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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Restaurantes tão populares onde ninguém consegue ir

Estou frustrada. Frustrada porque queria marcar um jantar num local especial, diferente, original. Mas todas as minhas hipóteses apresentam-se impossíveis. 

 

Tinha visto na TimeOut à umas semanas que havia um novo restaurante com uns pequenos Igloos no terraço, em que cada mesa está fechada neste igloo com vistas de 360º para Tower Bridge e o Tamisa. São uma nova adição do Coppa Club em Tower Hill. O problema é que todas as marcações já estão esgotadas e, apesar de haver alguns igloos disponíveis por ordem de chegada, não quero arriscar ir lá parar e não dar para ficar com um igloo. 

 

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Pensei então em marcar o jantar da GingerLine. A gingerline é um conceito de suppaclub em que se janta num ambiente teatral. Parece um conceito muito interessante e há muito que tenho curiosidade de lá ir. Actualmente estão a decorrer dois conceitos diferentes da gingerline, mas como não podia deixar de ser - tudo esgotado até Abril. 

 

Então pensei tentar o pop-up Christmess Reveillon Feast que conta com 12 pratos, dança, teatro, shows, e decorre durante o mês de Dezembro numas arcadas na zona de Southbank. Mas adivinharam - esgotado na data em que queria.

 

É impressionante como tudo o que seja um pouco mais interessante e diferente seja assim tão popular. O que ainda é difícil de perceber também é como é que tanta gente sabe sobre estes eventos todos logo assim que aparecem, não deixando a oportunidade para aqueles que chegam um pouco tarde, de marcar também mesa. 

 

Portanto voltei à escala zero. Não faço ideia onde hei-de ir para o tal jantar. Se alguém tiver sugestões de jantares em locais originais que ainda não estejam esgotados, adorava ficar a saber desses locais. 

O que fazer em Londres em Dezembro 2016

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Estamos quase a chegar ao último mês de 2016. Sendo o mês do Natal, é típicamente conhecido como o mês das festas, dos exageros no álcool e doces, de bons tempos com amigos e família. Ficam então algumas ideias para ajudar a planear como vão preencher os vossos dias em Londrres durante o último mês do ano. 

 

Redchurch Street Christmas Market O que é? Pela primeira vez a Redchurch Street em Shoreditch vai organizar um festival de Natal na rua, com diferentes actividades a decorrer nos dias do festival, em colaboração com diferentes comerciantes locais. Quando? De 1 a 7 de Dezembro. Quanto? Gratuito mas existem específicas actividades que t~em que ser pagas em avanço. Onde? Redchurch Street, Shoreditch.

 

East End Independent's Day O que é? Os comerciantes Independentes da zona do Este de Londres entraram em colaboração para criar um dia específico em que abrem as portas ao público providenciando especiais eventos durante esse dia incluíndo tours dos seus estabelecimentos, apresentações da história de alguns dos estabelecimentos, e vai também haver oferta de comes e bebes gratuitos em alguns dos estabelecimentos. Quando? 3 de Dezembro. Quanto? Entrada a ser marcada através do site AlternativeLDN e custam de £12 a £35. Onde? Tours em Spitafields e Shoreditch ou Bow ou Broadway Market ou Columbia Road.

 

SantaCon O que é? Uma marcha de centenas de pessoas mascaradas de Pai (ou Mãe) Natal que percorrem as ruas de Londres a cantar canções de Natal, dar presentes às crianças, conversam com estranhos e passam assim uma tarde de diversão. Quando? 10 de Dezembro. Quanto? Gratuito participarem mas têm que efectuar registo no site. Onde? Centro de Londres

 

Winter Wonderland O que é? O maior mercado de Natal de Londres que conta com comes e bebes, diversões, bandas e artesanato para as vossas compras Natalícias. Quando? Até 2 de Janeiro. Quanto? Entrada Gratuita. Onde? Hyde Park.

 

Vauxhall Winter Village O que é? nas arcadas da estação de Vauxhall vão encontrar uma lounge de ski, com decoração vinda das montanhas brancas, com música, comes e bebes relacionados com o tema do ski e inverno.  Quando? Até dia 13 de Janeiro. Quanto? Entrada gratuita.

 

Geoffrye Museum Late Christmas Special O que é? O Museu da Casa - Geoffrye Museum vai ter uma noite de abertura prolongada especial por contar com festividades Natalícias incluíndo um mercado de Natal e artesanato. Quando? 1 de Dezembro. Quanto? Entrada gratuita.

 

Passagem de Ano O que é? A principal celebração da Passagem de Ano em Londres são os fogos de artifício no Tamisa. É necessário marcar com antecedência para poderem entrar na zona onde se vêm os fogos de perto, mas existem muitas outras alternativas para passar umpassagem de ano divertida em Londres. A TimeOut London criou uma página no seu site dedicado a ideias de coisas a fazer na passagem de ano por isso aqui fica a página com variadas ideias

Como estar activo e fazer amizades em Londres

Tenho alguns amigos que se queixam da vida sedentária que levam em Londres. Culpam o seu dia-a-dia no trabalho sentados a uma secretária, as longas horas de trabalho, e a comodidade de viverem perto de transportes públicos que faz com quem não andem muito entre o caminho de casa e trabalho. Eu a esses comentários respondo-lhes - “só não levas uma vida mais activa porque não queres.”

 

E isso porque, eu também tenho um emprego onde passo a maior parte do tempo sentada, e também vivo perto de transportes que me poderiam levar ao trabalho sem quase ter que andar, mas escolho não o fazer. Todos sabemos a importância de levar uma vida activa, não só para o corpo mas também para a mente, por isso é de nossa responsabilidade fazer para que isso aconteça. No meu caso eu já troquei os transportes públicos pela bicicleta à mais de 3 anos, e fez no mês passado de Outubro exactamente 10 anos que abri a minha inscrição no ginásio e nunca o deixei de frequentar. Claro que há semanas que já falharam, mas volto sempre ao ritmo. E como sei que geralmente tenho que trabalhar até tarde, o meu horário de ginásio decorre de manhã antes do trabalho. Depois sempre que posso vou dar passeios, ando bastante e vou dançar, quer seja para fazer o meu hobby de dança swing ou simplesmente dançar numa saída à noite.

 

Essas são as formas como principalmente me vou mantendo activa, mas existem muitas mais opções, por isso, para quem viva demasiado longe do trabalho para ir de bicicleta ou que não goste do ginásio, ficam mais algumas ideias, que permitem também conhecer novas pessoas:

  • Running clubs - existem muitos grupos para correr. Alguns são gratuitos como o park run ou estes apresentados pelo Londonist e outros são pagos para ajudar a manter o clube, mas geralmente é através de grupos pagos onde os membros tendem a ser mais regulares visto que se comprometeram a ir. Existem também grupos para diferentes níveis de experiência, portanto mesmo que ainda nunca tenham feito uma corrida de 5k, existem grupos onde os outros membros também ainda nunca a fizeram, o que ajuda bastante quando se corre com pessoas que têm o mesmo nível que vocês. Encontrem aqui uma listagem dos muitos clubes de corrida em Londres.
  • Desportos de equipa - quer prefiram futebol, andebol, voleibol, basquetebol, dodgeball, hóquei ou outros desportos, existam grupos para todos esses desportos, quer sejam eles grupos masculinos, femininos ou mistos. Muitos desses grupos podem encontrar em sites como o gumtree, ou até no faceboook. Pesquisem pelo nome do desporto que pretendem e a vossa zona preferida.
  • Danças - aprender uma nova dança é não só uma boa forma de se manterem mais activos como, sem duvida oferece boas oportunidades de fazer novos amigos. É necessário ir regularmente e ficar após as aulas para praticar a dança de forma a criar um grupo de amigos dentro dos alunos, mas sem duvida que resulta bem. Existem inúmeros locais e tipos de dança a que se podem dedicar. Ficam alguns exemplos:
  • Clubes de bicicleta - costumam encontrar-se para fazer percursos de bicicleta de distância média a longa, dependendo do dia de semana e geralmente terminam o percurso num pub. Vejam London Cycling Clubs
  • Natação - nem sempre são organizados em grupos mas se forem regularmente nadar a uma piscina irão começar também a conhecer as pessoas que frequentam essa piscina regularmente
  • Patinagem em linha - para quem gosta de patinagem em linha, todas as semanas no Hyde Park encontra-se um grupo de pessoas que percorre as ruas de Londres em patins. Todas as semanas os percursos são diferentes e as ruas escolhidas são selecionadas com cuidado para evitar o trânsito principal. No final estes passeios também terminam num pub.

 

Têm outras ideias que vos permitem manter activos ou recomendacoes de bons grupos a que pertençam ou tenham pertencido? Por favor indiquem nos comentários.

 

 

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 Fonte - Londonist

Um dia em galerias de arte

Hoje passei a tarde a visitar exposições artísticas. As duas muito interessantes e que nos fazem pensar sobre nós, aquilo que estamos a ver, como interpretamos o que estamos a ver, e a informação que nos está a transmitir sobre a sociedade ou o mundo em geral. São próximas uma da outra, ambas com entrada gratuita, e patrocínam uma tarde mesmo muito bem passada, por isso achei que devia partilhar para quem também esteja interessado.

  • The Infinite Mix - localizada na Strand, é uma exposição de vídeo e música. Lá dentro percorrem 10 quartos escuros onde estão apresentados vídeos de 10 artistas em temáticas totalmente diferentes. Entre os que gostei mais encontrava-se um filme que retrata uma comunidade Africa-Americana de Los Angeles; outro que apresentava o poeta John Giorno no seu 70º aniversário, a recitar um poema em que ele fala sobre a sua vida em retrospectiva. A exposição decorre entre 4 andares, incluíndo o parqueamento e, a meio da exposição, encontra-se um café muito giro e bem decorado com grandes sofás e vista para o rio e a Southbank, o que foi uma boa surpresa. 

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Fonte: The Infinite Mix, do filme de Kahlil Joseph, m.A.A.d

World Press Photo - localizada no Southbank Centre, conta com a apresentação da melhor fotografia de fotógrafos-repórteres do mundo, incluíndo o primeiro prémio sobre histórias da actualidade pelo fotógrafo Português Mário Cruz cujas fotos representam a situação dos 'escravos-modernos' no Senegal.

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 Foto de Mário Cruz premiada pela World Press Photo

O The Infinite Mix só vai estar em exibição até ao dia 4 de Dezembro, e o World Press Photo, reparei agora, só vai estar em exibição até amanhã. De qualquer forma, o Southbank Centre costuma ter sempre actividades e exposições interessantes a ver, pelo que vale a pena o passeio até lá. E se forem durante esta época Natalícia, ainda podem também aproveitar o mercado de Natal da Southbank. 

Como fazer todos repararem no teu novo corte de cabelo

Cortem a franja! (OK, isto não dá para a maioria dos homens. Vão ter que pintar o cabelo de azul para ter o mesmo efeito)

 

O acontecimento decorreu no sábado de manhã. Essa tarde tinha a festa de 1º aniversário da filha de uma amiga onde estavam uns quantos amigos. Ao chegar lá, recebi a primeira reacção de grupo ao meu novo penteado. Foi uma reacção de surpresa mas os comentários pareceram genuinamente positivos. 

 

Nessa noite, fui a uma house party de outra amiga e, novamente tive a experiência da reacção geral de surpresa, mas esta também pareceu ser positiva. 

 

Os adjectivos que usaram incluíam - edgy, cool, trendy. Gosto desses adjectivos todos portanto, primeiras impressões pareceram-me bem. 

 

Na segunda-feira trabalhei de casa, por isso as únicas reacções que recebi nesse dia foram dos colegas com quem tive video-conferências. O Mark, que trabalha na minha equipa, disse que eu me ía enquadrar bem nos cafés de 'East London', e a forma como disse foi semi de quem gosta, semi de quem não tem bem a certeza se eu não fiz um grande disparate. Mas a melhor reacção veiu mesmo da minha chefe e dos colegas em Nova York. Já estávamos em conferência à uns minutos e a minha chefe perguntou se eu estava na linha. Quando eu falei, a minha imagem deve ter aparecido maior no ecrã dela e eu vejo-a quase a dar um pulo da cadeira:

 

Chefe: Oh My God!!

Colega que estava na sala de reuniões com ela: What?

Chefe: She's got the bangs! Let me show you (e vira o ecrã do portátil para o resto da sala)

Colega: OH MY GOD!

 

Wow! Não estava assim à espera de uma reacção tão acentuada/assustada. Essa reacção indica-me que elas não gostaram nada de ver a franja.

 

E a partir de ontem no escritório, tenho achado uma piada ao aperceber-me que cada pessoa que fala comigo ou passa por mim no escritório pela primeira vez desde sexta-feira faz um comentário à franja. É certinho. Eu olho para eles, eles olham para mim, e sai um comentário à franja. 

 

A variedade de opiniões é facilmente perceptível pela forma como se referem à franja. Os comentários traduzem-se 

"I really, really like your fringe" = gosta mesmo da minha franja

"I like all of that. Suits you perfectly" = já devias ter feito a franja há mais tempo

"Looks great" = não tenho bem a certeza se gosto ou se não gosto

"Oh, that's a nice fringe" = estavas muito melhor como tinhas o cabelo antes

"What a hair cut! You look so different" = odeio essa franja! Mas tu estavas parva ou quê?

 

Bem, quer gostem ou não gostem, daqui a uns tempos habituam-se e já nem se vão lembrar como é que eu tinha o cabelo dantes. 

 

Quanto a mim, estou a gostar imenso da diferença. Vou manter pelo menos durante o inverno e depois logo se vê. 

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Fonte: Pinterest

Faz sentido fazer ofertas nos estabelecimentos comerciais?

Gostei imenso da minha recente visita à ilha da Creta e de ficar a conhecer alguns dos costumes locais. Um deles, por exemplo, é que ao fim de todas as refeições nos ofereciam uma garrafinha de Ouzo ou Raki (ambas bebidas locais tipo água-ardente) acompanhadas de uma pequena sobremesa. Algumas vezes dávam-nos gelado, outras vezes um pudim ou bolinho, etc. É um pequeno mas agradável gesto e, poderá provavelmente fazer com que as pessoas venham a dar uma gorjeta maior.

 

Também já notei que muitos restaurantes Indianos no Reino Unido costumam dar rebuçados ou chocolates quando trazem a conta, possivelmente também com o intuito de fazer com que as pessoas se sintam mais inclinadas para dar uma gorjeta maior.

 

Este gesto na creta faz com que me pergunte se o mesmo não ía resultar bem noutros países? Com certeza, restaurantes que façam pequenas ofertas, principalmente  de algo caro como álcool, vão ser estabelecimentos mais populares, de que as pessoas querem falar, e com positivos comentários e ratings relacionados com essa oferta em sites como o tripadvisor. Ora, se aquilo que fôr oferecido tiver um custo inferior às potenciais gorjetas,este gesto pode compensar significativamente. 

 

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Fonte da imagem: paperblog

 

Enquanto pensava no assunto achei que esta opção podía ser interessante para restaurantes em muitos países, mas pensando na situação do Reino Unido, e principalmente forçando-me em Londres, tal oferta de produtos talvez já não faça muita lógica pelas seguintes razões:

  • O Londrino é desconfiado: ninguém dá nada a ninguém em Londres, e a oferta de bebidas ou comida em restaurantes Londrinos podia ser olhado com suspeita por algumas pessoas - “se nos estão a oferecer este bolo é porque deve estar a passar da validade?”
  • Considerada uma atitude irresponsável: o consumo de álcool, é praticamente um elemento essencial de qualquer refeição, sendo que a partilha de uma garrafa de vinho para duas pessoas é mais que comportamento normal. A possível oferta de um digestivo com teor alcóolico de 45%, como é o caso do Ouzo, seria uma atitude considerada totalmente irresponsável por parte dos comerciantes, visto que os seus hóspedes já irão estar alcoólizados mais do que suficiente pela hora que terminarem a refeição. E, se em vez de álcool, pretendessem oferecer uma sobremesa, lá viria um instituição como a British Heart Foundation ou o Jamie Oliver, mandar vir com os ditos estabelecimentos por estarem a incentivar o consumo do açúcar, que consecutivamente leva a maus hábitos de alimentação do indivíduo e das famílias, que podem levar a doenças, e a maiores custos para o NHS, etc., etc.
  • Demasiado tempo a ocupar mesas que podiam estar a gerir lucro: ao estarem a dar mais de comer e beber a quem terminou a refeição, faz com que essas pessoas se mantenham mais tempo a ocupar a mesa no restaurante. Tal mesa poderia ser utilizada por outros que viessem pedir uma nova refeição, e portanto, gerar muito mais lucro do que o potencial extra que os empregados receberiam em gorjeta.
  • Todas as migalhas contam para pagar a renda: numa cidade onde o custo da renda de qualquer estabelecimento sobe a uma velocidade vertiginosa, só aqueles que são mesmo muito cuidadosos com os custos, mantendo-os ao mínimo, enquanto que conseguem alcançar o máximo de proveito, é que conseguem sobreviver.
  • O Londrino é justo: Quem vive em Londres está acostumado a pagar gorjeta já incluída na conta, e se tal não estiver incluída na conta, o normal é que o Londrino pague o valor de 10% do valor da conta em gorjeta de qualquer forma. Esse hábito está vincado na cultura e, de forma geral, não é porque tenham melhor serviço sob a forma de ofertas ou simpatia que vão necessariamente dar mais que os 10%. Só em situações em que o serviço seja muito mau é que o Londrino não deixa gorjeta, para demonstrar o seu descontentamento.

 

Portanto ao fim das contas, talvez para alguns restaurantes, em certas localidades, que pretendem marcar pela diferença, oferecer algumas coisas durante a refeição possa servir como benefício (agrada-me por exemplo quando ainda encontro aqueles restaurantes em Portugal onde não cobram pelo pão e manteiga), mas numa localidade como Londres, penso que 'essa moda' não vai pegar.

A mensagem de Hillary

O resultado das eleições Americanas já todos sabemos. Conheci os resultados através de um dos meus grupos de amigos no Whats App que tinham começado a discutir os resultados antes destes serem apresentados. Hillary Clinton estava a ficar para trás e os comentários era de descrédito e receio. Eventualmente os resultados finais foram apresentados e, à medida que as minhas amigas íam acordando e apercebendo-se do resultado, deixavam as suas impressões de desapontamento. A Americana que está no grupo passou a manhã a chorar e pediu para ter companhia durante essa tarde. No meu caso, ao ler os resultados, é como se estivesse a passar pela manhã do Brexit novamente. É aquela sensação de descrédito de que uma maioria de pessoas efectivamente acredite que tenha tomado a decisão certa, e uma sensação de total incapacidade para poder fazer o que quer que seja para mudar os resultados, por isso aqui fica.

 

O discurso de concessão de Hillary Clinton tocou-me, principalmente quando ela se dirigio às jovens mulheres apelando a que nunca dúvidem que têm o valor e a capacidade para conseguirem atingir os seus sonhos. 

 

 

O mundo pode mudar consideravelmente amanhã

O resultado das eleições Presidenciais Americanas de amanhã pode trazer alterações significativas para o mundo como o conhecemos hoje em dia. Sinceramente, estou com receio do resultado.

Em Junho eu pensei que os Britânicos não íam votar Brexit, e acordei para as terríveis notícias.

Os Americanos com que lido no dia-a-dia também me indicam que o pior não vá acontecer, mas existem tantos outros Americanos que não pensam como eles, que a possível vitória de Trump torna-se altamente assustadora. 

O que a vitória de Trump significa exactamente ninguém sabe ao certo, mas a subida à liderança de um dos países mais poderosos e influentes do mundo, por um homem que é fascista, xenófobo, machista, arrogante,...(achei interessante ler os variados nomes com que as pessoas caracterizam Trum no site trumpinoneword.com) não pode levar a um resultado positivo. 

Segundo o jornal The Telegraph, estas são as actuais previsões relativamente aos Estados que vão votar maioritariamente Democratas (Hillary Clinton) ou Republicanos (Donald Trump). São previsões sinceramente assustadoras. 

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Fonte: The Telegraph

 

Só posso desejar muito boa sorte para os Estados Unidos da América e para o Mundo no resultado de amanhã.

Uma semana na Creta

Escrevi este post ontem quando estava fechada num aeroporto: 

 

"Esta semana passei-a de férias na Ilha de Creta e neste momento encontro-me fechada numa porta de embarque de onde não posso sair, à espera de um voo da Ryanair que está 2 horas atrasado e sem qualquer expectativa de quando vai sair. “Já não chovia assim desde Fevereiro” - disse o taxista que me trouxe para o aeroporto. Pelos vistos a falta de chuva faz com que os pilotos não façam ideia de como pilotar nestas condições e o resultado é evidente.

 

Para piorar a situação um bocadinho, a lojinha da porta de embarque onde me encontro não tem sequer um jornal ou revista à venda; já acabei os meus livros durante as férias; a Wi-Fi é inexistente e a minha 3G demora imenso a puxar qualquer informação. Ao menos tenho comigo o iPad com 75% de bateria o que, ao menos, me permite ir escrevendo este post offline.

 

Felizmente durante a semana a temperatura esteve agradável o que deu para aproveitar e ficar a conhecer a ilha. Fiquei num local chamado Georgiopoulis, localizado no norte da ilha, entre as cidades de Chania e Heraklion (a capital). Georgiopoulis é uma aldeia bonita com uma longa praia, e vários restaurantes agradáveis, mas a sua localização é principalmente interessante por estar próxima de vários locais de interesse. Optámos por não alugar carro, mas isso não foi problema para passear. Autocarros locais fazem a ligação entre Georgiopoulis e as cidades de Chania e Heraklion, assim como diferentes pontos de interesse entre as duas. A nossa primeira visita foi a vila de Rethymno com as suas pequenas ruas calcetadas, o seu porto Veneciano, o forte no alto e, os seus muitos bares e restaurantes agradáveis. Durante os outros dias tivemos a oportunidade de visitar Chania, que também é uma cidade muito bonita, demos passeios de bicicleta, visitámos o lindíssimo Lago Kourmas, fizemos uma prova de vinhos na vinha que produz o Nostos Wines, que por sinal, só utiliza rolhas de cortiça importadas de Portugal, e descansámos também um pouco. Muito bonita a ilha e recomendo a visita. A experiência talvez seja um pouco diferente se vierem no pico do verão quando está muito calor que, imagino, reduza o interesse em andar de um lado para o outro quando o sol torra, mas para quem tiver a possibilidade de passear um pouco na ilha, sem dúvida que vale a pena."

 

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Porto de Rethymno

 

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Lago de Kournas

 

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Mounasakis Winery - Nostos Wines

 

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Georgiopoulis 

 

O meu vôo acabou por ficar 6 horas atrasado! E ainda tivemos que ir parar em Frankfurt para mudarem o staff. Enfim,.. uma chatisse. Tinha imensos planos de chegar a casa no início da tarde para tratar de várias coisas e afinal, cheguei apenas a tempo de ir dormir. 

 

The Book of Mormon

No meu aniversário (que decorreu no final de Setembro), recebi bilhetes para ir ver o The Book of Mormon, e a noite de show foi esta semana. 

 

Já estava curiosa para ver este musical desde que estreou em finais de 2011. Lembro-me de que na altura os bilhetes ficaram esgotados durante meses e como os críticos diziam que era hilariante só fazia fomentar ainda mais o interesse para ver o espectáculo. Hoje em dia os bilhetes conseguem-se adquirir mais facilmente, mas de qualquer forma o show a que fui estava completamente esgotado. 

 

Para quem não sabe, os autores do musical são os mesmos da série Southpark, o que significa que escreveram o musical com alto teor de sarcasmo. O musical retrata a experiência de um grupo de jovens missionários da religião Mormon que pretendem espalhar a palavra no Uganda. 

 

Lembro-me de ver os tais Élders, homens jovens vestidos de fato preto, camisa branca e uma maleta preta várias vezes por Lisboa mas ainda nunca os vi por Londres que me lembre. Talvez tenham tentado em tempo e achado que não valia a pena tentar converter os Britânicos que estes já não têm salvação para os pecados todos que cometem de um lado para o outro. 

 

De facto o musical foi engraçado. Não foi tanto de rir à gargalhada quanto eu estava à espera mas sem dúvida foi uma boa diversão para a noite. 

 

Já tinha escrito um post anteriormente sobre musicais e onde comprar bilhetes. Aqui fica.

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Fonte da foto: bookofmormonlondon.com