Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
Word on the Street

Uma das secções da revista TimeOut que eu nāo gosto de perder é o "Word on the Street". Aí é apresentada uma selecçāo dos comentários mais divertidos que os seguidores da TimeOut partilharam no Twitter com a #wordonthestreet relativos a comentários engraçados/ridículos que ouviram alguém dizer. 

Dou por mim muitas vezes a rir-me em sítios públicos quando estou a ler esta secção da TimeOut por isso não queria perder o lançamento do novo livro lançado pela TimeOut com o mesmo nome que vai contar com uma apresentação de stand up comedy relativa aos comentários apresentados no livro. Infelizmente não vou poder ir porque calhar exactamente numa noite em que tenho um evento de trabalho, mas aproveito para partilhar com aqueles de voçês que, tal como eu, também se divirtam com o "Word on the Street". 

O lançamento do livro vai decorrer já na próxima terça-feira dia 28 de Outubro na livraria Foyles em Charing Cross. Os bilhetes custam £12 mas no preço, para além de estarem a pagar pelo comediante, está também incluída uma cópia do livro. Já só há bilhetes disponíveis para as 18h, por isso sejam rápidos já que dúvido que durem muito mais tempo. Podem comprá-los no site da TimeOut

E para quem ainda não conhece o "Word on the Street", ficam aqui alguns comentários:

 

 

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publicado por Tuga em Londres às 08:24
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014
A nossa opinião conta para o futuro de Hackney

Descobri hoje que o Hackney Council está a fazer um inquérito aos residentes e trabalhadores do Bourough de Hackney para obter a sua opinião relativamente ao futuro da área em termos de transportes. De forma geral os seus objectivos são de transformar a zona para ser mais apelativa e segura para ciclistas e peões, para que o nível de tráfego privado seja reduzido, aumentando a qualidade da oferta de transportes públicos e a qualidade do ar que respiramos. 

 

O questionário está aberto ao público até esta próxima sexta-feira dia 25, portanto para os leitores que forem residentes ou trabalharem em Hackney, respondem ao questionário se querem contribuir com a vossa opinião para o futuro da vossa área local. O questionário está disponível aqui e o plano está sintetizado neste Executive Summary.

 

Talvez um dia Hackney e Londres de forma em geral venha a ter mais ruas como estas:

 

amsterdanize.jpg

Foto da autoria do Amsterdamize

 

 

publicado por Tuga em Londres às 08:59
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
Somos responsáveis pela imagem do nosso país

No outro dia fui a uma conferência de marketing e, quando chegou à altura do público colocar questões, um homem que tinha feito uma pergunta, interrompeu a resposta do apresentador a meio, para fazer um novo comentário e terminou a dizer: "desculpe tê-lo interrompido. Eu sei que não é muito Britânico, mas é porque eu sou Português". O público riu-se, claro está. Eu é que não achei piada nenhuma ao comentário. E isto porquê? Porque ao dizer isso, ele está a indicar que o povo Português não é respeitador; que não tem o sentido de organização e de simples boa educação que o povo Britânico tem, como o básico de deixar a outra pessoa terminar de falar primeiro. 

 

Talvez até no contexto tenha tido lógica ele ter interrompido o apresentador, talvez para clarificar a sua pergunta por exemplo. Já não me lembro qual era a razão, mas independentemente da interrupção ter tido lógica ou não, foi totalmente desnecessário ele ter feito aquele comentário no final, porque é por essas e por outras que os estereótipos de um país são criados pelos estrangeiros. 

 

Nunca mais me esqueci de que uma vez o meu professor de marketing, Pedro Dionísio, nos disse numa das nossas aulas para sermos sempre profissionais nas decisões que tomamos no mundo de trabalho visto que cada um de nós iria estar a representar o ISCTE. Inevitavelmente, se algumas empresas tivessem más experiências ao contratar uma ou duas pessoas do ISCTE, muito provavelmente não iriam querer contratar outros alunos dessa universidade visto que, na sua mente, ficaria implícito que os alunos do ISCTE não tinham sido bem ensinados a actuar num ambiente de trabalho. Claro que, num país estrangeiro, e anos após ter terminado a licenciatura já não é a universidade que estou a representar, mas a lógica do que ele disse mantém-se verídica em representação do meu país. Afinal, são os comentários negativos que fazemos a Portugal ou relativamente à nossa cultura que definem a imagem que os estrangeiros têm de nós. 

 

É da responsabilidade de cada um de nós de representar o nosso país da forma como queremos que os outros nos vejam. Claro que isso está relacionado com as atitudes que tomamos no dia-a-dia, mas mais evidente será ainda se fazemos comentários que indicam que - ah, e tal, eu sei que estou a fazer algo que não é correcto, mas é porque sou Português. Com este tipo de comentários não estão a fazer favor nenhum à imagem que outros têm vossa e das pessoas que vêm do nosso país, o que obviamente não irá contribuir positivamente para a vontade que estas pessoas tenham de nos contratar ou estabelecer relações connosco de forma geral. Assim sendo, por favor pensem duas vezes antes de justificarem alguma atitude incorrecta que façam com o facto de serem Portugueses. Se fazem algo incorrecto, é por vossa culpa, não é culpa do país onde nasceram. 

 

publicado por Tuga em Londres às 08:59
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Domingo, 12 de Outubro de 2014
Noite de show

Pelo quarto ano consecutivo que participo no 'Performance Ball' de que falei em 2011, 2012 e 2013. Fiquei triste quando soube que o meu grupo habitual decidiu não participar, mas como adorei a experiência das outras vezes, não queria deixar de fazê-lo. Perguntei a um amigo se queria ser meu parceiro de dança num outro grupo e lá fomos (não queria juntar-me a outro grupo sem parceiro visto que geralmente há sempre mais mulheres que homens nas aulas, e não queria ir tirar o parceiro a alguém que seja regular às aulas). A experiência voltou a ser muito boa, principalmente porque acabei por conhecer uma grande quantidade de novas pessoas. Practicar este tipo de coreografias demora bastante tempo, inclusivé fora das aulas normais, daí ser também muito social. Decorreu ontem à noite. Toda aquela preparação e tudo se passou tão rápido. Mais para o ano,...

Este ano a nossa performance foi assim (demora um bocadinho a começar):

 

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publicado por Tuga em Londres às 23:18
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014
O hambúrguer mais caro do mundo à venda em Londres

A gastronomia em Londres tem andado numa moda de burgers gourmet. Ora é o Burger & Lobster que só serve exactamente isso, ou hambúrguer de vaca ou lagosta a £20 cada um, e onde cada noite há uma fila de espera de mais de 1 hora. Ora é o Meat Liquor, o Byron, ou o Honest Burgers, o Dirty Burger, ou o Gourmet Burger Kitchen entre as redes de restaurantes de hambúrgueres mais populares. Ou então temos os vários restaurantes independentes que garantem oferecer o supra sumo do hambúrguer, tais como o Advisory em Hackney, o Mother Flipper em Lewisham, o Elliot's em London Bridge, o Brgr.co no Soho, o Dip & Flip em Clapham Junction e muitos, muitos, muitos mais.

  

Cada qual tenta ser o mais original e o melhor possível, quer seja pelo tipo de pão, pela qualidade da carne ou a diversidade dos ingredientes adicionais, e o que é um facto é que os Londrinos adoram tudo isso e devoram tudo o que seja novo no que diz respeito a hambúrgueres, independentemente do preço, tal como é o caso de sucesso do Burger & Lobster. Agora, o que os Londrinos não contavam era que o preço dos hambúrgueres chegasse ao extremo, com o chefe do restaurante Americano Honky Tonk em Chelsea que acabou de lançar o hambúrguer mais caro do mundo a £1,100!

 

A justificação do preço deve-se ao valor dos ingredientes utilizados. A carne é de vaca e veado da Nova Zelândia, marinada num 'maple syrup' especial com sal dos Himalaias e servido com lagosta condimentada em açafrão do Irão acompanhado de caviar Beluga, ovo de pato fumado em nogueira, cogumelos raros, molho de champagne e com o pão coberto em tons de dourado entre outros detalhes. Podem deliciar-se com este espécime de hambúrguer pelos tais meros £1,100, mais a gorjeta correspondente a 12.5% do prato, portanto apenas mais £137. De facto, quem der £1,100 por um hambúrguer, também pode dar isso de gorjeta. 

 

  

Este novo hambúrguer, intitulado de Glamburger, não consta do menu normal do Honky Tonk, cujos preços até que são muito mais normais do que isso, mas pode ser encomendado. Sem dúvida o lançamento deste hambúrguer terá tido como objectivo mais um reconhecimento do restaurante e do chefe a nível de relações públicas do que propriamente para a comercialização do Glamburger. No entanto, não deixa de estar disponível e pergunto-me se alguém alguma vez irá efectivamente pedir o tal hambúrguer para o almoço.

 

publicado por Tuga em Londres às 12:30
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014
Portugal não vai à Expo 2015?

Este fim-de-semana, ainda em modos de celebração do meu aniversário, encontrei-me com a família em Milão para passarmos esse tempo juntos e descobrir-mos uma nova cidade. 

 

Devo dizer que a cidade de Milão surpreendeu-me pela positiva. É mais bonita e tem mais para ver do que aquilo que imaginava. E agora, como se está a preparar para a Expo Mundial de 2015, ainda está a embelezar-se mais, especialmente em certas zonas da cidade, tais como o Navigli District, junto aos canais. O grande acontecimento da Expo para o próximo ano não passará despercebido por ninguém que passe por Milão nesta altura, já que está bem anunciada por toda a cidade. As bandeiras dos países participantes decoram ruas e edifícios e, foi ao olhar para essas bandeiras que reparei - "mas onde está a bandeira Portuguesa?" Não estava. 

 

 

Hoje quando liguei a Internet, queria tirar a dúvida. No site da Expo 2015, indicam que Portugal é um dos países que não assinaram contrato para a participação na Expo. Esse artigo já parece ter sido escrito no início do ano já que se referiam à possibilidade de assinatura dos EUA aquando da visita do Presidente Barack Obama a Roma em Março. Entre as bandeiras que lá se apresentavam, efectivamente a bandeira Americana encontrava-se lá por isso imagino que o contrato efectivamente se tenha dado nessa data. 

 

A exposição, cujo tema vai ser "alimentar o planeta, energia para a vida", vai decorrer de 1 de Maio a 31 de Outubro e vai contar com mais de 25 Milhões de visitantes. Sem dúvida uma boa oportunidade para Portugal exibir o que temos feito em termos da produção da energia aeólica, por exemplo, já que somos um dos maiores produtores Europeus deste tipo de energia, a qual providencia energia suficiente para a produção de certos produtos alimentares de uma forma sustentável que depois serão exportados para outras partes do mundo. Também poderíamos exibir o que temos feito relativamente à pesca sustentável e depois associar tudo isso à nossa tradição gastronómica. 

 

Talvez a razão pela qual as entidades responsáveis decidiram não participar estará relacionado com o investimento necessário para a participação, mas será que não seria possível passar esses custos para as empresas Portuguesas que de certa forma estejam relacionadas com o tema e que queiram expôr o seu trabalho assim como o trabalho da respectiva indústria? Parece-me uma oportunidade desperdiçada de atrair maior exportação de produtos alimentares Portugueses, e turismo de forma em geral.

 

Em procura pela Internet sobre as razões pelas quais Portugal não se encontra incluído na Expo 2015 não consegui encontrar nada para além de eventuais artigos que indicavam que Portugal ainda não tinha assinado presença. Gostaria de saber o que O Turismo de Portugal tem a dizer sobre o assunto. Não sei se a responsabilidade da nossa participação vem deles, mas concerteza estarão bem a par do assunto. Vou-lhes mandar um Tweet a ver se respondem. Se estiverem interessados na conversa (caso exista resposta) podem segui-la aqui no Twitter do @tugaemlondres.

publicado por Tuga em Londres às 08:59
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014
O que fazer em Londres em Outubro 2014

Como não podia deixar de ser, temos muito que fazer este mês por Londres, portanto marquem nos vossos diários as actividades que não querem perder. Aqui ficam algumas sugestões que me parecem interessantes:

 

Best of Brittania O que é? Exposição sobre a forma de uma loja de departamento pop-up onde vai estar à venda uma grande variedade de produtos representativos da cultura do Reino Unido. Vão também haver palestras, arte, música e comes e bebes. Quando? 2 a 4 de Outubro. Quanto? £8 Onde? Farmiloe Building em Clerkenwell Estação? Farringdon.

 

Elefest O que é? Festival que conta com eventos de música incluíndo os Maccabees na opening party, exposições de arte, performances de teatro, e muito mais. Quando? 2 a 5 de Outubro. Quanto? Muitos eventos são gratuitos mas para os maiores eventos, o passe custa £20. Onde? Vários locais em Elephant & Castle. Estação? Elephant & Castle.

 

London Cocktail Week O que é? Festival onde bares e pop-ups na zona de Convent Garden em torno da rotunda de Seven Dials vão oferecer o que de melhor há na arte da mixologia. Também existem outros bares envolvidos em vários pontos de Londres. Ver no site para detalhes. Quando? De 6 a 12 de Outubro. Quanto? £10 para uma wristband que vai dar direito a comprar cocktails a £4. Onde? Maioritariamente na zona de Seven Dials mas também noutros pontos da cidade. Estacão? Convent Garden.

 

London Film Festival O que é? O BFI apresenta o seu festival de filme habitual durante 12 dias, em 17 cinemas, com apresentação de 248 filmes de diversos géneros, entrevistas, palestras e masterclasses.  Quando? 8 a 19 de outubro. Quanto? Depende mas muitos filmes rondam as £20 Onde? Vários locais e cinemas. Ver programa. 

 

London Restaurant Festival O que é? Festival ideal para 'foodies' ou os apreciadores de experiências grastonómicas, desde jantar no cinema a uma 'tapas tour' a um jantar no Claridges, os menus e opções são muitos e variados. Quando? De 8 a 27 de Outubro. Quanto? Muito variados. Ver no site. Onde? Vários locais por Londres.

 

Diwali  O que é? Festival das luzes Indiano celebrado pelas culturas Hindu, Sikh e Jain em celebração do bem, do poder da luz e da esperança. O festival em si, conta com música, dança, muita côr e animação e está aberto para pessoas de todas as comunidades. Quando? 12 de Outubro. Quanto? Gratuito. Onde? Trafalgar Square. Estação? Charing Cross.

 

Illuminations Festival O que é? Festival eclético de música, arte e filme a decorrer no Sul e Este de Londres. Quando? 27 de Outubro a 7 de Novembro. Quanto? Os preços variam de evento para evento, mas contem com cerca de £16 por bilhete. Onde? Vários locais no Sul e Este de Londres.  

publicado por Tuga em Londres às 08:55
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Open Co. - Quem quer visitar os escritórios da Google amanhã?

Este deveria ser o meu post sobre o que fazer este mês, mas é meia-noite e bem sei que não vou ter tempo para escrever esse post agora. De qualquer forma acabei de ler sobre um evento interessante a acontecer amanhã por isso não queria deixar de partilhar - chama-se Open Co. e refere-se a várias empresas na área de tecnologia e start-ups que abrem as portas para quem lá quer ir visitar os escritórios e ouvir uma palestra num tópico relacionado com a área de trabalho da empresa. Para quem procura emprego nessas áreas, para quem quer fazer networking, ou simplesmente para quem estiver interessado em participar em tal evento, ainda está a tempo de registrar-se para atender vários dos eventos de amanhã. São gratuitos. Fica aqui o horário das diferentes sessões a acontecerem amanhã, incluíndo nos escritórios da Google, Spotify, TimeOut, etc. 

publicado por Tuga em Londres às 00:24
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Domingo, 28 de Setembro de 2014
Festa de aniversário "Peace and Love"

E lá vai mais um ano! Amanhã é o meu aniversário mas já fiz a celebração adiantada este fim-de-semana. Os leitores mais atentos já sabem que adoro festas temáticas. O ano passado foi "Round the World", no ano anterior tinha sido uma "Beach Party", em 2011 foi uma "50's Party", no ano antes tinha sido "Dress like a Camden Towner" e a primeira festa temática que organizei teve como tema "Bad Taste Party". Este ano o tema foi "Peace and Love", com o objectivo de representar ou a época hippie dos anos 60 ou o que quer que as pessoas quizessem interpretar com esse tema. 

 

A temperatura teve do nosso lado e, esteve uma noite muito agradável para estar no jardim. Ainda mais, como fizemos uma fogueira, a maior parte das pessoas que não estavam a dançar, passaram a noite sentados em roda da fogueira. Foi assim:

 



publicado por Tuga em Londres às 22:39
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014
Pintora Portuguesa Natália Gromicho com exposição em Londres

Para a próxima semana a pintora Portuguesa Natália Gromicho vai exibir o seu trabalho em Londres na Hay Hill Gallery em Baker Street. 

A artista iniciou a sua carreira em 1995, com a sua primeira exposição em Almada e, lançou-se internacionalmente em 2012 com exposições em Itália, Miami e São Paulo. Este ano vai expôr individualmente pela primeira vez em Londres de 29 de Setembro a 25 de Outubro e esta exposição vai estar aberta de segunda a sábado com entrada gratuita. 

 

Em antecipação à exibição tive a oportunidade de entrevistar a Natália que passo a publicar em baixo:

 

Natália Gromicho

 

 

Natália, para quem ainda não conhece o seu trabalho, o que é que os visitantes podem esperar desta exibição?

R – Para quem não conhece o meu trabalho, pode esperar o inesperado.  Eu tento, ao logo dos 20 anos que já pinto, que a minha obra seja apenas reconhecida pela assinatura, que não haja ligação entre as várias coleções (conjuto de pinturas baseado no mesmo tema), esta coleção que apresento em Londres é o conjunto das obras mais expostas em todo o  mundo, o exemplo do quadro “Hermafrodite” que para além de já ter percorrido Portugal e norte a sul com a exposição “Modos de Ver” já teve na Austrália e em Nova Iorque. Acho que os visitantes vão gostar da selecção que a Hay Hill Gallery vai apresentar.

Quanto tempo costuma dedicar a cada peça de trabalho e em que é que se inspira cada vez que pretende começar a trabalhar numa nova pintura? 

R – Em relação ao tempo que dedico, podemos considerar que em média 2 semanas em cada trabalho, é necessário esboçar, estudar a ideia, esboçar e depois passar á ação. Por vezes são duas semanas, por vezes meses e alguns até levam anos até chegar ao ponto que quero. A minha inspiração é baseada em tudo o que se passa no mundo, tenho várias coleções relacionadas com os direitos Humanos, a sexualidade; outras com fenómenos e catástrofes como Fukushima, Prestige, Tsunami e mais importante que tudo são as guerras, não consigo ficar indiferente sem passar para a tela o que me vai na alma (Tripoli).

Já exibiu o seu trabalho em vários países ao longo dos anos. Como é que iniciou a sua carreira internacional e de que forma é que essas exposições beneficiaram a sua carreira?

R – Sim já fiz várias exposições internacionais, Miami foi a primeira e uma das mais marcantes, a partir de Miami, de contactar com artistas a pintar ao vivo, nos próprios ateliers, á noite deu-me a ideia de fazer o mesmo em Portugal. Seguiu-se a Austrália, que comercialmente foi a que teve mais impacto imediato, para além de ter sido a primeira artista Portuguesa (e única até á data) a expôr no Adelaide Fringe Festival,  vendi metade da exposição em meia hora, foi uma experiência única pela rapidez como aceitaram a minha obra, do outro lado do mudo... de regresso da Austrália, decidi homenagear a minha cidade e pintei, para uma exposição de grande formato, Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Carlos Paredes entre outros em quadros de mais de 2 metros para um evento na LX Factory chamado Open Day. Foi muito intenso. Para ter uma ideia, para esta exposição fui obrigada a alugar um Atelier, concorri a um concurso municipal e a CM de Lisboa colaborou com esta iniciativa, aproveitei a ideia que trazia de Miami e abri, uma galeria que é também um atelier, onde os interessados podem ver-me pintar diariamente, ao vivo, para além de ter todo o meu acervo (mais de 200 quadros) exposto para os interessados, no centro de Lisboa, Chiado.

Este ano tem sido um ano muito positivo para mim, em Fevereiro tive em Nova Iorque onde fiz uma live performance na Soho e que resultou numa venda de uma obra por $25.000 USD,  representei oficialmente Portugal em Moscovo (já não ia um artista português á Rússia á mais de 10 anos), em França e para além desta exposição de Londres, até fim do ano, vou ainda á India (Nova Delhi) e Timor (Dili)

 

Quais teriam que ser os resultados da exibição em Londres para poder considerar esta como uma exibição de sucesso? 

R – Para mim, já é um “sucesso” ter sido considerada por tão prestigiada galeria Londrina, é o realizar de um sonho. Já não é a primeira vez que venho a Londres por causa do meu trabalho, em 1999 ganhei um concurso da Radio Comercial que consistia em desenhar um logotipo alternativo dos Rolling Stones para a tour “Bridges to Babylon Tour”, ganhei e vim ao concerto dos Rolling Stones, no antigo estádio do Wembley e foi um momento marcante.

Considera que tem uma carreira de sucesso ou que falta para chegar a esse ponto?

R – Ainda falta muito para atingir o ponto, não me movo por ter uma carreira de sucesso ou não, mas sim se o publico gosta ou não da obra que faço, sinto-me mais realizada desta forma...

Quais são os desafios e benefícios que os artistas Portugueses têm de forma geral?

R – É ir contra o pré-estabelecido, existem muitos obstáculos para um artista português consiga fazer o seu trabalho, o estado atual da cultura é uma excepção em relação ao resto do mundo, por exemplo, não temos ministro da cultura, todas as semanas recebemos noticias de cortes orçamentais na cultura, cancelam os poucos programas que temos que nos dão acesso á cultura, enfim acho que não é preciso falar muito mais sobre este tema...

Muitos jovens artistas Portugueses hoje em dia decidem iniciar a sua carreira no estrangeiro com o objectivo de obter melhores oportunidades. Que conselhos daria aos jovens que preferem ficar em Portugal, para conseguirem desenvolver a carreira no seu país?

R – O meu conselho é simples peçam apoios a fontes alternativas que não o estado ou instituições publicas, façam-se representar por marcas ou empresas, como sabem a lei do mecenato já não existe e têm de existir alternativas, por isso não desistam, façam projectos e apresentem... nunca desistam.

Se os Portugueses residentes em Londres quiserem conhecê-la pessoalmente, tem algum dia em específico em que vai estar disponível para falar com o público durante a sua exibição?

R – Sim, vou estar na abertura da exposição no dia 30/09 a partir da 18h, de qualquer forma vou estar em Londres de 29 de Setembro a 01 de Outubro, podem contactar-me através de email para info@nataliagromicho.com ou através das redes sociais (Facebook e LinkedIn). Apareçam!

 

 

publicado por Tuga em Londres às 23:33
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