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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Música tradicional Portuguesa antiga

A minha avó está com demência e, a cada vez que a vou visitar está um pouco (ou muito) pior do que quando a tinha visitado na vez anterior. Infelizmente, com a distância, a possibilidade de a ir visitar também não é muito frequente, mas sem dúvida que notei algumas das diferentes fases que a doença lhe afectou. Primeiro repetia as mesmas histórias imensas vezes num curto espaço de tempo. Mais tarde começou a desconfiar de tudo e de todos e, por vezes era mesmo má para as pessoas mais próximas. Depois cada vez mais, começava a falar sobre coisas sem qualquer sentido ao que estava a acontecer. E nesta minha última visita, ela já não sabia quem eu era.

 

A minha mãe tinha-me avisado de tudo e de que me devia preparar, mas por mais mentalizada que eu estivesse de que ela não me iria reconhecer, nada me poderia ter preparado para o momento em que chego junto a ela, agarro-a enquanto dou muitos beijinhos como faço sempre, e ela pergunta "quem és tu?"

 

Vou voltar a visita-la para o final do mês e tenho estado a pensar o que posso fazer ou o que lhe possa levar que a ajude a trazer algumas lembranças. Descobri que a música é das coisas que são mais sensíveis à memória e que, mesmo para pessoas com demência, ao ouvirem música que tenham ouvido ao longo da vida ajuda a reactivar as memórias associadas com essa música. 

 

A minha avó nunca foi do tipo de pessoas que ouvisse muita música, e não consigo pensar numa música que tenhamos ouvidos as duas frequentemente que ela possa associar a mim. No entanto, eu sei que a época quando ouvia mais música foi durante a sua juventude, quando andava a dançar no rancho da aldeia, e a música que ela mais gosta é mesmo música de ranchos Portugueses ou fado animado. Ela sempre gostou de música mais mexida, e também gosta da tradicional mais moderna tipo Quim Barreiros, se bem que me parece que a música mais recente não irá ajudar tanto a activar a sua memória. 

 

Comecei a fazer uma playlist no Spotify para lhe poder tocar quando estiver junto a ela. O problema é que não sei bem que músicas é que que ela ouvia para poder colocar aquelas músicas que lhe vão ajudar a reactivar a memória. E o Spotify também não tem uma boa selecção de música dos anos 40, 50 e 60 Portuguesa. Tentei também encontrar algum álbum com compilação de músicas no iTunes para poder comprar e fazer o download directo para o telemóvel, mas não encontrei nenhum álbum no iTunes. Encontrei a compilação 'O Álbum do Século - Os Grandes Êxitos Portugueses' que parece ter uma grande variedade das diferentes décadas, mas não consegui encontrar um site onde fazer o download do álbum que pareça seguro.

 

Assim sendo, venho aqui pedir se alguém tem boas recomendações de música com o critério indicado em cima, que eu possa encontrar no Spotify, ou que possa indicar um site seguro onde comprar e fazer o download de um álbum relevante, ou até que conheça uma playlist no youtube que tenha pelo menos uma meia-hora do tipo de música indicada? Qualquer ajuda ou indicação será muito bem vinda. 

O que fazer em Londres em Outubro 2017

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Já estamos a meados do mês de Outubro, o que se torna um pouco tarde para o post com actividades em Londres para o mês, mas ao mesmo tempo, quando geralmente faço esta pesquisa no início do mês, só consigo descobrir os maiores eventos para o fim do mês, visto que os mais pequenos nem sempre estão publicitados com a antecedência que gostaria. Como tal, aqui fica o foco nos eventos mais interessantes que encontrei para o resto do mês. 

 

Other Rooms - O que é? Esta é uma exibição cheia de cor e dimensão pela artista Nathalie du Pasquier. Quando? Até 14 de Janeiro. Quanto? Gratuita. Onde? Camden Arts Centre, Camden

 

London Literature Festival O que é? Este festival de literatura explora temas de prosa e poesia, conta com a apresentação de literatura em variados temas tais como a imigração, e palestras por reconhecidas personalidades tais como Hillary Clinton. Quando? Até 1 de Novembro. Quanto? Preços variados dependendo do evento. Onde? Southbank Centre

 

Poster Girls O que é? Exposição de posters do metro de Londres criados por artistas femininas durante os últimos 100 anos. Quando? Até 1 de Janeiro de 2018. Quanto? £17.50. Onde? London Transport Museum, Convent Garden

 

11hours Cuban Carnival O que é? Contem com 11 horas de dança salsa cubana non-stop, com comida e bebida tradicionais do país, no novo bar e workspace de Brick Lane, Juju. Quando? 15 de Outubro. Quanto? Pelo que me apercebo do site, a entrada é gratuita. Onde? Juju's Bar & Stage, Hanbury Street

 

Bloomsbury Festival O que é? Festival de música e artes na zona de Bloomsbury que, passo a falar em particular no concerto de piano de Belle Chen que, faz uma interpretação de piano do significado da palavra 'Saudade'. Achei curioso, no entanto, que na descrição do concerto não há qualquer referência ao facto desta ser uma palavra Portuguesa e, aliás, a forma como o evento está descrito parece referir-se a que 'saudade' seja uma palavra Francesa. Quando? 18 a 22 de Outubro (com este concerto de piano no dia 18). Quanto? Variam, mas no caso do concerto de piano os bilhetes ficam a £8 Onde? Senate House, Russell Square.

 

Soul of a Nation Closing Party O que é? O fim-de-semana final da exposição da história de soul e hip-hop nos EUA, e conta com Hip-Hop karaoke, cerveja e comida tipicamente Americana para animar a festa. Quando? 20 e 21 de Outubro. Quanto? De £7 a £28.50 dependendo da combinação de bilhetes que pretenderem. Onde? Tate Modern

 

Wandsworth Common Halloween Beer Festival O que é? Este é um festival anual em Wandsworth Common, ideal para os apreciadores de cerveja porque conta com mais de 100 tipos de cerveja e 25 tipos de cidra disponíveis a experimentar. Também tem a temática do Halloween e conta com música ao vivo na sexta e sábado. Quando?  De 25 a 28 de Outubro. Quanto? £25 se marcarem online ou £35 na porta e o bilhete inclui a cerveja e cidra ilimitada que quiserem beber. Onde? Wandsworth Common

 

Halloween Friday Late com Handel & Hendrix O que é? A casa de museu de Handel & Hendrix, onde o compositor de ópera, Handel, morreu, e onde o músico de rock Jimi Hendrix viveu, celebra as vidas destes dois músicos e da sua estadia em Londres. O evento em si conta com música dos artistas e experiências interactivas com os visitantes durante a noite. Quando? 27 de Outubro. Quanto? £20 Onde? 25 Brook Street, Mayfair

 

Halloween: Carnival of Carnage O que é? Festa de Halloween num clube privado em Hackney (mas podem entrar sem ser membros desde que tenham bilhetes para eventos lá realizados como este). Já fui a este clube e é sem dúvida um local muito interessante. Por fora parece um pub abandonado. Por dentro é um espaço que parece do outro mundo cheio de animais empalhados inclusive um urso panda enorme. Vistam-se no vosso ar Halloween ao tema da noite 'clowns in cravats, dandy devils, tailcoated terrors and monocled mummies' (acho que é mais fácil perceberem bem o tema escrito em inglês do que se fôr traduzido) e divirtam-se. Quando? 28 de Outubro. Quanto? £15 Onde? Kings Head Members Club, Haggerston

Os jogos do Baby Shower

Hoje passei a tarde num baby shower. Tinha sido organizado pelo pai do bebé como surpresa para a mãe. Começou por iniciar um grupo no Whatsapp com as amigas e pedir por ajuda de ideias sobre como começar a organização porque, compreensivelmente, ele nunca tinha organizado ou ido a um baby shower antes e, como tal, não fazia ideia do que preparar. 

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Fonte: Party Delights

 

As ideias foram mais que muitas relacionadas com a animação da tarde através de jogos. Os seleccionados foram os seguintes:

  • 'Adivinha o bebé: cada uma das convidadas tinha enviado a sua foto de bebé em avanço, e todas as fotos tinham sido impressas e numeradas, e cada uma de nós tinha que adivinhar a quem correspondia cada foto.
  • Labour or Porn: Envolve uma selecção de fotos com a cara de mulheres que parecem estar a gritar. O objectivo é adivinhar se cada foto foi tirada de uma mulher a ter um bebé ou de uma mulher num filme pornográfico.

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 Fonte: Jogo Labour or Porn

  • Pintar o baby grow: haviam dois baby grows brancos e várias canetas coloridas para que cada uma de nós podesse deixar a nossa marca artística na roupinha.
  • Hero or Villain?: Este foi um jogo inventado pelo namorado onde, ele apresentou 10 imagens num papel. Cada imagem representava uma coisa ou actividade que ela tem adorado ou odiado durante a sua gravidez. A parte engraçada é que a maior parte das imagens não tinha um significado óbvio, mas tinham que ser descodificadas para percebermos a mensagem. 

Os jogos foram bastante divertidos e, na minha opinião, o suficiente para haver entretenimento durante a tarde, mas sem serem demasiados porque, caso contrário, muitos jogos também seriam aborrecidos. 

Ficam aqui as ideias para um baby shower, para quem também pense organizar um. 

Uma Londres sem Uber

Quando as notícias surgiram na sexta-feira, eu mal queria acreditar no que estava a ler - a TFL retirou a licença ao Uber a contar a partir do final deste mês, e como tal o Uber vai deixar de poder operar em Londres. 

 

O Uber chegou a Londres, e ao mundo, com um conceito extremamente inovador, e alterou por completo a forma como eu, e muitos de nós, viajamos por distâncias curtas. O Uber tornou possível a ideia de eu não voltar para casa à noite de Autocarro Nocturno e andar nas ruas sozinha desde a paragem até casa, mas pagar antes por um táxi operado pela Uber. A diferença de preço é mais que significativa. Ainda me lembro da minha primeira viagem de Uber. Custou-me £7 uma viagem de Green Park a Stoke Newington. £7!!! Na altura, num mini cab normal custaria pelo menos £15. E seria pelo menos £25 num táxi de Londres. Os anos foram passando e, hoje provavelmente custaria-me cerca de £15 pela mesma viagem, mas o preço de um mini cab normal e de um táxi também seria um pouco mais elevado. Mas para além do factor preço, aprecio a aplicação do Uber em si - o facto de poder ver o número de estrelas de cada taxista que está associado à experiência de outros passageiros; o facto da informação de cada taxista estar disponível com o Uber, pelo que se torna uma aplicação muito mais segura do que noutro tipo de táxi onde não consigo identificar quem é aquela pessoa que confiei que me conduza ao meu destino. Além disso, o app torna a experiência de marcar um táxi imediatamente, extremamente fácil, e sem ter que ter as preocupações de ter dinheiro suficiente comigo nem ter que pensar no que é apropriado deixar de gorjeta. O Uber permitiu tornar viagens de carro muito mais acessíveis, por isso no momento em que li as notícias, só queria demonstrar o meu descontentamento. E comigo, muitas mais pessoas também o demonstraram, com mais de meio milhão de pessoas a assinar a petição do Uber contra a decisão da TFL durante as primeiras 24 horas. 

 

No entanto, não deixei de pensar na razão exacta porque a TFL está a ser tão exigente, e qual é a importância dessas mesmas exigências. Segundo a TFL, as razões porque decidiu contra a renovação da licença do Uber referem-se à falta de satisfação da forma como o Uber demonstra manter as regras que a TFL estabelece necessárias para todos os outros fornecedores de serviços de transporte em táxi em Londres. Elas são:

  • A forma como abordam queixas à polícia de ofensas criminais sérias
  • A forma como abordam a verificação de certificados médicos
  • A forma como abordam a verificação de historial (prisional, referências, etc.) dos taxistas
  • A forma como abordam o uso do Greyball em Londres (uma tecnologia que permite fazer selecções de quem vê os serviços normais do Uber, tais como indivíduos que tenham sido 'blacklisted' que poderão ser criminosos ou que poderão ser também oficiais regulatórios - dependendo de quem está a falar do Greyball, existem diferentes explicações para a justificação do uso do Greyball)

Ora, olhando para esta lista de exigências, faz-me pensar duas vezes sobre a decisão da TFL. Se o Uber não está a fazer as verificações necessárias para os seus taxistas e não apresenta as queixas sérias de taxistas à polícia, também fico com dúvida se quero que deixem esta empresa a continuar a manter operações em Londres. Se bem que o número apresentado de casos de ofensas não relatas à polícia seja mínimo (dois casos em milhares de viagens), mesmo assim, não deixa de haver certo risco, e concordo que o Uber deveria aceitar os termos definidos pela TFL. Não parecem ser termos exagerados. Ou pelo menos, aqueles que são apresentados ao público não parecem ser exagerados. Mas é possível que os detalhes desta situação ainda estejam para ser descobertos. 

 

O Uber vai fazer um apelo a esta decisão e, até haver uma conclusão jurídica, o Uber vai continuar a poder operar em Londres. Sinceramente, eu não quero que o Uber deixe de operar em Londres, mas também quero que sigam as medidas de segurança necessárias. Parece mais que certo que a TFL e o Mayor of London não vão reduzir as suas regras. A pergunta é mesmo se o Uber vai aceitar cumprir com os requerimentos. 

 

Se estiverem interessados em ficar a saber mais sobre o Uber e o seu modelo de negócio, achei interessante ler este artigo.

 

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Portugal em foco na TimeOut Londres

Hoje ao abrir a TimeOut deparo-me com uma secção dedicada à Londres Portuguesa.

 

Todas as semanas a TimeOut apresenta uma página dedicada a uma das 270 comunidades representativas em Londres. Esta semana foi a vez de Portugal e claro que não posso deixar de partilhar. Acho que para quem vive em Londres à alguns meses conhece ou já ouviu falar dos restaurantes e pastelarias indicadas nesta secção, e também sabe que a zona de Stockwell é conhecida como 'Little Portugal'.

 

O que eu não sabia é que o 'fish & chips' tinha sido inventado por judeus Portugueses!?! Bem, segundo a BBC os Portugueses judeus trouxeram o peixe frito a Inglaterra, mas não inventaram o prato. O Daily Mail concorda, mas o Wikipedia não especifica a origem. De qualquer forma, é um novo facto interessante. 

 

A TimeOut procura sempre entrevistar um nacional do país em foco que tenha alguma relação com a comunidade em questão, e no caso de Portugal, entrevistaram a Ana Có que é uma das fundadoras do The Little Portugal Project sobre o qual já tinha falado noutro post

Aqui fica o post da TimeOut:

Portuguese London TimeOut

 (clicar na imagem para ver a imagem aumentada)

 

Uma viagem pela Califórnia

Tenho estado ausente do blog nas últimas duas semanas porque estive a fazer uma 'roadtrip' pelo Sul da Califórnia. Quem segue o Instagrama do blog terá reparado nisso que fui colocando algumas fotos ao longo da viagem.

 

Dia 1

Los Angeles, Venice Beach

Esta é talvez a zona mais relaxada de Los Angeles. É a zona onde vivem os surfistas e, parece que toda a gente que lá vive faz Yoga ou outro desporto qualquer que, nos cafés de manhã, só se viam pessoas vestidas como quem tivesse acabado de sair do ginásio. É aqui também a nova zona de tecnologia da Califórnia que chamam de 'Silicone Beach' com a chegada da Google, Snapchat e outras tantas empresas de tecnologia que se vieram basear na zona nos últimos anos.

Venice Beach tem uma rua cheia de lojinhas giras, cafés, restaurantes, etc. chamada Abbot Kinney Blvd. Aparte dessa rua, o resto da zona é mais espaçada, tal como a maioria das localidades nos EUA, mas existe inúmera animação junto à zona da praia incluindo um parque de skate, a reconhecida 'Muscle Beach' que basicamente é um ginásio ao ar-livre onde o pessoal que lá está gosta de exibir os seus músculos aos turistas (é isso que parece, pelo menos), muitas lojinhas e uma rota de bicicleta. 

 

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Dia 2

Santa Barbara

Conduzindo para norte ao longo da Pacific Coast Highway, que é a rota mais bonita para se conduzir ao longo da Califórnia (em algumas partes, fez-me lembrar muito a estrada de Lisboa a Cascais), chegámos a Santa Barbara. Esta é uma vila muito perfeitinha, muito limpa, onde os edifícios são bonitos, a zona do centro é também mais concentrada e portanto é mais fácil de passear por esta vila à beira-mar. 

 

Dia 3 - Dia 5

La Jolla, San Diego

O dia em que viajámos de Santa Barbara a La Jolla, passámos a maior parte do tempo no carro. Demorámos 5 horas no caminho, sendo que a maioria do tempo foi passado na auto-estrada dentro de Los Angeles. As auto-estradas ali são gigantescas com 8 vias de cada lado em algumas partes da auto-estrada, e no mínimo tinham 4 vias de cada lado, quando nos encontrávamos na zona de LA. Algumas das intersecções eram de loucos onde via estradas a passar por cima à frente, atrás, pelos lados, mais abaixo,.. Sem dúvida que eram um pouco assustadoras em certos momentos e até fiquei surpreendida por não ter passado por qualquer acidente naquelas estradas.

La Jolla em si não era o que esperava. Devia ter feito uma melhor pesquisa, em vez de simplesmente marcar acomodação num local que me tinha sido recomendado. Para já, no centro de La Jolla havia apenas pequenas praias e a praia principal mais próxima ficava a 30 minutos a pé do centro. A vila em si é bonita mas o ambiente e o tipo de lojas e restaurantes da zona atraiam principalmente pessoas de uma faixa etária mais velha, e era uma vila relativamente calma. Para terem uma ideia, a maioria dos restaurantes fechava às 21:30h (sim, para jantar). 

De qualquer forma, aproveitei esses dias para relaxar o que soube muito bem. Se voltasse novamente, preferia ficar na zona de Mission Beach pelo que me apercebi ser uma zona mais interessante onde é possível ficar com uma melhor ideia da vida de San Diego.

 

Dias 6 e 7

Laguna Beach

Esta praia é conhecida pelo bom surf, por isso aproveitei o facto para ter a minha primeira aula de surf. A zona de Laguna Beach é mais animada que La Jolla, e os restaurantes ficam abertos até um pouco mais tarde. É conhecida pelas inúmeras galerias de arte espalhadas pelas ruas e vê-se maior variedade de pessoas de todas as idades nas ruas em comparação com La Jolla. Mas se voltasse novamente queria experimentar ficar numa das localizações mais pequenas antes de chegar a Laguna, tais como Encinitas ou Oceanside ou para o Norte de Laguna, tal como Newport Beach. 

 

Dias 8 e 9

Los Angeles

Desta vez ficámos mesmo na cidade, na zona entre Los Feliz e Siver Lake, que me tinham indicado que são as zonas mais semelhantes ao Este de Londres, zonas que sofreram uma mudança nos últimos anos e que, ao atraírem a comunidade artista para a zona, trouxeram uma nova vida e rejuvenesceram as áreas. Sem dúvida que encontrei vários locais de interesse nestas zonas, mas como é costume, tudo fica distante, e é preciso saber onde se quer ir porque se não, só se anda de um lado para o outro em grandes distâncias onde não há nada para ver. Essa zona ficava também perto de Griffith Park de onde era possível ver a cidade de Los Angeles e o sinal de Hollywood. 

Acabámos por ter que andar de carro quase o tempo todo visto que as distâncias são tão grandes. Passámos também de carro pelas zonas mais populares como Beverly Hills e Rodeo Drive, mas basicamente Rodeo Drive tem imensas lojas de designers onde eu não iria comprar nada por isso valeu mais a pena só passar de carro para ver o ambiente. 

Saímos do carro no Arts District, onde existe uma grande zona de armazéns utilizados como estúdios e galerias, e onde se encontram painéis com grafittis muito bons. Gostei de passar por lá, mas como era feriado estava quase tudo fechado o que foi pena. Gostava de lá voltar a um dia de semana normal. 

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Algumas coisas que descobri durante esta viagem:

  • Os Californianos conduzem relativamente bem, que é preciso conduzir bem nesta quantidade de auto-estradas que eles têm
  • Existe imenso controlo nas praias Californianas e não é permitido levar bebidas alcoólicas, fumar, fazer lugue, ou levar cães para a praia, entre outras restrições que algumas praias têm. 
  • Como não é permitido levar alcoól para a praia, também não existem bares de praia e igualmente snack-bars são poucos ou inexistentes, por isso é preciso ir para a praia preparado com comida ou estar preparado para sair da praia à hora de almoço para procurar qualquer sítio não muito distante. 
  • Os Californianos adoram chamar 'buddy' a toda a gente que acabaram de conhecer. Pode ser impressão minha, mas nunca reparei no uso dessa expressão tão frequentemente noutras zonas dos EUA onde tenha estado. 
  • Yoga, meditação, sumos frescos, comida orgânica, desporto, vida saudável, são essenciais para o Californiano.
  • As pessoas são extremamente simpáticas e conversadoras.
  • Não se devem assustar com o céu nublado da manhã, porque é normal e geralmente está sol por cerca das 11h da manhã
  • Vale a pena visitar a California

 

 

Portugal - o país da moda de 2017

Quando escrevi o post sobre o que achei da cidade de Lisboa durante a minha última visita, eu mencionei que sabia de uns colegas que estavam a pensar ir visitar Lisboa. Mas desde então, quase que não ouço falar noutro destino de férias senão Portugal. Nem mesmo nos dias de popularidade do Algarve, nunca me lembro de um ano, desde que estou em Londres onde tenha ouvido tantas pessoas falarem em visitar Portugal. Oram são os meus colegas (são já 7 deles este ano que eu saiba, e um deles, que ainda está para ir, escolheu Portugal como o seu destino para a Lua-de-Mel); ora são pessoas que ouço falarem em visitar Portugal na rua; ora são pessoas que sigo no Instagrama como o @mattpike, o @gallucks, e o @b.local.london que me lembro de ver publicarem fotos de Portugal recentemente. 

 

 

Wavey Pavey

Uma publicação partilhada por M A T T P I K E (@mattpike) a

 

Não pode ser só coicidência que de repente tantas pessoas visitem Portugal. Então fui fazer uma pequena pesquisa para tentar perceber esta mudança. 

 

Em Julho deste ano, quando o Primeiro-Ministro Português, António Costa, fez a inauguração da extenção do aeroporto de Faro, apresentou estatísticas que comprovem o que tenho notado recentemente - houve um aumento de 20% de turismo em Portugal nos primeiros 6 meses deste ano, inclusivé no Algarve com 18% de crescimento entre Janeiro e Maio, o que contraria o que é habitual, da maioria do turismo Algarvio se verificar no período de verão. Este factor, conjunto com o aumento de chegadas aos outros aeroportos internacionais principais do país, indica que o turismo não vem só à procura de praia e sol, mas sim da cultura, e beleza natural que Portugal tem para oferecer. 

 

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), o Programa Revive que oferesse concessão de projectos de turismo a privados, assim como o investimento que o governo tem feito em infrastrutura de inovação e tecnologia relacionada com o turismo, são dois factores importantes que ajudaram neste crescimento.

 

Mas achei particularmente interessante a explicação dada pelo Público, que indica que este crescimento não foi assim tão súbito. Para que o turismo se sinta atraído por Portugal é preciso que a infrastructura esteja disponível para receber bem os turistas. O primeiro grande impulso relacionado com o investimento na infrastrutura deu-se com a Expo 98, mas foi com o surgir das companhias aéreas low cost, que o turismo começou a aumentar. Com o aumento de viajantes, justificou aos Portugueses investirem mais na infrastrutura, desde hotéis, a restaurantes, área paisagista das cidades, limpeza das cidades e afins. Portanto, de repente temos um país cheio de bom clima, linda paisagem, pessoas simpáticas, boa comida e vinho, óptimos locais onde ficar a dormir, comer e divertir. A infrastrutura está no sítio para que, quem vá a Portugal tenha uma boa experiência e passe a palavra para os amigos quando regressa a casa. Ora da próxima que os tais amigos estão a pensar ir de férias, e vão pesquisar por inspiração à Internet, deparam-se com publicidade digital pelo Turismo de Portugal que promove as variadas experiências que podem ter no país. E assim, o 'amigo' fica convencido de que quer ir a Portugal também. 

 

Este ano o Turismo de Portugal decidiu investir os seus €10Milhões do orçamento de marketing, em marketing digital, e resultou! Afinal hoje em dia a larga maioria de pessoas pesquisa por férias online, e não só a forma como investiu e o tipo de comunicação que está a fazer tem sido extremamente bem sucedido em termos de angariação de turismo, mas agora temos a infrastutura que garante que efectivamente o turista consegue ter o nível de experiência que lhe foi 'vendida' na Internet, fica contente, coloca as suas fotos nas redes sociais criando publicidade gratuita para o país, e a ronda de turismo assim tem continuado a crescer. 

 

Fico muito contente que Portugal tenha dado esta volta à sua imagem. Há 10 anos atrás quando dizia a alguém que era de Portugal, falavam-me no Algarve e não se lembravam do nome da nossa capital. Há 5 anos atrás, quando lhes falava de Portugal perguntavam-me sobre a crise e o desemprego. Hoje em dia, digo que sou de Portugal e respondem entusiasmadamente falando-me sobre a sua última visita à cidade 'trendy' de Lisboa ou Porto, e de como adoram Pastéis de Nata e bacalhau. 

A experiência da meditação

No outro dia uma amiga adicionou-me a um grupo no What's App onde estavam a falar sobre marcar para ir a um Gong Bath. Chamava-se 'Psychadelic Gong Bath' para ser precisa, e todas elas estavam super entusiasmadas sobre a ideia de participarem. Eu nunca tinha ouvido falar num Gong Bath antes, mas dei uma breve vista de olhos ao evento no facebook que pouca informação dava a não ser que se referia a relaxamento, luzes e som. As raparigas no grupo do What's App também se referiram a quanto adoravam a ideia de ir relaxar e que estavam mesmo a precisar de ir a um Gong Bath, que rapidamente me apercebo que se tratava de um desses banhos quentes de spa que tinha luzes e música, daí lhe darem o nome de psicadélico. 

 

"OK, podem contar comigo" - disse eu sem pensar mais no assunto. 

No dia anterior à data marcada para o tal Gong Bath, encontrei-me com elas e uma relembrou-nos que tínhamos que trazer um tapete de yoga e uma manta. "Uma manta?" - digo eu. - "Mas não será melhor levar antes uma toalha?"

 

Ficámos um pouco atrapalhadas relativamente ao que a outra se estava a referir até que ela disse - "tu sabes que o Gong bath é para meditação, não sabes?" Desatei-me a rir. Não! Não fazia ideia que o Gong Bath não envolvia banho nenhum mas que era meditação ao som de gongs. Eu nem sequer faço yoga, quanto mais meditação. Nunca sequer tinha ouvido falar em tal termo. Claro que nos desatámos todas a rir da situação, que se elas não me dissessem, eu efectivamente iria aparecer lá de bikini e toalha. Mas tudo bem, eu gosto sempre de experimentar coisas novas por isso fui nessa. Vá de meditar. 

 

Além da pequena parte de meditação que fiz no final de 4 ou 5 aulas de yoga a que fui, só tinha experimentado meditação assim mais a sério uma vez, e tinha sido sentada num auditório a ouvir esta palestra, em que o orador assim do nada, pediu-nos para fecharmos os olhos e lá nos orientou por aquilo em que devíamos pensar - que estávamos sozinhos numa casa na floresta muito bonita junto a um pequeno rio, etc. etc. 

 

Ora ao chegarmos ao Gong Bath, lá fiz o que todas as pessoas fizeram (ou quase) - coloquei uma manta no chão porque não tinha tapete de yoga, e deitei-me colocando outra manta em cima de mim para não ficar com frio. Todas as pessoas estavam deitadas em torno destes dois grandes gongs localizados no centro desta igreja onde estávamos (julgo que seria uma igreja Baptista ou Presbiteriana, mas não sei bem). Éramos cerca de 100 pessoas no mesmo espaço, deitadas no chão. Fez-me ficar com a sensação de que estávamos todos a acampar num campo de férias. A maioria estava vestido ou com roupas largas estilo hippie/budista, ou com a sua roupa de ginásio, que era o meu caso, seguindo o conselho das minhas amigas.

 

 

Quando se deu início ao evento, a organizadora lá disse qualquer coisa de forma muito calma ao microfone, mas ela falava tão devagarinho e para dentro, que nem ao microfone consegui perceber o que ela estava a dizer.  - "Ora esta é que está boa! Agora nem sequer consigo ouvir o que a rapariga está a dizer, como raio é que vou conseguir seguir a meditação?!" Mas ela parou de falar, dirigiu-se a um dos gongs e começou a tocar nele. Olho para um lado, e as minhas amigas estão com os olhos fechados, olho para o outro, e o resto das pessoas também estão todas silenciosas de olhos fechados. "Bem, acho que devo fazer o mesmo que é para me começar a concentrar nisto". Os minutos começam a passar. Eu abro os olhos e a rapariga lá continua a bater num e noutro gong, enquanto que outra rapariga anda pelo meio das pessoas a distribuir uma espécie de cheiro de incenso pela igreja, que vinha de um vaso que ela carregava nas mãos. 

 

"Bem, dava jeito que uma delas dissesse alguma coisa que era para me guiar na meditação, senão como é que sei em que é que hei-de pensar?"

O tempo passa. Mais gongs e cheiro de incenso no ar.

"Mas no que é que esta gente toda está a pensar?"

 

O tempo continua a passar e eu desisto da ideia de que uma delas vá começar a dar-nos indicações sobre o que devemos pensar para a meditação. Tento ao máximo deixar-me entrar no momento e começo a pensar na vida, no dia-a-dia, depois começo a pensar no trabalho e arrependo-me de imediato porque eu sei que pensar em trabalho não é algo que me vá deixar ficar relaxada. Afinal relaxar é o principal objectivo da meditação, não é? Começo então a pensar se a ideia do Gong Bath não será associado à ideia de mindfulness, e eu sei que mindfulness refere-se a não pensar em nada. Logo, eu não devia pensar em nada.

 

"Não penses em nada, não penses em nada. Branco, transparente, vazio, atmosfera, ar, ar-do-mar, praia, sol, férias, ahh estou ansiosa para estar de férias. Não! Não! Não penses em férias. Isso são pensamentos da vida mundana. Tenho que pensar em nada. Nada, nada,.... Ahhhh, não consigo estar aqui a pensar em nada! Mas será que esta gente toda está aqui a pensar em nada? Nós estamos aqui, cento e tal pessoas desconhecidas deitadas no chão frio de uma igreja no Este de Londres, a uma segunda-feira à noite, durante uma hora e meia, a ouvir batuques de gong, quando podíamos estar em casa no conforto do nosso lar a fazer a meditação que quiséssemos com a música que quiséssemos sem mais ninguém, mas estamos antes aqui e pagámos por isto?!?! Mas esta gente está toda maluca?!

 

Quando acabámos a sessão uma das minhas amigas perguntou-me se eu achava que ía voltar? Eu respondi-lhe que achava que não, mas que gostei de ter passado pela experiência só para saber como é. Afinal claro que há pessoas, a maioria das que ali estavam provavelmente, que tiveram uma experiência totalmente diferente da minha e que devem adorar e que tudo aquilo tem muita lógica para eles. Respeito totalmente a sua opinião.  Se eu vou voltar? Não!

 

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A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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O que fazer em Londres em Agosto 2017

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Tem sido a conversa de todos os jornais de que a espectativa é para que este mês de Agosto vai ser chuvoso. Enquanto que qualquer um fica desapontado com esse tipo de notícias, há que pensar em todas as possibilidades de actividades que este mês tem para oferecer, que nem todas necessitam de dias solarengos. Aqui fica uma seleção

 

London Craft Beer Festival O que é? Pelo 5º ano seguido, este festival conta com a oportunidade de provarem cerveja de 45 cervejarias artesanais. O bilhete para o festival permite beberem quanto quizerem. Quando? 4 a 6 de Agosto. Quanto? £42. Onde? Hoxton Square, Shoreditch

 

Festiwell O que é? Workshops de yoga e meditação que conta tamb+em com música e palestras sobre meditação, bem-estar e nutriçãoa também com palestras Quando? 6 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Granary Square

 

Cinema no Tamisa O que é? A TimeOut organizou uma série de noites de cinema no Tamisa ao longo deste verão, mas agora tem uma nova noite separada onde podem ver o filme Moonlight. Esta sessão de cinema é passada num barco ao longo do Tamisa. Quando? 12 de Agosto. Quanto? £38 Onde? Regent's Park

 

ZiferJam O que é? O café Ziberflast em Shoreditch está a organiizar uma noite de música improvisada aberta a todos. Quando?  3 de Agosto . Quanto? £5 e conta com snacks. Onde? Shoreditch

 

The Beast - Castelo Insuflável para Adultos O que é? O maior percurso de insufláveis do mundo vai estar em Londres este Agosto. Quando vi as imagens publicitárias fez-me lembrar dos 'Jogos sem Fronteiras' que costumavam dar na televisão, para quem já cá anda à anos suficientes para se lembrar disso. E para quem não se lembra, precisam apenas de saber que eram uns jogos divertidos em que o pessoal andava em cima de insufláveis e outras coisas mais para ver quem conseguia chegar ao final primeiro. Quando? De 25 a 28 de Agosto. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Alexandra Palace

 

Shuffle Festival O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com sessões de filme, palestras, passeios guiados, arte, música, comida. Quando? 26 e 27 de Agosto. Quanto? £23. Onde? Tower Hamlets Cemetery, Mile End

 

Notting Hill Carnival O que é? O famoso carnaval de Notting Hill decorre no fim-de-semana prolongado no final de Agosto. Esperem paradas tipo de carnaval Brasileiro, muita música espalhada pelo festival inteiro,comida das caraíbas, animação de ruas e uma grande multidão nas ruas.. Quando? 27 e 28 de Agosto. Quanto? Gratuito Onde? Notting Hill