre vários outros filmes. Quando? 3 a 7 de Julho. Quanto? Gratuito. Chegar cedo para conseguir lugar. Onde? Hyde Park

 

Ecrãs gigantes para o Wimbledon O que é? Os fãns de ténis que não conseguirem um bilhete para Wimbledon, podem ver os principais jogos no ecrã gigante de Kings Cross. Quando? De 3 a 17 de Julho. Quanto? Gratuito. Onde? Lewis Cubitt Square

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? Até 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Our/ London Vodka Festival O que é? A equipa da Our/ London Vodka está a organizar um mini-festival de vodka que conta com música e comida em Hackney Downs Quando?  Todos os sábados até 19 de Agosto . Quanto? A partir de £10. Onde? Hackney Downs

 

Zip World em Londres O que é? Este verão vão poderia experimentar ver o centro de Londres a alta velocidade empoleirados num zip wire, que está para ser o zip wire mais longo e veloz dentro de uma cidade. Quando? De 6 Julho a 1 Outubro. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Archbishops's Park, Southbank.

 

BP Big Screens O que é? Os fãns de ópera vão poder ver a La Traviata ou a Turandot gratuitamente ao ar-livre e ao vivo através dos ecrãns patrocinados pela BP que todos os anos deliciam os fãns de ópera por altura do verão. Quando? 4 e 14 de Julho. Quanto? Gratuito Onde? Hammersmith, Trafalgar Square e Woolwich para ambos os dias

 

Festival de Verão de Alexandra Palace  O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com diversões, música, comida, teatro, silent disco, escorrega gigante e cinema ao ar-livre. Quando? 22 de Julho. Quanto? Preços variam dependendo da atração escolhida. Onde? Alexandra Palace.

Um casamento muito (pouco) Britânico

Não tenho parado nas últimas duas semanas - foi a semana final de preparação para um evento importante que tivemos no trabalho, decorreu o tal evento, e este foi seguindo de umas mini férias em Como na Itália para ir a um festival de lindy hop. Apesar de todo o entusiasmo que rondou as duas últimas semanas, estou contente por ter finalmente uma semana mais calma pela frente. 

 

No meio destas duas semanas, fui também a um casamento de que gostei imenso. Talvez tenha até sido o casamento de que tenha gostado mais até agora. Não por ter sido um casamento bonito tradicional (que foi), pelo local escolhido para o casamento (que foi uma mansão de campo lindíssima), ou pela comida e bebida fornecidas (que também foram bons, se bem que num casamento Inglês nunca se tem tanta grandeza e variedade de comida e bebida como num casamento Português), mas sim pela forma como os convidados participaram na festa. É que tenho a sensação de que nos vários casamentos, ao chegar a parte da dança há sempre muitas pessoas que ficam sentadas de lado a olhar para a minoria que dança um pouco. Neste casamente, no entanto, todos dançavam, todos estavam animados, dos mais velhos aos mais novos, e foi muito giro ver como todos os convidados se demonstraram tão envolvidos na festa o que os noivos gostaram imenso. Acho que também ajudou ao ambiente o facto de que depois do primeiro intervalo da banda, todos os convidados foram presenteados com um set de luzinhas (como as que se colocam numa árvore de natal), e todos foram para a zona de dança, coloridos com luzes. Nunca tinha visto isso em nenhum casamento antes mas a ideia foi excelente porque tornou o ambiente muito agradável e divertido. 

 

Quando a música teve que parar à meia-noite, como íamos todos passar a noite na casa onde se realizou a festa do casamento, fomos um grande grupo para o relvado da casa, incluindo familiares dos noivos, conversar, cantar, etc. Foi mesmo muito giro e, apesar de ser realizado de forma altamente tradicional conseguiu ser o casamento mais diferente a que já fui. 

 

Fica uma séria de fotos que coloquei no Instagram:

 

 

 

Um dia de casamento lindo num edifício fabuloso no campo de #westsussex #sussex #casamento #campoingles #arquitectura #manorhouse #wistonhouse

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Dia de eleições

Hoje é o grande dia das eleições para decidir o próximo governo. Quando a actual Primeira Ministra Theresa May, convocou este dia em meados de Abril, todo o país estava certo de que o seu partido dos Conservadores iria ganhar a larga maioria, principalmente porque o líder do partido Trabalhista tinha uma imagem muito negativa. 

 

Foi interessante ver o desenrolar destas últimas semanas porque a situaçāo mudou um pouco e, actualmente, apesar de ainda ser provavel que os Conservadores ganhem as eleições, as sondagens demonstram que o Partido Trabalhista está a ter muitos mais adeptos e o seu líder Jeremy Corbyn cada vez é melhor visto pela populaçāo. 

 

Gostava muito de poder votar, mas sinceramente, mesmo que votasse acho que o meu voto nãiria contar assim tanto porque, ao contrário do que acontece em Portugal, onde o número de deputados eleito é propocional ao número de votos para o partido. No Reino Unido os deputados são eleitos, um por constituiçāo, sendo que é a maioria dos votos da constituiçāo que conta em vez da maioria dos votos de todo o país. Penso que em Londres a maioria dos votos nāo seja para o Partido Conservador, mas o mesmo nāo posso dizer das constituições em muitas outras partes do país. 

 

A ver vamos os resultados ao final do dia. Estou curiosa pelos resultados. 

 

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Homenagem às vítimas do ataque de Londres

Os acontecimentos de sábado são inexplicáveis e incomprensíveis. Nada que se possa dizer pode trazer as vidas inocentes perdidas de volta. Mas quiz perceber como o público respondeu aos ataques através dos posts que têm colocado no Instagram. Fica a selecção de alguns posts que demonstram o sentimento da população Britânica e não só. 

 

 

 

I can't say I'm shocked/surprised/horrified by the recent terror attacks in the #manchester and #london. I pretty much grew up with it being all around back at home. We used to have a period of few years when every week there was a suicide bomber attack on a bus, restaurant or a mall..... . But for my fellows here in the UK and all over the world i can say: Never be afraid. Choosing life and love is the key to defeat all the evil in this world. . This video of me was taken on November 2015 while i was playing for the thousands of people that came to the solidarity vigil in #trafalgarsquare after the #parisattacks . Sadly to say it is still relevant today. ☮️&💜for all. . 🎵"Je Suis Malade" . #violin #violinist #violins #violino #violinista #violine #violín #violinplayer #virtuoso #soloist #classicalmusician #orchestra #ilovelondon #ilovemanchester #prayformanchster #barmarkovich #classicalmusic #prayforlondon #jesuismalade #beaumontmusic #london🇬🇧 #londonbridge #musician #violin🎻 #stringplayer

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#morelove#westandtogether #Ilovelondon#Londonbridge#manchester #Londonisopen #peace#westminsterbridge #thankyou

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Como complicar uma viagem de trabalho

Na semana passada fui a Berlim a uma conferência onde íamos ter um stand e fazer uma apresentação.

 

Cheguei a Berlim na quarta à noite, fui do aeroporto para o centro da cidade de comboio, lá sempre com a preocupação de sair na estação correcta. Quando estava já em Aleksander Platz, estava a mandar mensagem para os meus colegas que já lá estavam, acerca do horário para nos encontrarmos no dia seguinte. E é no momento em que escrevo sobre os preparativos e todas as coisas que tinha comigo para levar para a conferência, que olho para baixo e reparo que não tinha a minha bagagem comigo. Com a preocupação de sair na estação correcta, tinha deixado a mala no comboio!  Mal queria acreditar que tinha sido tão distraída ao ponto de me esquecer da mala. Voltei a correr para a plataforma mas claro que o comboio já lá não estava e, como eram cerca de 22h também não consegui encontrar staff nenhum pela estação. Fiquei com aquela sensação de incapacidade, sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo sem a possibilidade de fazer nada. Lá encontrei a zona de informações que tinha apenas alguns números de telefone indicados, mas as linhas apenas estariam abertas no dia seguinte. 

 

Ali estava eu, em Berlim, às 22h da noite, quando já estava tudo fechado, com mais nada para além do que tinha na minha mala de ombro. No hotel lá me deram uma escova e pasta de dentes, e na recepção havia forma de carregar o telemóvel, por isso ao menos isso. 

 

Pensei que no dia seguinte podia comprar roupa para usar na conferência, visto que estava vestida um pouco casualmente com calças de ganga, mas rapidamente apercebo-me de que era um feriado na Alemanha, e na Alemanha todas as lojas estão fechadas aos feriados. Perfeito! 

 

Como a conferência só começava pela parte da tarde, ainda fui ao centro de Perdidos e Achados numa estação no Este de Berlim. A pessoa que me atendeu não falava uma palavra de Inglês o que não ajudou nada, mas deu para perceber que tinha que ir online para indicar a perda da mala, e só no dia seguinte é que talvez eles tivessem alguma novidade acerca da mala. 

 

Até então ainda não tinha telefonado ao meu escritório a indicar que tinha perdido todas coisas que tínhamos preparado para trazer para o evento, com esperança de que ali fosse encontrar a mala. Mas lá tive que fazer o telefonema. Como o meu patrão vinha no dia seguinte, ele podia trazer mais material e, entretanto, tínhamos que nos aguentar com as poucas coisas que um outro colega que lá estava também tinha trazido. 

 

As coisas lá se resolveram entre eles os dois, e eu tive que ir para a conferência de calças de ganga, mas não tinha mesmo escolha. Apesar de só ter trazido roupa para 2 dias tinha lá dentro coisas com algum valor que não iam deixar de ser uma chatice de substituir. Ao fim de sexta-feira ainda não havia sinais da mala e eu tinha que voltar para Londres. Já estava conformada que não ia voltar a ver a mala. Entretanto, esta tarde, ao fim de 5 dias de ter deixado a mala naquele comboio, recebo um e-mail dos Perdidos e Achados a dizer que tinham encontrado uma mala. Respondi logo, mas ainda não sei se é a minha.

 

Enfim, resumo da história, fiquem sempre atentos às malas, principalmente se as colocarem num compartimento onde a mala não vai estar à vista. E sem dúvida que aconselho colocarem sempre uma etiqueta com o vosso nome e endereço de email ou telefone. Eu tinha só o nome e o email, e acho que foi através da informação nessa etiqueta que entraram em contacto comigo visto que o seu email não fazia referência ao facto de eu ter submetido um alerta de perca da mala. A ver vamos. Espero que me reencontre com a mala e sem dúvida que vou ter muito mais cuidado de futuro. 

 

Por um lado mais positivo, a temperatura em Berlim estava óptima e só me fez apetecer voltar lá em férias. 

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 Margem do Rio Spree no SpreeBogenPark

A volta aos restaurantes do mundo em Londres: 'A' de América do Norte

Hoje fui à festa de despedida de uma amiga que, ao fim de 15 anos a viver em Londres, decidiu voltar para a Suécia para viver com o seu namorado, também Sueco, em Estocolmo. Quando lá estava, conheci um casal amigo dela muito simpático que nos falou de uma ideia que tiveram recentemente - a de ir a restaurantes com comida inspirada por um país cujo nome começa por uma letra do alfabeto por essa ordem. Ou seja, eles começarem pelo G, ao ir a um restaurante da Geórgia e acabaram na letra F, ao ir a um restaurante Francês. Para algumas das letras foi muito fácil de encontrar restaurantes na zona onde moram, mas para outros tantos, tiveram que visitar novas partes de Londres onde nunca antes tinham estado. Demoraram 18 meses a percorrer restaurantes de países correspondentes a todas as letras do alfabeto, excepto a um restaurante de um país iniciado com a letra Z (tentaram duas vezes ir a um restaurante do Zimbabwe, mas das duas vezes estava fechado e não encontraram outro), mas adoraram a experiência e recomendaram-na. 

 

Eu adorei a ideia e, nem foi tarde nem foi cedo, fui esta noite ao primeiro restaurante da 'Volta aos restaurantes do Mundo' a começar pela letra 'A' correspondente à América do Norte (o que neste caso estamos a pensar nos Estados Unidos da América. Bem sabemos que 'América do Norte' não é o nome do país, mas OK, apetecia-nos comida Americana. E tínhamos um voucher de desconto para o restaurante em questão. Por isso, começamos o 'jogo' por moldar as regras já um bocadinho e considerar a cozinha Americana, como a nossa selecção para o restaurante da letra 'A'. 

 

O restaurante seleccionado foi o BIRD, um restaurante de galinha frita com temática norte Americana, localizado em Shoreditch. A entrada foram asas de galinha fritas e o meu prato principal foram pernas de galinha fritas com batatas fritas. (Eu sei, foi uma refeição altamente saudável ). Mas soube bem. Começa assim 'A Volta aos Restaurantes do Mundo em Londres'. A ver quanto tempo vai demorar experimentar os 26 restaurantes correspondentes a todas as letras do alfabeto. 

 

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O poder do Instagram como plataforma para novas celebridades

Como trabalho para uma tecnologia de marketing que está altamente envolvida com as redes sociais, no outro dia organizei um evento para os nossos clientes e, como parte do evento, quis incluir uma discussão entre 'micro-influencers' no Instagram. Ou seja, pessoas que tenham bons feeds de Instagram com cerca de 8.000 a 80,000 seguidores. Tivemos 3 Instagrammers e, entre elas, rapidamente descobri que a mais popular das três, com mais de 63,000 seguidores, era Portuguesa. Chama-se Mia Soarez, e conta com o nome de perfil nas redes sociais de Silver Girl. Já começou à alguns anos a postar maioritariamente sobre moda, e tem também um perfil no YouTube e está a começar a fazer mais com o music.ly também. 

 

As outras duas Instagrammers eram a Andrea Cheong e a Shelley Morecroft. Todas elas têm um feed virado para a moda, viagens e estido de vida, mas cada um dos feeds tem a sua personalidade distinta. Achei muito interessante a discussão entre as três e as histórias que partilharam relativamente ao seu sucesso no Instagram. A Mia que, me pareceu ser a mais jovem de todas, basicamente passou grande parte da adolescência a postar no Instagram, enquanto que as outras duas começaram mais recentemente. Nos três casos, o que tinham em comum, é que postam frequentemente, são muito selectas na qualidade das fotos que colocam no Instagram, e querem que as suas personalidades estejam representadas nas fotos. Elas sabem que os seus seguidores, decidiram começar a segui-las porque gostam da consistência do seu feed, e elas próprias indicaram que os seus posts não perfomam tão bem se não tiverem sempre os mesmos cuidados. 

 

Uma das partes interessantes da discussão foi quando começaram a falar sobre como trabalham com marcas. Todas elas são contactadas regularmente por marcas que querem que elas publiquem fotos com os seus produtos, quer estes sejam acessórios, roupa ou hotéis, restaurantes, etc. Algumas das marcas pedem para que façam posts sem oferecer contrapartida; outras vezes oferecem-lhes os produtos gratuitamente, em troca de uma foto e referência nas suas redes sociais; outras vezes as marcas pagam-lhes para isso, e em alguns casos mais especiais, as marcas convidam-lhes para participar nas suas próprias campanhas de publicidade, como se de modelos se tratassem. O que achei positivo por parte das três é que, em todos os casos, dizem que só porque uma marca lhes possa oferecer produtos ou dinheiro para que coloquem fotos sobre os seus produtos, elas confirmam que só o fazem se efectivamente gostarem das marcas e acharem que estas marcas estão relacionadas com as personalidades que transmitem nas redes sociais. Elas sabem que se começarem a fazer posts que sejam pura publicidade sem ter qualquer interesse no produto em questão, os seus seguidores vão notar essa falsidade e vão deixar de estar interessados em seguir os seus perfis. 

 

As suas actividades com marcas também significam que têm o seu tempo-livre limitado e, por isso duas delas decidiram trabalhar para o seu Instagrama, blog e relações com marcas a tempo inteiro. É uma decisão arriscada, mas ao deixarem o seu trabalho normal, também significa que têm mais tempo para criar mais e melhores fotos com o intuito de crescer a sua rede de seguidores e, consequentemente, poderem cobrar mais caro às marcas que querem trabalhar com elas. 

 

Outros assuntos que também foram discutidos incluíram o próprio acto de tirar as fotografias. Sendo que elas são a 'modelo' em muitas das suas fotografias, como é que elas fazem para tirar a foto? Todas elas tinham alguém que lhes tira essas fotos ou utilizam um triped. Num caso é um amigo que tira as fotos, noutro caso era outra Instagrammer que lhe tirava fotos e, basicamente tiram fotos uma à outra para os seus respectivos feeds no Instagram. 

 

Gostei muito de ouvir a sua experiência e perceber melhor o tempo e dedicação que têm que dar a cada foto, mas o que é mais interessante é que, estes são exemplos de raparigas que há alguns anos atrás, só poderiam conseguir o mesmo nível de reconhecimento e trabalho, se tivessem certos requisitos que as agências de modelos considerassem bons para as poderem representar em frente a marcas. Hoje em dia, no entanto, qualquer pessoa pode ser modelo, trabalhar com campanhas de marcas e ter os seus momentos de fama, através das suas próprias redes sociais. Estas redes passaram o poder para as mãos do indivíduo em vez das agências e o seu sucesso nunca foi tão pessoal como o que é hoje em dia com as redes sociais. 

 

A Mia chegou a publicar uma foto no seu Instagram no dia em que foi ao nosso evento por isso aqui fica a mesma:

 

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Como os Ingleses interpretam o Festival da Eurovisão

Lembro-me quando estava a viver em Portugal, quando chegava a época da Eurovisão não se falava de outra coisa durante umas duas semanas - eram as pré-finais, as entrevistas com os candidatos, etc., etc. Quando chegava à noite, via o concurso antenciosamente na esperança que o concorrente Português chegasse à victória.

 

Quando me mudei para Londres, e chegou por altura do festival da Eurovisão, a história era outra. Os únicos dias em que se ouvia falar da Eurovisão era nos dias imediatamente antes e depois da competição final, e as pessoas viam a competição, mas era mais como um acto de diversão/gozo, do que propriamente com a seriedade com que se olha para esta competição em Portugal ou noutros países. Isso era evidente principalmente pelo apresentador que, na altura em que me mudei para Londres ainda era Terry Wogan e, nos últimos 8 anos tem sido Graham Norton. Em ambos os casos, apresentam o programa com certo sarcasmo, gozando com os cantores mais ousados. O seu estilo de apresentação representa bem o humor Britânico e, a forma como os Britânicos interpretam o Festival da Eurovisão - não propriamente como uma competição séria, mas como uma piada de uma competição que os continentais gostam de levar em frente. 

 

Desta vez não foi excepção, mas fiquei surpreendida pela quantidade de pessoas que pareceu estar contente com a vitória do cantor Português. Recebi várias mensagens na noite de sábado a darem-me os parabéns pela vitória. Não que eu tenha feito alguma coisa pela vitória, mas OK, sou Portuguesa. Se virem o Salvador, digam-lhe se fazem favor, que ele tem aqui por Londres muitos fãs Britânicos que não acham que ele seja motivo de gozo. 

 

Eu também gostei. Antes da competição até tinha passado o link do vídeo da semi-final dele a uns amigos a dizer que achava que não me lembrava da última vez que tinhamos tido um representante tão bom na Eurovisão. Afinal não fui a única a ter esta opinião. 

 

 

O que fazer em Londres em Maio 2017

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Já entrámos no mês de Maio com o verão aqui à porta (esperemos nós, mas ainda não há grandes sinais dele). No entanto, os planos da cidade decorrem a contar com a vinda de um tempo bom com o início das várias actividades ao ar-livre - festivais, teatro ao ar-livre e afins. Eventos a destacar este mês, na minha opinião, são o Peckham Rye Music Festival e o Festival de Museus à Noite. 

 

Peckham Rye Music Festival O que é? Festival de música durante 3 dias em vários locais em Peckham. Quando? 12 a 15 de Maio. Quanto? A partir de £15 por dia Onde? Peckham

 

Museums at Night Festival O que é? Festival onde a maioria dos museus de Londres estão abertos à noite com vários eventos especiais. Muitos deles até contam com música e comida, experiências interactivas, apresentações ou outros eventos para os mais variados interesses. Quando? De 17 a 20 de Maio. Quanto? A maioria das entradas nos museus são gratuitas mas convém verificar com o museu de interesse antes da visita. Onde? Por Londres inteira

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? De 19 de Maio a 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Chelsea Flower Show O que é? Todos os anos, os melhores floristas, e jardins do Reino Unido, apresentação as suas criações de flores e plantas neste evento que exibem os seus melhores arranjos de jardins, etc. É um evento essencial para todos os amantes de floricultura Quando? 23 a 27 de Maio. Quanto? £25 a £70. Onde? Chelsea

 

Brixton Rooftop Beach O que é? A praia de Brixton volta pela segundo ano, num terraço de brixton, a contar com stands de street food, música e animação. O primeiro fim-de-semana de abertura conta com eventos especiais que requerem bilhetes. Quando? A partir de 26 de Maio até ao final do verão. Quanto? Bilhetes do fim-de-semana de abertura estão a £10. Onde? Brixton Rooftop

 

Gala Brockwell Park O que é? Festival de música disco, funk e soul no domingo do fim-de-semana prolongado de final de Maio. Quando? 28 de Maio. Quanto? £25 Onde? Brockwell Park