Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Brixton está ao rubro

Na passada sexta-feira à noite fui sair para Brixton porque tinha encontrado no Facebook que o Pop-Brixton estava a organizar noites de música ao vivo gratuitas todas as sextas-feiras. Como já não ía a Brixton há algum tempo e ainda não tinha estado no Pop-Brixton achei boa ideia passar por lá. Convidei alguns amigos e lá nos encontrámos. 

 

Devo dizer que fiquei um pouco surpreendida com o que encontrei. Eu já sabia que a Brixton Village na zona do mercado era popular e já existei na altura em que eu vivia em Brixton, à cerca de 5 anos atrás. Mas não só encontrei a Brixton Village com ainda mais restaurantes giros, cafés, pessoas e animação, mas também passei por um pop-up de 'Street Food' chamado Brixton Food Court, localizado no início da Atlantic Road, para quem vem do lado da estação. É um espaço relativamente pequeno comparado com o tamanho do Street Feast mas está muito bem organizado, com vários bancos convidativos a passar lá umas horas quando as noites começarem a aquecer. 

 

brixton_food_court.PNG

Brixton Food Court

Depois lá encontrei o Pop Brixton que também estava muito animado. Quando cheguei a banda já estava a tocar e, em frente do palco encontrava-se um grande espaço coberto para os espectadores verem o concerto, que é também perfeito para dançar depois do concerto, quando começam os DJs a passar música até tarde. À semelhança do Brixton Food Court, aqui os comerciantes também vendem street food, com uma grande variedade de comida incluíndo um restaurante Ghaniano, Pizza, Ramen, Hambúrgueres Indianos, Tacos e alguns outros. Para além de música ao vivo gratuita, o Pop Brixton também organiza vários outros eventos tais como noites de cinema e afins. 

 

popbrixton.PNG

Pop Brixton

Se ainda não conhecem vale a pena passar por Brixton uma destas noites, principalmente aos fins-de-semana quando tudo está mais animado, para fazerem uma visita ao Brixton Village, o Brixton Food Court ou o Pop Brixton, para além dos habituais pubs, bares e cafés muito bons que já existem também nas ruas de Brixton.  

brixtonvillage.jpg

Brixton Village - Imagem retirada @anneskitchen.co.uk

E o Cambodja é assim

Estou de volta a Londres e estou contente por estar de volta. Sem dúvida gostei da minha primeira experiência na Ásia, mas também depois de vários dias num ambiente tão diferente a que estou habituada, sabe bem voltar a casa e ao dia-a-dia. 

 

Aprendi imenso sobre a cultura, os hábitos e o país em sim. Sendo um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, algumas das suas características chocam um pouco. No entanto, para um país que teve que recomeçar do zero apenas à cerca de 40 anos atrás quando o Governo ditaturial do Khmer Rouge destruio o país e assassinou todas as pessoas que tinham algum nível de educação, seria difícil estar noutro tipo de situação. 

 

Algumas das coisas que me chocaram incluío ver as crianças a trabalharem em todo o lado; muitas pessoas a pedir esmola; muito lixo nas ruas, principalmente na capital Pnhom Penh; muita prostituição de adolescentes; a falta de controlo no trânsito onde era 'todos ao molho e fé em Deus' nos cruzamentos. A realidade com que os nacionais do Cambodja vivem fez-me apreciar e agradecer muito o facto de ter crescido num país desevolvido, onde, as crianças têm a oportunidade de ser educadas e poderem ter escolhas para o seu futuro. No Cambodja, a maioria das pessoas simplesmente não têm escolha. As suas decisões são motivadas pela sobrevivência e as condições locais da zona onde nasceram tendem a ditar aquilo que vão fazer para o resto da vida. 

 

Fiquei a conhecer essa parte da realidade do Cambodja, mas também fiquei a conhecer zonas muito interessantes com um tipo de beleza que nunca antes tinha visto. A zona de Siem Riep onde são localizados os principais templos do país é mais turística e agradável em termos de ambiente de rua do que a capital, e a visita aos templos, principalmente tendo a possibilidade de vê-los ao nascer do sol, é espectacular. Se bem que a minha visita favorita foi mesmo à ilha de Koh Rong, que era paradisíaca. Adorei!

 

Ficam algumas fotos da viagem:

phnom_penh_promenade.jpg

 Zona ribeirinha Phnom Penh

 

boat_trip.jpg

Passeio de barco Phnom Penh

 

insectos_venda.jpg

Venda de insectos - aranhas, larvas, e outras coisas mais

 

ankor_wat.jpg

Ankor Wat

 

koh_rong_vista.jpg

Ilha Koh Rong

 

praia_koh_rong.jpg

Praia Koh Rong

Vou mas é para o Cambodia pensar no assunto

Ontem tive o tal telefonema com o HSBC. Não durou muito tempo porque assim que lhes expliquei que tinha que fazer contrato em pouco mais de 2 semanas, eles disseram-me que seria impossível que a aplicação tivesse feita e aprovada nessa data, sendo que normalmente demoram 3 meses, e em casos rápidos demoram 2 meses. Portanto tive que desistir do HSBC. 

 

Nesse momento reparei que tinha duas opções - ou avançava com o Barclays ou desistia da casa. Olhei novamente para os valores do Barclays e, com tudo, ao final dos 2 anos do período de taxa fixa, iria pagar um valor total apenas de mais £100 que o HSBC. Isto porque, apesar do Barclays ser mais caro mensalmente, eles oferecem um cashback de £1000 o que é bom e balança logo as coisas. Tenho é que certificar-me de que coloco estes £100' de parte para efectivamente não sentir tanto o peso do empréstimo bancário. 

 

Telefonei à consultora e disse-lhe para ir em frente com o Barclays. Ela agora vai submeter mais papelada e, eventualmente lá me diria se fui aceite ou não. Essa é que é a grande questão!

 

Entretanto, enquanto isto avança e não avança, vou reflectir sobre o assunto para o Cambodia. É uma viagem que já tinha marcado em Dezembro e que finalmente está para chegar. Muito entusiasmante visto que nunca antes fui à Asia. A parte menos agradável é que o voo vai demorar quase 24horas!!! Parto amanhã de manhã cedo, e só chego a Pnhom Phen, a capital do Cambodia por volta das 13:30h do dia seguinte (que corresponde às 6:30 do horário Britânico). Tenho hotel para as duas primeiras noites e depois disso,... não sei. Vou à descoberta com a mala às costas. 

airplane-flying.jpg

 

Começam os primeiros problemas com a possível compra da casa

A situação da casa ainda não está nada resolvida e, afinal está a ser muito mais complicada e stressante do que o que inicialmente o agente me fez pensar. Stressante devido ao empréstimo bancário que tenho que pedir para o pagamento do apartamento. Quando eu disse que queria avançar com a casa e fiz a entrevista com o consultor de financiamento (é assim que se chama em Português a um Independent Mortgage Advisor?), ela disse que o banco que oferecia melhor taxa de empréstimo seria o Santander. Então lá fiz o pedido de empréstimo com o Santander. Passado um dia, o banco confirmou que o meu empréstimo tinha sido oferecido. Fiquei toda contente e descansada porque assim já podia avançar e comecei por pagar o serviço da consultora de financiamento, a entrada para os advogados e o depósito inicial para o apartamento. Dois dias depois de ter feito isso, a consultora volta-me a contactar e diz que afinal o Santander fez um erro no seu acesso e que afinal já não me vão dar um empréstimo! A consultora disse-me que tinham feito um erro quando analisaram o meu 'credito score' (qual o termo utilizado para credit score? Pontuação de crédito?) e que, afinal não era bom o suficiente para eles me concederem um empréstimo. 

 

- O quê?! Mas podem assim mudar de ideias sem mais nem menos? E porque raio é que o credit score não lhes agrada?? Nunca antes tinha pedido crédito e raramente uso o meu cartão de crédito. 

 

Aparentemente o facto de não estar cheia de dívidas é mau para o credit score. O que os bancos querem ver é que eu já tenha pedido dinheiro emprestado frequentemente e pago as dívidas. Mas isso tem alguma lógica?? Não será muito melhor emprestar dinheiro a alguém que sabe gerir o seu dinheiro de forma natural dentro das suas poses em vez de ter que estar a pedir dinheiro emprestado??

 

Enfim, lá a consultora disse-me que a segunda melhor alternativa era tentar pedir o dinheiro ao Barclays. Eu disse que sim, mas depois estive a fazer umas contas e vi que o HSBC oferecia condições muito melhores. Como tal, disse que já não ía em frente com o Barclays e que ía tentar com o HSBC primeiro. No entanto, o problema é que o HSBC é muito mais demorado no seu processo e, agora como já tinha dado a instrução aos advogados, já tenho uma data limite para fazer o contrato daqui a duas semanas e meia. mas estou com medo se o HSBC não trata das coisas até essa data. E se não tratar também não sei quais serão as consequências. Estou a tentar obter toda essa informação, mas devo dizer que isto é tudo muito stressante. 

União Europeia: O debate do referendo

Esta semana fui ver um debate organizado pelo Guardian relativo ao referendo da potencial saída do Reino Unido da União Europeia. No palco encontravam-se Alan Johnson, que lídera a campanha do Sim para o Reino Unido se manter na Europa; Nick Clegg, o anterior líder da coligação parlamentar a representar o partido liberalista, que também apoia o Sim; Andrea Leadsom que é uma deputada do partido Conservador a apoiar o Não e Nigel Farage, o líder do partido nacionalista britânico - UKIP, também apoiante do não.

 

A primeira pergunta colocada aos panelistas, era talvez aquela que eu tinha mais interesse em ouvir - o que é que vai acontecer efectivamente, se o Reino Unido sair da União Europeia. Ninguém soube responder, porque simplesmente não é algo que está planeado de forma que possa ser feita pública. Só a partir do momento em que a saída do Reino Unido fôr uma realidade é que o Governo Britânico vai entrar em negociações com a UE para que essas decisões possam ser tomadas. Uma coisa é certa. Se sairmos, não vai ser tão fácil para haver movimentação de novas pessoas a imigrar para o Reino Unido como é actualmente. 

 

Em termos das diferentes temáticas discutidas, digamos que, se houvessem vencedores, esses não teriam sido os adoptos do Não concerteza. Simplesmente porque eles não conseguiram providenciar argumentos que fossem fortes o suficiente para justificar a sua decisão. Os seus comentários basearam-se na crítica à imigração, no perigo de que a Turquia venha a fazer parte da UE em breve e, como tal o Reino Unido terá que ajudar e receber muitas pessoas provenientes desse país; e referiram-se também à falta de poder de decisão político visto que muitas regras são ditadas pela UE. 

 

Os representantes do Sim, referiram aos benefícios dos negócios com empresas da UE, à facilidade de movimentação, não só para dentro do Reino unido, mas para a Europa Continentalal, a força e suporte militar, e o facto de estarmos mais fortes e mais envolvidos agora, sendo que actualmente o Reino Unido também pode ter influência nas deciões polícas da UE, sob as quais não terá qualquer contolo se a população decidir sair. 

 

O evento não me respondeu à questão que tinha em mente, mas também agora sei que não existe uma resposta actual para a questão do que vai acontecer exactamente aos actuais e futuros imigrantes provenientes de países da União Europeia. 

 

Uma facto que considerei positivo é que a maior parte da audiência (e estavam ali cerca de 2,000 pessoas) estava a dar mais apoio aos comentários do Sim, do que do Não. 

 

eu_referendum.JPG

 

 

O que fazer em Londres em Março 2016 (o que resta dele)

fazer-03-16.jpg

 

OK, este mês tenho andado mais preocupada com a história da casa do que qualquer outra coisa, mas isso não afecta as centenas de coisas interessantes que há para fazer em Londres este mês. O post vem atrasado este mês, mas ainda vale a pena pesquisar sobre o que fazer nas restantes semanas de Março. Fica uma selecção do que achei interessante:

 

Eventos que celebram a História da Mulher O que é? Uma organização cultural em Tower Hamlets no Este de Londres está a realizar vários eventos ao longo de todo o mês de Março, desde palestras, a exposições de arte e comédias relacionadas com a história da Mulher. Quando? Até 31 de Março. Quanto? Alguns eventos pagos outros gratuitos. Ver programa. Onde? Vários locais em Tower Hamlets. Ver site para detalhes. 

 

Mariza em Londres O que é? A famosa fadista Portuguesa, Mariza, volta a cantar em Londres. Quando? 15 de Março. Quanto? £45.Onde? Barbican. Estação? Barbican.

 

Strange and Familiar - Exposição de fotografia O que é? Exposição de fotógrafos internacionais que capta a sua persectiva de aspectos da vida no Reino Unido. Quando? De 16 Março a 19 de Junho. Quanto? £12.  Onde? Barbican. Estação? Barbican.

 

St. Patrick's Day O que é? O dia de São Patrício, o Santo Padroeiro da Irlanda, celebra-se a dia 17 de Março, e tudo o que é pub e bar Irlandês vai celebrar o dia em força. Aconselho a lista seleccionada pela Time Out de locais onde celebrar essa noite. Quando? 17 de Março. Onde? Vários locais por Londres inteira.

 

Mercado de Primavera Filandês O que é? Mercado onde se vende artesanato, comes e bebes, incluíndo um BBQ à moda Filandesa. Quando? De 18-20 de Março. Quanto? Entrada gratuita. Onde? Finish Church.  Estação? Rotherhite.

 

Corrida dos Barcos - Oxford vs Cambridge O que é? Todos os anos estudantes das universidades de Oxford e Cambridge entram em competição numa corrida de barcos a remo no Tamisa. Tipicamente, os espectadores passam a tarde nos pubs solarengos junto do Tamisa enquanto esperam ver os barcos passar. Quando? 27 de Março. Quanto? Não se paga para ser espectador. Onde? Zona de Putney.  Estação? Putney ou Hammersmith.

 

Eu disse que sim!

O agente respondeu-me a todas as minhas questões, na sua maioria de forma positiva, como tal, eu disse-lhe que sim, que ía em frente. 

 

Agora o próximo passo é encontrar-me com o 'Independent Mortgage Adviser' (IMA) que eles aconselham para que me faça uma entrevista financeira para verificar se efectivamente tenho possibilidades de contribuir com pagamentos regulares. Depois dessa entrevista posso escolher qualquer outro Mortgage Adviser mas eles dizem que tenho que apresentar a minha aplicação para o empréstimo bancário (a mortgage) dentro de 2 dias após a entrevista. Ora isso faz-me pensar que eles estão a limitar o prazo exactamente para que eu não tenha tempo de procurar outra alternativa, o que me irrita. Em princípio gostaria de ir com o HSBC que, aparentemente tem as melhores taxas actuais. Já fui falar com eles e, estão actualmente a cobrar apenas cerca de 1.89% o que é excelente, portanto a ver se o IMA me consegue encontrar uma taxa melhor. De qualquer forma, segundo o que tenho lido, as taxas agora estão de forma geral, muito baixas, sendo o momento ideal para pedir um impréstimo. 

 

Apesar de tudo isto, agora, mais que nunca, tenho andado num corropio a ver sites de casas para vender. Quero ter mais bases para comparação e saber se estou mesmo a fazer a escolha certa ou se haverá por aí um apartamento melhor, maior, com uma melhor vista e bem localizado a um preço mais baixo. Claro que parecem pedidos a mais, mas acho importante fazer esta comparaçäo neste momento em que ainda não paguei nada e posso pensar melhor em todas as hipóteses. 

 

for_sale_signs.jpg

 

O apartamento volta a ser uma possibilidade

E no último post tinha dito que o tal apartamento não me tinha sido alocado, mas entretanto recebi um e-mail a informar que o apartamento já estava novamente disponível porque a pessoa a quem tinha sido alocado mudou de ideias. Como tal, o apartamento é meu se eu quiser!! 

 

Mas com essa notícia, também surge a dúvida - será que quero mesmo este apartamento? Será que esta é a melhor opção? Será que eu devia esperar mais algum tempo para ver se encontro um apartamento que possa comprar por inteiro em vez de shared ownership? E se fôr, será que o apartamento e o bloco de apartamentos tem todas as coisas que preciso - por exemplo parque seguro para a minha bicicleta (não quero ter que andar a acartar com ela para cima e para baixo todos os dias)?; A rua junto ao edifício vai ser cortada para não haver passagem de carros?; Vem com seguro de construção?;... fiz uma grande lista de questões que já enviei ao agente. Dependendo das respostas que ele der, eu logo vejo se vou em frente com o apartamento ou se não. Ao mesmo tempo, tenho andado numa euforia a olhar para tudo quanto é site de propriedades para ver o que mais está por aí à venda. Quero poder comparar preços, qualidade, localização, espaço, etc., para verificar se esta será a melhor decisão. Mas estou entusiasmada!

excited_emoji.PNG

 

Recomeça a procura de nova casa

Os leitores mais regulares podem lembrar-se que por meados do ano passado eu escrevi este post quando comecei a pensar em entrar numa das fases mais complicadas na vida de qualquer Londrino - encontrar casa para comprar.

 

Foi também nessa altura que fizeram cortes na minha empresa anterior e lá fui eu juntar-me à fila dos desempregados. Claro que essa não era altura para comprar casa nenhuma e, quando recomecei o novo emprego tive que esperar alguns meses até ficar permanente, antes de sequer poder pensar em comprar casa, visto que a maioria dos bancos não me iriam oferecer um empréstimo nessas condições.

 

Assim que fiz os 6 meses na empresa achei que seria altura de voltar a pensar no assunto. Primeiro fui falar com o meu banco para saber quanto podia emprestar e depois comecei a olhar para os anúncios de propriedades e inscrevi-me para receber alertas das mesmas dentro do meu orçamento.

E começam os alertas – uma mistura entre estúdios, apartamentos em edifícios sociais, apartamentos mais modernos ou em casas bonitas antigas localizados no cú de judas :-S Escusado será dizer que nenhum deles correspondia ao tipo de apartamento que eu gostava de poder comprar. Os preços de casas para comprar são absolutamente ridículos e, sinceramente pergunto-me como é que estas pessoas conseguem comprar as centenas de apartamentos de luxo que estão espalhados pela cidade e que não param de construir.

 

Ao deparar-me com a impossibilidade de comprar o tipo de apartamento que gostava de ter numa zona da minha preferência comecei a pensar que a minha melhor alternativa seria mesmo optar por ‘Shared Ownership’ ou ‘Help to Buy’, sendo que ambos são esquemas oferecidos pelo Estado para ajudar os compradores a comprar a sua primeira casa. No post que escrevi no ano passado já escrevi um pouco sobre shared ownership e, o conceito do Help to Buy é semelhante no sentido em que também não podem usar o esquema se não tiverem intenções de viver na casa. A diferença é que, com o Help to Buy, a casa é toda vossa, mas para além do empréstimo ao banco, o governo também vos dá um outro empréstimo que, até agora tem sido no valor de até 20% do valor total da casa, mas a partir de Abril deste ano vai passar a ser até 40% do valor total da casa para propriedades em Londres. Isso sem dúvida que vai abrir as portas a mais compradores mas também facilita aos construtores que podem continuar a manter os preços elevados sem perderem dinheiro com isso. O problema é que para beneficiarem do ‘Help to buy’ é necessário comprar casa num dos desenvolvimentos especificamente aprovados pelo esquema ‘Help to Buy’ e, a oferta desse tipo de propriedades é muito limitada.

 

Comecei então a pesquisar mais no site de shared ownership por desenvolvimentos que fossem do meu interesse já que essa foi a única opção que encontrei para poder conseguir comprar algo de que goste. Encontrei um desenvolvimento que parecia interessante e bem localizado e fui visitar o apartamento modelo. Gostei e submeti o meu interesse de imediato. Até ao momento em que eu tinha ido visitá-lo já tinham havido 20 pessoas a submeter interesse para os 14 apartamentos disponíveis. Passado uma semana recebi um email a informar-me que nenhum apartamento me tinha sido alocado. 

 

Este é um dos problemas da shared ownership. A concorrência. Preferência é dada a pessoas que vivam e/ou trabalhem na junta de freguesia para a qual se estão a candidatar a um apartamento. Eu correspondo a esse critério, mas existem muitos mais critérios tais como – preferência é dada a cidadãos que tenham cargos considerados ‘essenciais’ tais como enfermeiros, bombeiros, etc. Preferência é também dada a quem já esteja a receber ajudas financeiras do Estado, tais como a viver em acomodação social por exemplo. E eu não correspondo a nenhum desses critérios por isso também sou remetida para o fim da lista. Felizmente esse crit]erio todo está para ser eliminado em Abril deste ano, sendo que apenas os militares vão ter prioridade.

Enfim, não vejo outra possibilidade senão continuar atenta e candidatar-me para outro apartamento, quando eventualmente aparecer algo de que goste.

 

 

 Este mapa indica o valor médio do preco das propriedades por estação de metro de Londres. Vejam o mapa grande aqui

Property-Map-London-2.jpg