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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Portugal em foco na TimeOut Londres

Hoje ao abrir a TimeOut deparo-me com uma secção dedicada à Londres Portuguesa.

 

Todas as semanas a TimeOut apresenta uma página dedicada a uma das 270 comunidades representativas em Londres. Esta semana foi a vez de Portugal e claro que não posso deixar de partilhar. Acho que para quem vive em Londres à alguns meses conhece ou já ouviu falar dos restaurantes e pastelarias indicadas nesta secção, e também sabe que a zona de Stockwell é conhecida como 'Little Portugal'.

 

O que eu não sabia é que o 'fish & chips' tinha sido inventado por judeus Portugueses!?! Bem, segundo a BBC os Portugueses judeus trouxeram o peixe frito a Inglaterra, mas não inventaram o prato. O Daily Mail concorda, mas o Wikipedia não especifica a origem. De qualquer forma, é um novo facto interessante. 

 

A TimeOut procura sempre entrevistar um nacional do país em foco que tenha alguma relação com a comunidade em questão, e no caso de Portugal, entrevistaram a Ana Có que é uma das fundadoras do The Little Portugal Project sobre o qual já tinha falado noutro post

Aqui fica o post da TimeOut:

Portuguese London TimeOut

 (clicar na imagem para ver a imagem aumentada)

 

Uma viagem pela Califórnia

Tenho estado ausente do blog nas últimas duas semanas porque estive a fazer uma 'roadtrip' pelo Sul da Califórnia. Quem segue o Instagrama do blog terá reparado nisso que fui colocando algumas fotos ao longo da viagem.

 

Dia 1

Los Angeles, Venice Beach

Esta é talvez a zona mais relaxada de Los Angeles. É a zona onde vivem os surfistas e, parece que toda a gente que lá vive faz Yoga ou outro desporto qualquer que, nos cafés de manhã, só se viam pessoas vestidas como quem tivesse acabado de sair do ginásio. É aqui também a nova zona de tecnologia da Califórnia que chamam de 'Silicone Beach' com a chegada da Google, Snapchat e outras tantas empresas de tecnologia que se vieram basear na zona nos últimos anos.

Venice Beach tem uma rua cheia de lojinhas giras, cafés, restaurantes, etc. chamada Abbot Kinney Blvd. Aparte dessa rua, o resto da zona é mais espaçada, tal como a maioria das localidades nos EUA, mas existe inúmera animação junto à zona da praia incluindo um parque de skate, a reconhecida 'Muscle Beach' que basicamente é um ginásio ao ar-livre onde o pessoal que lá está gosta de exibir os seus músculos aos turistas (é isso que parece, pelo menos), muitas lojinhas e uma rota de bicicleta. 

 

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Dia 2

Santa Barbara

Conduzindo para norte ao longo da Pacific Coast Highway, que é a rota mais bonita para se conduzir ao longo da Califórnia (em algumas partes, fez-me lembrar muito a estrada de Lisboa a Cascais), chegámos a Santa Barbara. Esta é uma vila muito perfeitinha, muito limpa, onde os edifícios são bonitos, a zona do centro é também mais concentrada e portanto é mais fácil de passear por esta vila à beira-mar. 

 

Dia 3 - Dia 5

La Jolla, San Diego

O dia em que viajámos de Santa Barbara a La Jolla, passámos a maior parte do tempo no carro. Demorámos 5 horas no caminho, sendo que a maioria do tempo foi passado na auto-estrada dentro de Los Angeles. As auto-estradas ali são gigantescas com 8 vias de cada lado em algumas partes da auto-estrada, e no mínimo tinham 4 vias de cada lado, quando nos encontrávamos na zona de LA. Algumas das intersecções eram de loucos onde via estradas a passar por cima à frente, atrás, pelos lados, mais abaixo,.. Sem dúvida que eram um pouco assustadoras em certos momentos e até fiquei surpreendida por não ter passado por qualquer acidente naquelas estradas.

La Jolla em si não era o que esperava. Devia ter feito uma melhor pesquisa, em vez de simplesmente marcar acomodação num local que me tinha sido recomendado. Para já, no centro de La Jolla havia apenas pequenas praias e a praia principal mais próxima ficava a 30 minutos a pé do centro. A vila em si é bonita mas o ambiente e o tipo de lojas e restaurantes da zona atraiam principalmente pessoas de uma faixa etária mais velha, e era uma vila relativamente calma. Para terem uma ideia, a maioria dos restaurantes fechava às 21:30h (sim, para jantar). 

De qualquer forma, aproveitei esses dias para relaxar o que soube muito bem. Se voltasse novamente, preferia ficar na zona de Mission Beach pelo que me apercebi ser uma zona mais interessante onde é possível ficar com uma melhor ideia da vida de San Diego.

 

Dias 6 e 7

Laguna Beach

Esta praia é conhecida pelo bom surf, por isso aproveitei o facto para ter a minha primeira aula de surf. A zona de Laguna Beach é mais animada que La Jolla, e os restaurantes ficam abertos até um pouco mais tarde. É conhecida pelas inúmeras galerias de arte espalhadas pelas ruas e vê-se maior variedade de pessoas de todas as idades nas ruas em comparação com La Jolla. Mas se voltasse novamente queria experimentar ficar numa das localizações mais pequenas antes de chegar a Laguna, tais como Encinitas ou Oceanside ou para o Norte de Laguna, tal como Newport Beach. 

 

Dias 8 e 9

Los Angeles

Desta vez ficámos mesmo na cidade, na zona entre Los Feliz e Siver Lake, que me tinham indicado que são as zonas mais semelhantes ao Este de Londres, zonas que sofreram uma mudança nos últimos anos e que, ao atraírem a comunidade artista para a zona, trouxeram uma nova vida e rejuvenesceram as áreas. Sem dúvida que encontrei vários locais de interesse nestas zonas, mas como é costume, tudo fica distante, e é preciso saber onde se quer ir porque se não, só se anda de um lado para o outro em grandes distâncias onde não há nada para ver. Essa zona ficava também perto de Griffith Park de onde era possível ver a cidade de Los Angeles e o sinal de Hollywood. 

Acabámos por ter que andar de carro quase o tempo todo visto que as distâncias são tão grandes. Passámos também de carro pelas zonas mais populares como Beverly Hills e Rodeo Drive, mas basicamente Rodeo Drive tem imensas lojas de designers onde eu não iria comprar nada por isso valeu mais a pena só passar de carro para ver o ambiente. 

Saímos do carro no Arts District, onde existe uma grande zona de armazéns utilizados como estúdios e galerias, e onde se encontram painéis com grafittis muito bons. Gostei de passar por lá, mas como era feriado estava quase tudo fechado o que foi pena. Gostava de lá voltar a um dia de semana normal. 

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Algumas coisas que descobri durante esta viagem:

  • Os Californianos conduzem relativamente bem, que é preciso conduzir bem nesta quantidade de auto-estradas que eles têm
  • Existe imenso controlo nas praias Californianas e não é permitido levar bebidas alcoólicas, fumar, fazer lugue, ou levar cães para a praia, entre outras restrições que algumas praias têm. 
  • Como não é permitido levar alcoól para a praia, também não existem bares de praia e igualmente snack-bars são poucos ou inexistentes, por isso é preciso ir para a praia preparado com comida ou estar preparado para sair da praia à hora de almoço para procurar qualquer sítio não muito distante. 
  • Os Californianos adoram chamar 'buddy' a toda a gente que acabaram de conhecer. Pode ser impressão minha, mas nunca reparei no uso dessa expressão tão frequentemente noutras zonas dos EUA onde tenha estado. 
  • Yoga, meditação, sumos frescos, comida orgânica, desporto, vida saudável, são essenciais para o Californiano.
  • As pessoas são extremamente simpáticas e conversadoras.
  • Não se devem assustar com o céu nublado da manhã, porque é normal e geralmente está sol por cerca das 11h da manhã
  • Vale a pena visitar a California

 

 

Portugal - o país da moda de 2017

Quando escrevi o post sobre o que achei da cidade de Lisboa durante a minha última visita, eu mencionei que sabia de uns colegas que estavam a pensar ir visitar Lisboa. Mas desde então, quase que não ouço falar noutro destino de férias senão Portugal. Nem mesmo nos dias de popularidade do Algarve, nunca me lembro de um ano, desde que estou em Londres onde tenha ouvido tantas pessoas falarem em visitar Portugal. Oram são os meus colegas (são já 7 deles este ano que eu saiba, e um deles, que ainda está para ir, escolheu Portugal como o seu destino para a Lua-de-Mel); ora são pessoas que ouço falarem em visitar Portugal na rua; ora são pessoas que sigo no Instagrama como o @mattpike, o @gallucks, e o @b.local.london que me lembro de ver publicarem fotos de Portugal recentemente. 

 

 

Wavey Pavey

Uma publicação partilhada por M A T T P I K E (@mattpike) a

 

Não pode ser só coicidência que de repente tantas pessoas visitem Portugal. Então fui fazer uma pequena pesquisa para tentar perceber esta mudança. 

 

Em Julho deste ano, quando o Primeiro-Ministro Português, António Costa, fez a inauguração da extenção do aeroporto de Faro, apresentou estatísticas que comprovem o que tenho notado recentemente - houve um aumento de 20% de turismo em Portugal nos primeiros 6 meses deste ano, inclusivé no Algarve com 18% de crescimento entre Janeiro e Maio, o que contraria o que é habitual, da maioria do turismo Algarvio se verificar no período de verão. Este factor, conjunto com o aumento de chegadas aos outros aeroportos internacionais principais do país, indica que o turismo não vem só à procura de praia e sol, mas sim da cultura, e beleza natural que Portugal tem para oferecer. 

 

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), o Programa Revive que oferesse concessão de projectos de turismo a privados, assim como o investimento que o governo tem feito em infrastrutura de inovação e tecnologia relacionada com o turismo, são dois factores importantes que ajudaram neste crescimento.

 

Mas achei particularmente interessante a explicação dada pelo Público, que indica que este crescimento não foi assim tão súbito. Para que o turismo se sinta atraído por Portugal é preciso que a infrastructura esteja disponível para receber bem os turistas. O primeiro grande impulso relacionado com o investimento na infrastrutura deu-se com a Expo 98, mas foi com o surgir das companhias aéreas low cost, que o turismo começou a aumentar. Com o aumento de viajantes, justificou aos Portugueses investirem mais na infrastrutura, desde hotéis, a restaurantes, área paisagista das cidades, limpeza das cidades e afins. Portanto, de repente temos um país cheio de bom clima, linda paisagem, pessoas simpáticas, boa comida e vinho, óptimos locais onde ficar a dormir, comer e divertir. A infrastrutura está no sítio para que, quem vá a Portugal tenha uma boa experiência e passe a palavra para os amigos quando regressa a casa. Ora da próxima que os tais amigos estão a pensar ir de férias, e vão pesquisar por inspiração à Internet, deparam-se com publicidade digital pelo Turismo de Portugal que promove as variadas experiências que podem ter no país. E assim, o 'amigo' fica convencido de que quer ir a Portugal também. 

 

Este ano o Turismo de Portugal decidiu investir os seus €10Milhões do orçamento de marketing, em marketing digital, e resultou! Afinal hoje em dia a larga maioria de pessoas pesquisa por férias online, e não só a forma como investiu e o tipo de comunicação que está a fazer tem sido extremamente bem sucedido em termos de angariação de turismo, mas agora temos a infrastutura que garante que efectivamente o turista consegue ter o nível de experiência que lhe foi 'vendida' na Internet, fica contente, coloca as suas fotos nas redes sociais criando publicidade gratuita para o país, e a ronda de turismo assim tem continuado a crescer. 

 

Fico muito contente que Portugal tenha dado esta volta à sua imagem. Há 10 anos atrás quando dizia a alguém que era de Portugal, falavam-me no Algarve e não se lembravam do nome da nossa capital. Há 5 anos atrás, quando lhes falava de Portugal perguntavam-me sobre a crise e o desemprego. Hoje em dia, digo que sou de Portugal e respondem entusiasmadamente falando-me sobre a sua última visita à cidade 'trendy' de Lisboa ou Porto, e de como adoram Pastéis de Nata e bacalhau. 

A experiência da meditação

No outro dia uma amiga adicionou-me a um grupo no What's App onde estavam a falar sobre marcar para ir a um Gong Bath. Chamava-se 'Psychadelic Gong Bath' para ser precisa, e todas elas estavam super entusiasmadas sobre a ideia de participarem. Eu nunca tinha ouvido falar num Gong Bath antes, mas dei uma breve vista de olhos ao evento no facebook que pouca informação dava a não ser que se referia a relaxamento, luzes e som. As raparigas no grupo do What's App também se referiram a quanto adoravam a ideia de ir relaxar e que estavam mesmo a precisar de ir a um Gong Bath, que rapidamente me apercebo que se tratava de um desses banhos quentes de spa que tinha luzes e música, daí lhe darem o nome de psicadélico. 

 

"OK, podem contar comigo" - disse eu sem pensar mais no assunto. 

No dia anterior à data marcada para o tal Gong Bath, encontrei-me com elas e uma relembrou-nos que tínhamos que trazer um tapete de yoga e uma manta. "Uma manta?" - digo eu. - "Mas não será melhor levar antes uma toalha?"

 

Ficámos um pouco atrapalhadas relativamente ao que a outra se estava a referir até que ela disse - "tu sabes que o Gong bath é para meditação, não sabes?" Desatei-me a rir. Não! Não fazia ideia que o Gong Bath não envolvia banho nenhum mas que era meditação ao som de gongs. Eu nem sequer faço yoga, quanto mais meditação. Nunca sequer tinha ouvido falar em tal termo. Claro que nos desatámos todas a rir da situação, que se elas não me dissessem, eu efectivamente iria aparecer lá de bikini e toalha. Mas tudo bem, eu gosto sempre de experimentar coisas novas por isso fui nessa. Vá de meditar. 

 

Além da pequena parte de meditação que fiz no final de 4 ou 5 aulas de yoga a que fui, só tinha experimentado meditação assim mais a sério uma vez, e tinha sido sentada num auditório a ouvir esta palestra, em que o orador assim do nada, pediu-nos para fecharmos os olhos e lá nos orientou por aquilo em que devíamos pensar - que estávamos sozinhos numa casa na floresta muito bonita junto a um pequeno rio, etc. etc. 

 

Ora ao chegarmos ao Gong Bath, lá fiz o que todas as pessoas fizeram (ou quase) - coloquei uma manta no chão porque não tinha tapete de yoga, e deitei-me colocando outra manta em cima de mim para não ficar com frio. Todas as pessoas estavam deitadas em torno destes dois grandes gongs localizados no centro desta igreja onde estávamos (julgo que seria uma igreja Baptista ou Presbiteriana, mas não sei bem). Éramos cerca de 100 pessoas no mesmo espaço, deitadas no chão. Fez-me ficar com a sensação de que estávamos todos a acampar num campo de férias. A maioria estava vestido ou com roupas largas estilo hippie/budista, ou com a sua roupa de ginásio, que era o meu caso, seguindo o conselho das minhas amigas.

 

 

Quando se deu início ao evento, a organizadora lá disse qualquer coisa de forma muito calma ao microfone, mas ela falava tão devagarinho e para dentro, que nem ao microfone consegui perceber o que ela estava a dizer.  - "Ora esta é que está boa! Agora nem sequer consigo ouvir o que a rapariga está a dizer, como raio é que vou conseguir seguir a meditação?!" Mas ela parou de falar, dirigiu-se a um dos gongs e começou a tocar nele. Olho para um lado, e as minhas amigas estão com os olhos fechados, olho para o outro, e o resto das pessoas também estão todas silenciosas de olhos fechados. "Bem, acho que devo fazer o mesmo que é para me começar a concentrar nisto". Os minutos começam a passar. Eu abro os olhos e a rapariga lá continua a bater num e noutro gong, enquanto que outra rapariga anda pelo meio das pessoas a distribuir uma espécie de cheiro de incenso pela igreja, que vinha de um vaso que ela carregava nas mãos. 

 

"Bem, dava jeito que uma delas dissesse alguma coisa que era para me guiar na meditação, senão como é que sei em que é que hei-de pensar?"

O tempo passa. Mais gongs e cheiro de incenso no ar.

"Mas no que é que esta gente toda está a pensar?"

 

O tempo continua a passar e eu desisto da ideia de que uma delas vá começar a dar-nos indicações sobre o que devemos pensar para a meditação. Tento ao máximo deixar-me entrar no momento e começo a pensar na vida, no dia-a-dia, depois começo a pensar no trabalho e arrependo-me de imediato porque eu sei que pensar em trabalho não é algo que me vá deixar ficar relaxada. Afinal relaxar é o principal objectivo da meditação, não é? Começo então a pensar se a ideia do Gong Bath não será associado à ideia de mindfulness, e eu sei que mindfulness refere-se a não pensar em nada. Logo, eu não devia pensar em nada.

 

"Não penses em nada, não penses em nada. Branco, transparente, vazio, atmosfera, ar, ar-do-mar, praia, sol, férias, ahh estou ansiosa para estar de férias. Não! Não! Não penses em férias. Isso são pensamentos da vida mundana. Tenho que pensar em nada. Nada, nada,.... Ahhhh, não consigo estar aqui a pensar em nada! Mas será que esta gente toda está aqui a pensar em nada? Nós estamos aqui, cento e tal pessoas desconhecidas deitadas no chão frio de uma igreja no Este de Londres, a uma segunda-feira à noite, durante uma hora e meia, a ouvir batuques de gong, quando podíamos estar em casa no conforto do nosso lar a fazer a meditação que quiséssemos com a música que quiséssemos sem mais ninguém, mas estamos antes aqui e pagámos por isto?!?! Mas esta gente está toda maluca?!

 

Quando acabámos a sessão uma das minhas amigas perguntou-me se eu achava que ía voltar? Eu respondi-lhe que achava que não, mas que gostei de ter passado pela experiência só para saber como é. Afinal claro que há pessoas, a maioria das que ali estavam provavelmente, que tiveram uma experiência totalmente diferente da minha e que devem adorar e que tudo aquilo tem muita lógica para eles. Respeito totalmente a sua opinião.  Se eu vou voltar? Não!

 

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A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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O que fazer em Londres em Agosto 2017

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Tem sido a conversa de todos os jornais de que a espectativa é para que este mês de Agosto vai ser chuvoso. Enquanto que qualquer um fica desapontado com esse tipo de notícias, há que pensar em todas as possibilidades de actividades que este mês tem para oferecer, que nem todas necessitam de dias solarengos. Aqui fica uma seleção

 

London Craft Beer Festival O que é? Pelo 5º ano seguido, este festival conta com a oportunidade de provarem cerveja de 45 cervejarias artesanais. O bilhete para o festival permite beberem quanto quizerem. Quando? 4 a 6 de Agosto. Quanto? £42. Onde? Hoxton Square, Shoreditch

 

Festiwell O que é? Workshops de yoga e meditação que conta tamb+em com música e palestras sobre meditação, bem-estar e nutriçãoa também com palestras Quando? 6 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Granary Square

 

Cinema no Tamisa O que é? A TimeOut organizou uma série de noites de cinema no Tamisa ao longo deste verão, mas agora tem uma nova noite separada onde podem ver o filme Moonlight. Esta sessão de cinema é passada num barco ao longo do Tamisa. Quando? 12 de Agosto. Quanto? £38 Onde? Regent's Park

 

ZiferJam O que é? O café Ziberflast em Shoreditch está a organiizar uma noite de música improvisada aberta a todos. Quando?  3 de Agosto . Quanto? £5 e conta com snacks. Onde? Shoreditch

 

The Beast - Castelo Insuflável para Adultos O que é? O maior percurso de insufláveis do mundo vai estar em Londres este Agosto. Quando vi as imagens publicitárias fez-me lembrar dos 'Jogos sem Fronteiras' que costumavam dar na televisão, para quem já cá anda à anos suficientes para se lembrar disso. E para quem não se lembra, precisam apenas de saber que eram uns jogos divertidos em que o pessoal andava em cima de insufláveis e outras coisas mais para ver quem conseguia chegar ao final primeiro. Quando? De 25 a 28 de Agosto. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Alexandra Palace

 

Shuffle Festival O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com sessões de filme, palestras, passeios guiados, arte, música, comida. Quando? 26 e 27 de Agosto. Quanto? £23. Onde? Tower Hamlets Cemetery, Mile End

 

Notting Hill Carnival O que é? O famoso carnaval de Notting Hill decorre no fim-de-semana prolongado no final de Agosto. Esperem paradas tipo de carnaval Brasileiro, muita música espalhada pelo festival inteiro,comida das caraíbas, animação de ruas e uma grande multidão nas ruas.. Quando? 27 e 28 de Agosto. Quanto? Gratuito Onde? Notting Hill

1º Aniversário na nova casa

Mal posso acreditar que já passou um ano desde que me mudei para o meu apartamento. Há exactamente um ano atrás, por esta hora (20:30h) estava eu no IKEA de Edmonton duvidosa sobre as várias opções de mobílias que tinha visto, com o meu namorado chateado a dizer que eu me tinha que despachar que já estava mais que farto de estar ali  Claro que acabei de sair de lá só mesmo quando fecharam a loja e nos mandaram embora, mas saí sem tudo aquilo que queria e, com a pressa, ainda acabei por trazer umas coisas de que mais tarde me arrependi. 

 

Eventualmente aos poucos e poucos lá fui encontrando as coisas que queria e hoje, um ano mais tarde, sinto-me confortável nesta casa e consegui decorá-la da forma que mais ou menos imaginei ao início. No entanto, ainda não está tudo. Faltam principalmente alguns quadros na parede e um tapete para a sala, mas tenho que ter uma nova onda de energia para voltar a andar à procura deles. 

 

Mantenho-me contente com a decisão de ter comprado em 'shared ownership' e recomendo para quem está na dúvida se essa será uma boa opção. No meu caso ainda não vi qualquer factor negativo relativamente a ter comprado em 'shared ownership' em vez de por inteiro, e bem sei que é uma dúvida que balança muitas pessoas, quando se encontram na fase de comprar casa. Valorizo tanto a localização que tenho a certeza que não iria ter gostado tanto de viver numa casa equivalente mas que fosse totalmente minha, numa zona mais distante onde o valor total da casa fosse mais alcançavel para mim. 

 

No primeiro dia em que fui buscar as chaves e entrei no meu apartamento pela primeira vez, sentei-me no chão da varanda com uma garrafita de vinho branco. 

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Um ano depois, estou a celebrar na mesma varanda com um copo de gin e tónico, com a diferença que desta vez já não me tenho que sentar no chão.

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Os sustos da vizinhança

A principal desvantagem que encontro ao viver num edifício novo é que este parece ser mais apelativo a pessoas mal intencionadas. Vai fazer um ano neste próximo domingo que estou a viver no meu apartamento e, apesar de ainda não ter tido problemas pessoalmente, já apanhei uns quantos sustos através de informação recebida pelos meus vizinhos.

Por volta do início deste ano vi que as grades do portão da garagem estavam completamente abertas como se um carro se tivesse enfachado nas grandes. Não fazia ideia do que tinha acontecido por isso decidi criar um grupo no Facebook para o nosso edifício, e coloquei uma carta nas caixas de correios de cada vizinho para convidá-los a juntarem-se ao grupo. Resultou, e apesar de nem todos os vizinhos fazerem parte do grupo, a grande maioria está lá. Foi a partir daí que começamos a trocar informações sobre o que se passa no edifício, problemas a resolver, etc. E o que descobri é que o nosso edifício e os edifícios adjacentes têm sido target de ladrões e afins. É um pouco preocupante. Passo a listar:

  • Como todos os apartamentos têm janelas do chão ao tecto é muito fácil ver o que está dentro da casa, e num apartamento de rés-do-chão no edifício oposto ao meu, uma tarde uns gatunos tentaram quebrar os vidros de uma janela para entrar no apartamento. Felizmente os vidros são de qualidade e, apesar de conseguirem raxar o vidro, não foi suficiente para o partir.
  • Os apartamentos do nosso edifício têm acesso a uma área de bicicletas fechada numa zona na garagem, que portanto é relativamente difícil de aceder sem a chave de acesso, mas outros apartamentos da parte lateral do edifício têm uma área de bicicletas cujo acesso dá para a rua e já ouveram duas tentativas, uma delas com sucesso, de roubo de bicicletas.
  • Já desapareceram umas poucas encomendas da zona do hall de entrada.
  • No outro dia um vizinho encontra um rapaz adolescente sentado nas escadas. O vizinho pergunta-lhe o que está ali a fazer e se precisa de alguma ajuda. O rapaz diz que veio visitar a mãe dele que mora no apartamento 20 mas que ainda não está em casa por isso ele está à espera dela. O vizinho disse-lhe que ele tinha que esperar na rua que não o podia deixar ali. E ainda bem que o fez, porque assim que ele informou-nos do assunto no Grupo do Facebook um rapaz respondeu a dizer que ele vive sozinho no apartamento 20, logo o rapaz estava a mentir. Mas claro que estaria, e o meu vizinho sabia disso porque simplesmente não mora ninguém com idade de ser mãe de um adolescente neste edifício. É tudo pessoal relativamente jovem na casa dos 20 e 30 anos, e as únicas pessoas com filhos, têm filhos bebés. Não sabemos porque ele queria ficar sentado na escada do edifício, mas coisa boa não era.
  • O último, ontem mesmo, foi quando um vizinho informou que pela segunda vez reparou que um homem fica parado na nossa rua por muito tempo a olhar para os apartamentos, e quando o homem reparou que o meu vizinho estava a olhar para ele, começou a masturbar-se. O vizinho chamou a polícia e o homem fugiu. Quando ele colocou a informação no Facebook, outras pessoas disseram que também já tinham reparado nesse homem.

Parece inacreditável como em um ano, já tantos eventos ocorreram que retratam que existe perigo eminente aqui à volta. Mas pergunto-me se este tipo de perigo se encontra particularlmente por estes edifícios por serem novos, por esta zona especificamente, ou simplesmente, como temos este grupo, acabamos por saber e trocar mais informações do que em apartamentos onde vivi anteriormente, onde não tinha qualquer forma de comunicação com vizinhos para além de um 'bom dia' ocasional. Adorava saber se outras pessoas que vivam em Londres em edifícios ondem exista comunicação entre vizinhos, também têm conhecimento de semelhantes perigos?

Lisboa já não é o que era

Está cada vez melhor! Estive de visita durante a semana passada por cerca de 5 dias e devo dizer que descobri vários locais diferentes, e gostei bastante da nova atmosfera. Lisboa está cada vez uma cidade mais cosmopolita, os residentes estão a aproveitar os edifícios bonitos da cidade como espaços para novos estabelecimentos interessantes mas mantendo o seu carácter original. Nota-se que há um cuidado maior e apreciação pela cidade e por manter a tradição, se bem que com um toque mais moderno e original. Já tinha ouvido pessoas dizerem que Lisboa é considerada a nova Berlim, e parece-me que têm razão. Lisboa está a tornar-se mais apelativa como cidade de residência para artistas e pequenos empresários, que conseguem obter rendas de estabelecimentos e residência mais baratas que nas outras principais cidades Europeias, enquanto que tem a vantagem do bom clima, comida e simpatia dos Portugueses. Este factor está intimamente ligado ao aumento do turismo. Lembro-me que nos primeiros anos em que cá estive, sempre que ouvia alguém dizer que ía a Portugal, estavam a referir-se ao Algarve, mas hoje em dia, ambos Lisboa e Porto são frequentemente mencionados como as cidades de destino quando vêm a Portugal. 

 

Parece-me que o Porto até está um pouco mais avançado em termos de ter estabelecimentos interessantes e apelativos ao turismo e aos residentes, pelo que tenho ouvido falar, mas já não vou ao Porto desde a minha época de universidade, por isso está na minha lista de locais a revisitar em breve. 

 

No outro dia estava eu a tomar uma bebida no Broadway Market, quando ouço a conversa de um casal jovem Britânico ao meu lado que estavam a contar aos amigos como tinham apresentado a sua demissão no trabalho e se íam mudar para Lisboa, explicando todas as vantagens que eles encontram por se mudar para lá, tais como as que mencionei acima.

 

A minha chefe de Nova York também tem planeado fazer uma visita de 2 semanas com a família este verão por Lisboa, Porto e Algarve, e duas outras colegas de NYC também planearam uma viagem de 1 semana a Portugal este verão. Tenho outro casal amigo que foi passear ao Porto na semana passada, outro casal tinha vindo à duas semanas a Lisboa, etc, etc, etc. Só para verem a frequência com que isto está a acontecer. Adoro saber que os estrangeiros estão a apreciar cada vez mais visitar o nosso país, e depois desta minha passagem por Lisboa, ainda tenho mais locais para recomendar. 

 

Alguns dos locais onde fui pela primeira vez que desconhecia incluem:

  • O bar da Duna da Cresmina com uma vista espectacular para o Guincho e com um DJ a animar o ambiente
  • Bar Procópio nas Amoreiras - já existe há muitos anos mas ainda não conhecia. Ambiente vintage e cocktails deliciosos
  • Embaixada LX no Príncipe Real - todo o carácter deste edifício do século XIX com lojinhas, restaurantes e bares muito giros e altamente populares
  • Pão à Mesa no Príncipe Real - restaurante com bom ambiente e cozinha
  • Vários bares e restaurantes no Cais do Sodré, perto da Rua Cor-de-rosa

 

O que fazer em Londres em Julho 2017

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A variedade de eventos ao ar-livre que decorrem em Londres este mês é enorme, e o melhor de tudo é que muitos deles são gratuitos. Desde cinema a escorregas de água, teatro e muito mais, este não é um mês para se ficar em casa. Fica uma seleção de alguns dos eventos a decorrer este mês pela cidade.

 

Cinema ao ar-livre no British Summer Time O que é? Sessões de cinema abertas ao público que apresentam desde La La Land, ao Rei Leão ou Dirty Dancing, entre vários outros filmes. Quando? 3 a 7 de Julho. Quanto? Gratuito. Chegar cedo para conseguir lugar. Onde? Hyde Park

 

Ecrãs gigantes para o Wimbledon O que é? Os fãns de ténis que não conseguirem um bilhete para Wimbledon, podem ver os principais jogos no ecrã gigante de Kings Cross. Quando? De 3 a 17 de Julho. Quanto? Gratuito. Onde? Lewis Cubitt Square

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? Até 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Our/ London Vodka Festival O que é? A equipa da Our/ London Vodka está a organizar um mini-festival de vodka que conta com música e comida em Hackney Downs Quando?  Todos os sábados até 19 de Agosto . Quanto? A partir de £10. Onde? Hackney Downs

 

Zip World em Londres O que é? Este verão vão poderia experimentar ver o centro de Londres a alta velocidade empoleirados num zip wire, que está para ser o zip wire mais longo e veloz dentro de uma cidade. Quando? De 6 Julho a 1 Outubro. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Archbishops's Park, Southbank.

 

BP Big Screens O que é? Os fãns de ópera vão poder ver a La Traviata ou a Turandot gratuitamente ao ar-livre e ao vivo através dos ecrãns patrocinados pela BP que todos os anos deliciam os fãns de ópera por altura do verão. Quando? 4 e 14 de Julho. Quanto? Gratuito Onde? Hammersmith, Trafalgar Square e Woolwich para ambos os dias

 

Festival de Verão de Alexandra Palace  O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com diversões, música, comida, teatro, silent disco, escorrega gigante e cinema ao ar-livre. Quando? 22 de Julho. Quanto? Preços variam dependendo da atração escolhida. Onde? Alexandra Palace.